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FOLHA DE S. PAULO - SP

Minotauro (Mônica Bergamo) Mônica Bergamo

 

O GLOBO

Tuberculose mata meio milhão de soropositivos por ano

"Que mais ninguém com HIV morra de TB"

 

O FLUMINENSE - RJ

Tuberculose afeta 65 mil (24/03/2009)

 

CLICABRASÍLIA

70% dos casais abrem mão do preservativo

 

IMIRANTE.COM

Hemomar e UEMA realizam do ''trote solidário''

 

DIÁRIO CATARINENSE – SC

Brasil é 17º em tuberculose

 

ÁFRICA 21

Cólera já atingiu mais de 13 mil pessoas em Moçambique

 

GAZETA MERCANTIL

SAÚDE: OMS adverte que turberculose afeta pacientes de Aids

 

ÚLTIMO SEGUNDO

Italianos discordam de declarações do Papa contra preservativos

 

AGORA – RS

Pedrinho Saradão contra o Kid Fumacento é a nova peça do Teatro na Escola

 

DIÁRIO DE TAUBATÉ

Caixa alerta que 639 mil trabalhadores ainda não sacaram o PIS

 

DIÁRIO DE PERNAMBUCO – PE

Com arte (Diario Urbano)

 

MIDIAMAX

Mortes por tuberculose relacionadas à Aids dobram em 2007

 

AGÊNCIA FAPESP

Novas estratégias contra a tuberculose

 

MS NOTÍCIAS

Mortes por tuberculose relacionadas à Aids dobraram em 2007

 

CRUZEIRO DO SUL

Brasil ocupa a 17ª no ranking de tuberculose

 

TERRA

Falta de pesquisas pode alastrar tuberculose, alerta ONU

 

JORNAL DA MÍDIA – BA

Jornal do Vaticano acusa imprensa de manipulação

 

24 HORAS NEWS

Abandono do tratamento da tuberculose preocupa secretaria

 

MIXBRASIL

BA: ONGs gays inauguram sede nesta quarta

Ministério da Saúde financia ações anti-DST nas Paradas

 

ESTADÃO ONLINE - SP

Diminui taxa de incidência de tuberculose no Brasil

 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS

1,4 milhão de pessoas têm HIV e tuberculose ao mesmo tempo, revela OMS

OMOS questiona o uso de teste rápido anti-HIV

Programa Municipal é destaque na revista CANAL RH

São Paulo - Programa Municipal faz prevenção na semana de moda no centro

Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo envia carta ao PN

Nova camisinha feminina será comercializada no Brasil já em 2009

Brasil: casos de tuberculose têm queda de 24,4% em sete anos

Pesquisa com 72 mil alunos vai revelar a saúde dos estudantes brasileiros

‘Se as pessoas seguissem a doutrina da Igreja em matéria sexual, não haveria Aids no mundo’, defende João Pereira Coutinho em coluna na ‘Folha de S. Paulo’


 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

FOLHA DE S. PAULO - SP

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Dia / Mês/Ano:

ILUSTRADA

 

25/Março/09

 

Minotauro (Mônica Bergamo) Mônica Bergamo

 

Terá forma de labirinto a atividade de EDUCAÇÃO SEXUAL que o instituto Kaplan vai montar no Catavento, museu interativo de ciências que será inaugurado em SP. Depois de dizerem quais são seus sonhos, adolescentes a partir de 14 anos terão que responder a perguntas sobre prevenção de gravidez e DSTS. Quem errar engravida -com direito a barriga postiça- ou contrai uma "doença".

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O GLOBO

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Dia / Mês/Ano:

CIÊNCIA

 

25/Março/09

 

Tuberculose mata meio milhão de soropositivos por ano   

 

Jornalista(s): Roberta Jansen

 

Doença é principal causa de morte dos portadores do HIV; estratégia unificada é necessária, alertam especialistas

 

Cerca de meio milhão de pessoas infectadas pelo vírus HIV morre anualmente vítima da tuberculose - o dobro do que se imaginava até agora, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado ontem no Fórum Internacional de Combate à Tuberculose, no Rio.

 

A tuberculose é a principal causa de morte dos soropositivos, mas, no ritmo atual, sua erradicação pode levar milênios.

 

O número de pessoas infectadas por ambas as doenças também dobrou e chega agora a 1,37 milhão de casos por ano, segundo o Informe Global de Controle da Tuberculose 2009, apresentado ontem. Combater as duas doenças em conjunto é apontado hoje como um dos maiores desafios da OMS. Do total de mortes de soropositivos, 30% estão relacionadas à tuberculose.

 

- Apenas 600 mil pessoas com HIV foram testadas para tuberculose em 2007 - afirmou o diretor-geral do Programa de AIDS da ONU (UnAids), Michel Sidibé.

 

A elevação não se deve, necessariamente, a um aumento real do número de casos, mas a uma melhoria no sistema de cálculo e à incorporação de novos dados de vários países da África que, até agora, não os forneciam, segundo explicou o diretor do Departamento de Tuberculose da OMS, Mario Raviglione.

 

A testagem de pacientes soropositivos na África (com 70% dos casos mundiais de AIDS) para a tuberculose passou de míseros 4% para 37% em 2007.

 

Os especialistas destacaram também como motivo de grande preocupação o aumento do número de casos de tuberculose extremamente resistente, que não podem ser tratados com praticamente nenhum dos remédios disponíveis. O número chegou a 500 mil em 2007, com registros em 55 países, entre eles o Brasil.

 

O número de pessoas com tuberculose no mundo é estimado em 9,27 milhões e, segundo o relatório, vem caindo desde 2004 no ritmo lentíssimo de 1% ao ano.

 

- Nesse passo, vamos levar milênios para erradicar a doença - constatou Raviglione.

 

Os países mais afetados são a Índia e a China. O Brasil, que era o 16odo ranking, caiu para 18º .

 

A outra má notícia de ontem foi em relação à crise global.

 

Os especialistas esperam uma redução de US$ 1,6 bilhão no montante total investido este ano no combate à doença.

 

- Os países precisam entender que a verba de saúde não é um gasto, mas um investimento - afirmou Michel Kazatchkine, diretor do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O GLOBO

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Dia / Mês/Ano:

CIÊNCIA

 

25/Março/09

 

"Que mais ninguém com HIV morra de TB"     

 

CORPO A CORPO MICHEL SIDIBÉ "São duas doenças, AIDS e tuberculose, mas uma única vida. É preciso haver integração."

 

Primeiro africano a assumir a direção-geral do Programa de AIDS das Nações Unidas (UnAids), Michel Sidibé, natural do Mali, tem como uma de suas bandeiras reduzir a mortalidade de soropositivos por tuberculose, que chega hoje a 30%. Para ele, o momento é de unir esforços para lutar contras as duas doenças

 

O GLOBO: Recentemente, em visita à África (região que concentra 70% dos casos de AIDS), o Papa desaconselhou o uso da CAMISINHA.

 

Como africano e diretor do UnAids, como o senhor recebeu esses comentários? MICHEL SIDIBÉ: É importante dizer que não podemos errar o nosso alvo, perder nossa perspectiva. O que o Papa disse na África foi infeliz, foi um erro de comunicação. Mas o nosso alvo não é o Papa, nosso alvo é o HIV, que atinge hoje 33 milhões de pessoas no mundo.

 

Mas o senhor não acha que, ao pregar a abstinência e desaconselhar o uso da CAMISINHA, o Papa está prestando um desserviço diante do trabalho que vocês vêm desenvolvendo no continente e diante das inúmeras provas de que o PRESERVATIVO é uma das mais eficazes formas de prevenção? SIDIBÉ: Acho que devemos ver essa situação como uma oportunidade para abrirmos o debate sobre saúde sexual e educação.

 

Não há nenhuma evidência no mundo de que o uso do PRESERVATIVO crie uma sociedade mais promíscua. Há diversas provas de que a CAMISINHA é um dos mais importantes elementos de prevenção. Vale lembrar ainda que 45% das novas infecções atingem pessoas em relacionamentos estáveis e que 16% delas são sorodiscordantes (um é positivo e o outro, negativo): ou seja, ou eles usam PRESERVATIVOS ou se separam.

 

Como a crise financeira pode afetar a resposta mundial à AIDS? SIDIBÉ: É um problema sério. Com a crise, os países, sobretudo aqueles em desenvolvimento, começam imediatamente a cortar recursos da área social. Um dos maiores desafios hoje é saber como manter a resposta ao longo da crise.

 

Porque os países mais pobres não têm uma rede social de proteção, de apoio aos menos favorecidos. Então estamos fazendo esse apelo ao mundo para que não cortem os recursos destinados ao tratamento de 4 milhões de pessoas, aos cuidados com todos os órfãos. Não quero que nenhum paciente seja obrigado a optar entre os medicamentos e a alimentação para os filhos.

 

A tuberculose aumentou muito no mundo depois do advento da AIDS. As estratégias e o tratamento não devem ser conjuntos? SIDIBÉ: Claro, são duas doenças, mas uma única vida.

 

O importante hoje é usar a AIDS como oportunidade para melhorar essas soluções, para que haja uma integração maior entre tuberculose e AIDS com o objetivo de salvar vidas. Para que mais ninguém com HIV morra de tuberculose.

 

Hoje, 30% dos soropositivos morrem de tuberculose.

 

Podemos reduzir muito isso.

 

O senhor sempre fala em AIDS como oportunidade.

 

Essa é a tônica do seu mandato? SIDIBÉ: Acho que a AIDS nos dá uma oportunidade de mudar a sociedade, de lidarmos com importantes questões de direitos humanos, de acabar com a violência sexual contra as mulheres, por exemplo. E o acesso universal não é apenas um slogan, é uma questão de justiça social. Temos que alcançar inclusive os inalcançáveis.

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O FLUMINENSE - RJ

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Dia / Mês/Ano:

PAÍS

 

25/Março/09

 

Tuberculose afeta 65 mil (24/03/2009)          

 

Apesar dos casos de tuberculose terem caído 24,4% no Brasil em sete anos, o País continua na lista das 22 nações com maior número de pessoas infectadas pela doença. Os dados fazem parte de um relatório do Ministério da Saúde, divulgado ontem no Rio de Janeiro.

 

De acordo com o estudo, por ano, cerca de 65 mil brasileiros são infectados pela tuberculose e cinco mil acabam morrendo. A incidência é de 39 casos por 100 mil habitantes e 70% estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios brasileiros. Entre os estados, os que apresentam maior incidência são: Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco, Pará e Ceará.

 

Ao apresentar os números, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, lembrou que, desde 2003, o controle da tuberculose é prioridade para o Governo federal e que os resultados dos últimos anos confirmam o forte investimento no combate à doença.

 

"Enquanto, em 2000, o Brasil gastou US$ 9 milhões para combater a tuberculose, só em 2008, investimos US$ 70 milhões no programa de combate e controle à tuberculose. De 2003 até hoje, tivemos 10% de redução de novos casos, e nossa meta é que, até 2015, o Brasil reduza pela metade o número de casos de tuberculose."

 

Segundo o ministro, para acabar com a doença, o País precisa expandir o tratamento supervisionado, por meio da Estratégia Saúde da Família, que já tem cobertura de 86% na rede pública dos 315 municípios em situação mais crítica. Temporão disse que por meio da atenção básica é possível prevenir doenças como a tuberculose.

 

O ministro lamentou que a tuberculose tenha pouca atenção de laboratórios de pesquisa e de governos.

 

"Temos medicamentos e estratégias que são praticamente os mesmos de quase 100 anos atrás. Os novos testes são caros e inacessíveis aos países mais carentes, onde os casos de tuberculose são mais comuns."

 

Ao participar da abertura de um fórum sobre a doença, no Rio, o diretor-presidente do Fundo Global contra a Tuberculose, AIDS e Malária, Michel Kazatchikine, considerou inadmissível que nos dias de hoje, uma doença que já deveria estar erradicada, mate por ano 9 milhões de pessoas no mundo.

 

"É uma doença curável, que só existe porque é fruto da pobreza e das desigualdades sociais."

 

A Organização Mundial da Saúde estima que 9 milhões de pessoas contraiam a doença por ano no mundo. Deste total, quase 2 milhões morrem.

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CLICABRASÍLIA

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Dia / Mês/Ano:

CIDADES

 

25/Março/09

 

70% dos casais abrem mão do preservativo

 

 Jovens casais abrem mão do uso do PRESERVATIVO quando há confiança no parceiro. A conclusão é de uma pesquisa do Pólo de Prevenção DST/AIDS da Universidade de Brasília. O levantamento mostrou que, de 250 casais entrevistados, 70% não usam CAMISINHA. O consumo de bebidas e drogas também provoca o esquecimento da proteção.

 

O coordenador do pólo, Mário Angelo Silva, afirma que a falta de cultura do uso do PRESERVATIVO contribui para o aumento dos casos de HIV. "A AIDS continua sendo uma doença do outro, estigmatizada e não prevenida adequadamente", enfatiza.

 

Os estudantes Natália e João namoram há dois anos

 

Os resultados da pesquisa são observados na prática. Os estudantes Natália Balbe, 20 anos e João Henrique Dias, 21, namoram há dois anos. Desde o início do relacionamento, Natália toma PÍLULA anticoncepcional e, com o tempo, eles passaram a ter relações sexuais sem CAMISINHA. Antes de suspenderem o uso do PRESERVATIVO, não realizaram exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis.

 

"Se eu tivesse uma vida muito ativa antes de começar a namorar teria me preocupado. Mas estamos juntos há muito tempo e sempre usei CAMISINHA em namoros anteriores", diz João Henrique. "Meu único medo é ficar grávida", afirma Natália. O casal contou que usa PRESERVATIVO em 50% das relações e nunca experimentou a CAMISINHA feminina. "É grande e estranha. Nem saberia como colocar", comenta Natália.

 

PREVENÇÃO - Para incentivar o uso do PRESERVATIVO e orientar sobre sexualidade e doenças, existe há cinco anos na UnB o Pólo de Prevenção DST/AIDS. O projeto de extensão, ligado ao Departamento de Serviço Social, distribui 4 mil PRESERVATIVOS mensalmente a professores, servidores e alunos cadastrados no programa. O projeto também realiza oficinas de EDUCAÇÃO SEXUAL em escolas de ensino médio do Distrito Federal.

 

Cerca de 65% dos cadastrados são homens, e a quantidade de camisinhas femininas distribuídas é mínima. "As mulheres ainda têm dificuldade para exigir a prevenção. Temos de desconstruir o mito de que o PRESERVATIVO atrapalha o prazer ou que o uso é atestado de infidelidade", ressalta Mário Ângelo Silva.

 

ATENDIMENTO - A equipe é formada por 20 bolsistas de graduação, que dedicam 12 horas semanais ao projeto. Os estudantes recebem treinamento antes de iniciar as atividades. São eles que recebem o público e distribuem as camisinhas.

 

O aluno de Letras Tiago Alves de Sousa, 24 anos, explica que os interessados preenchem uma ficha não obrigatória com informações sobre a vida sexual. "Fazemos uma entrevista de acolhimento, um bate-papo informal, onde tiramos dúvidas sobre sexualidade. É um trabalho delicado, você tem de ter cuidado ao lidar com a intimidade alheia", diz.

 

NOVIDADE - Desde junho de 2008, o pólo faz a distribuição de um novo modelo de CAMISINHA feminina. Elas são maiores, têm anel mais flexível e possuem, numa das extremidades, uma espécie de esponja circular. O formato garante mais segurança para a mulher, pois evita vazamentos ao retirar o PRESERVATIVO.

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IMIRANTE.COM

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25/Março/09

 

25/03/2009 - 07h37

Hemomar e UEMA realizam do ''trote solidário''

 

SÃO LUÍS - A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e o Hemomar realizam hoje (25) uma campanha de doação de sangue intitulada "Trote Solidário", no horário das 10h às 19h, em frente ao CCT, onde uma Unidade Móvel do Hemomar estará realizando a coleta do material.

 

Antes da campanha, às 9h, no auditório do CCT, será realizada uma palestra com o professor mestre e doutorando, Flávio Nunes Pereira, com o tema: Detecção de falha em estruturas mecânicas por métodos computacionais.

 

Será realizada, ainda uma outra palestra, logo no início do “trote”, com a responsável do setor de coletas externas, Valmar Costa, sobre a importância da doação voluntária.

 

Qualquer pessoa entre 18 e 65 anos, que pese mais de 50 kg e possua um bom estado de saúde pode doar sangue. Vale ressaltar que em cada doação, são realizados exames que compreendem pesquisas para Aids, Sífilis, HTLV, Doença de Chagas, Hepatite B e C, além da tipagem sanguínea.

 

Fonte: Ascom UEMA

 

Imirante

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DIÁRIO CATARINENSE – SC

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25/Março/09

 

Brasil é 17º em tuberculose

Países com maior incidência

 

O Brasil passou da 16ª para a 17ª posição no ranking dos 22 países com maior incidência de tuberculose no mundo. São 48 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o Relatório de Controle Global da Tuberculose 2009, lançado ontem pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Apesar da incidência de casos per capita estar diminuindo no mundo, o diretor-executivo do Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária, Michel Kazatchkine, teme que a crise global provoque redução do financiamento, revertendo os avanços já conquistados.

 

Este ano, segundo ele, o Fundo Global tem um orçamento de US$ 3 bilhões e necessidade de US$ 4,6 bilhões.

 

– É pouco dinheiro se comparado com o que está sendo gasto com o resgate de instituições financeiras. É necessário que o mundo se foque nas instituições que realmente funcionam e salvam vidas – disse ele.

 

De acordo com o relatório, que traz dados de 2007, apesar de o governo estar investindo mais recursos e melhorando os programas de controle da doença, o país ainda tem uma taxa de cura baixa, de 77%, enquanto a OMS preconiza 85%.

 

Em comparação aos outros países, o percentual de tuberculose multirresistente (que não responde às duas principais drogas utilizadas no tratamento) é de apenas 0,9%, bem menor do que a média global de 4,9% de prevalência sobre os casos registrados da doença.

 

O país também faz parte do grupo de 56 países que já reportou pelo menos um caso de tuberculose extremamente resistente (não responde a praticamente nenhuma droga conhecida).

 

Todos os três pacientes eram do Rio de Janeiro e morreram.

 

Rio de Janeiro

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ÁFRICA 21

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25/Março/09

 

25/03/2009 - 07:00

 

Saúde

Cólera já atingiu mais de 13 mil pessoas em Moçambique

 

Já a luta contra a malária tem vindo a apresentar resultados positivos, com redução do número de casos em cerca de 24 por cento.

 

Da Redação

Maputo - Mais de 13 mil casos de cólera foram diagnosticados, em Moçambique, nos primeiros três meses do ano, representando mil casos a mais em relação aos registados em todo o ano de 2008, segundo dados divulgados pelo ministro da Saúde, Ivo Garrido.

 

De acordo com o jornal Notícias, de Maputo. pelo menos 120 pessoas já morrerem em consequência da doença.

 

Dados estatísticos do ano passado referem a notificação de 12 mil casos e ocorrência de 150 óbitos em 12 meses.

 

Durante a abertura do 35º Conselho Coordenador do Ministério da Saúde, Ivo Garrido informou que no âmbito da campanha nacional de saneamento e promoção de higiene, lançada no passado dia 1 de Março pelo presidente da República, Armando Guebuza, foram seleccionadas instituições modelo que deverão servir de inspiração em cada uma das províncias do país para a manutenção de um ambiente saudável e de seguimento de hábitos de higiene.

 

A ideia, segundo disse, é incrementar progressivamente o número de tais instituições e prosseguir acções de consciencialização das comunidades.

 

Segundo o ministro, já a luta contra a malária tem vindo a apresentar resultados positivos. De acordo com Ivo Garrido, desde 2007 verifica-se em todas as províncias, e pela primeira vez nos últimos 20 anos, uma redução progressiva do número de casos e de mortes por malária. A nível nacional, os casos sofreram uma redução de cerca de 24 por cento, ou seja, reduziram de 6.336.000 para 4.832.000.

 

O número de mortes regista queda de 3.998 para 2.949, significando uma baixa em cerca de 35 por cento. Garrido disse que a redução que se regista está ligada, sobretudo, às campanhas de pulverização intradomiciliária com insecticidas e tratamento da doença.

 

Além da malária, o sector da Saúde regista, desde 2006, uma redução superior a 95 por cento de casos de sarampo, ou seja, de 12.598 casos em 2005 para 278 casos suspeitos em 2008.

 

Também se verificam melhorias no diagnóstico e tratamento da tuberculose, embora, segundo Garrido, a taxa nacional de despiste esteja a subir lentamente, rondando já os 50 por cento, mas a taxa de cura dos pacientes em tratamento é de 81,3 por cento.

 

Durante a sessão de abertura do Conselho Coordenador, foi também apresentada a situação relativa ao tratamento de pacientes de Sida / Aids com anti-retrovirais, salientando-se que o número de beneficiários subiu de cerca de 6000, em Dezembro de 2004, para mais de 135 mil presentemente.

 

Os resultados conseguidos nos últimos tempos têm também relação com o plano de desenvolvimento de recursos humanos. Segundo Ivo Garrido, em 2004 havia no Serviço Nacional de Saúde 682 médicos, dos quais 258 estrangeiros. Actualmente existem 929 médicos, dos quais apenas 194 são estrangeiros.

 

O número de médicos nacionais cresceu em mais de 60 por cento, sendo que neste momento 108 dos 128 distritos do país contam com pelo menos um médico

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GAZETA MERCANTIL

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25/Março/09

25/03 - 06:54

SAÚDE: OMS adverte que turberculose afeta pacientes de Aids

 

FORTALEZA (CE), 25 de março de 2009 - A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta terça-feira que os progressos na luta contra a tuberculose são muito lentos, ao mesmo tempo em que dobrou a estimativa dos estragos que esta doença está provocando entre os pacientes de HIV/Aids.

 

Um total de 9,27 milhões de pessoas sofreram de tuberculose em 2007, um aumento de quase 30.000 em relação ao ano anterior, que corresponde em linhas gerais ao crescimento da população, de acordo com o relatório anual da OMS sobre o controle da doença.

 

Os dados incluem quase 1,4 milhão de pessoas infectadas com o HIV/Aids, contra aproximadamente 600.000 em 2006.

 

Atualmente se acredita que mais de uma em cada quatro mortes - 456.000 dos 1,75 milhão de mortos por tuberculose registrados em 2007 - diz respeito a um paciente de HIV/Aids.

 

"As descobertas destacam a necessidade urgente de encontrar, prevenir e tratar a tuberculose na pessoas que vivem com HIV e fazer exames de HIV em todos os pacientes que sofram de tuberculoses para fornecer prevenção, tratamento e atendimento médica", afirmou a diretora geral da OMS, Margaret Chan.

 

A organização reitera ainda que existem grandes carências na luta contra a tuberculose e no tratamento coordenado das duas doenças, o que se deve fundamentalmente à pouca atenção ao saneamento nos países em desenvolvimento, que são os mais afetados.

 

Somente um em cada sete pacientes de HIV recebe tratamento preventivo da tuberculose, destacou o director da OMS para o HIV/Aids, Kevin De Cock.

 

Em geral, mais de um terço dos casos de tuberculose não é diagnosticado, o que deixa muitas pessoas sem tratameento e, sobretudo, aumenta o risco de expansão da doença contagiosa.

 

Apesar da taxa global de infecção da tuberculose ter caído em três anos a 139 casos por cada 100.000 pessoas, a melhora foi muito lenta, segundo Mario Raviglione, diretor de operações contra a tuberculose da agência da ONU.

 

"Estamos falando de menos de 1% ao ano, o que nos permitiria eliminar potencialmente a tuberculose em um futuro muito distante: na realidade, estamos falando de séculos, ou milênios", afirmou.

 

O aumento do impacto estimado nos pacientes de HIV/Aids diminuiu em grande parte pelas melhores informações e compreensão do problema.

 

"A revisão ilustra o fato de que as pessoas que vivem com o HIV têm um risco de desenvolver a tuberculoses 20 vezes maior que as pessoas sem HIV", afirma Cock.

 

Depois de uma grande melhora na detecção desta doença extremamente contagiosa, nos últimos anos o progresso estancou, ao mesmo tempo que o impacto das cepas da bactária da tuberculose que resistem às drogas aumentou, infectando 500.000 pessoas.

 

Somente 1% delas recebem tratamento e 150.000 morrem, de acordo com a OMS, que considera a resistência o "calcanhar de Aquiles" dos esforços para combater a tuberculose.

 

A OMS reunirá 27 países que correspondem a 85% dos casos de tuberculose que resistem aos tratamentos de drogas múltiplas - incluindo Índia, Rússia, África do Sul e Bangladesh - em uma reunião em Pequim no dia 1º de abril. (O Povo)

 

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ÚLTIMO SEGUNDO

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25/Março/09

 

Italianos discordam de declarações do Papa contra preservativos

 

25/03/2009 - 06:56 - AFP

Logo AFP

 

Mais de 52% dos italianos desaprovam totalmente as declarações do Papa Bento XVI na viagem à África sobre a distribuição de preservativos agravar o problema da Aids, indica uma pesquisa publicada no jornal La Repubblica.

No total, 52,3% dos italianos são totalmente contrários às declarações do Papa e 21,2% se declaram bastante contrários.

 

Apenas 19,6% aprovam as declarações do Sumo Pontífice, 15% se declaram bastante de acordo com as afirmações e 4,6% totalmente de acordo, segundo a pesquisa do instituto Demos, realizada entre os dias 18 e 23 de março.

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25/Março/09

 

Pedrinho Saradão contra o Kid Fumacento é a nova peça do Teatro na Escola

 

O projeto social Teatro na Escola, da Unimed Litoral Sul, em parceria com o grupo Sobrinhos de Sheakespeare, apresenta, neste primeiro semestre, a peça "Pedrinho Saradão contra o Kid Fumacento”, para crianças de 1ª a 4ª série da rede municipal de ensino. Este é o quarto ano consecutivo de execução do projeto, o qual já é considerado um grande sucesso.

A peça retrata os males que o cigarro causa, principalmente nos jovens, numa trama que envolve os personagens Kid Fumacento, o vilão, o garoto geração saúde, Pedrinho Saradão, e um amigo. No elenco, Lizy Santorum, Vinicius Diniz e Jéber Costa. O texto e a direção são de Vinicius Diniz. A peça tem como parceiro o Programa Municipal de Controle do Tabagismo, através da coordenadora dr.ª Heloisa Soler.

O projeto Teatro na Escola é desenvolvido sem custo para as escolas e já abordou vários temas, pois a cada semestre desenvolve um assunto, tais como: drogas, Aids, meio ambiente, higiene pessoal, cuidado com os animais e outros.

As escolas interessadas em receber a peça devem entrar em contato com a assessora de comunicação da Unimed, Luciana Pacheco, através do telefone 3231-3766 para efetuar o agendamento.

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DIÁRIO DE TAUBATÉ

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25/Março/09

 

Caixa alerta que 639 mil trabalhadores ainda não sacaram o PIS

 

Até agora, a Caixa liberou R$ 5,127 bilhões em pagamentos do abono do PIS para 12.608.031 trabalhadores em todo o país, e registrou, no exercício financeiro 2008/2009 o maior pagamento da história do programa

 

A Caixa Econômica Federal informou no dia 23, que 639.221 trabalhadores ainda não sacaram o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) a que têm direito no calendário atual, de 1º de julho de 2008 a 30 de junho de 2009. O benefício, no valor de R$ 465, está disponível para saque até o fim de junho, no valor total de R$ 297,2 bilhões.

 

Até agora, a Caixa liberou R$ 5,127 bilhões em pagamentos do abono do PIS para 12.608.031 trabalhadores em todo o país, e registrou, no exercício financeiro 2008/2009 o maior pagamento da história do programa, com cobertura, até agora, de 95,17% dos 13.247.252 de trabalhadores com direito ao abono - 11,16% a mais que no calendário anterior.

 

As unidades da Federação com maiores volumes de benefícios a serem pagos são o Distrito Federal, com 327.420 trabalhadores; São Paulo, com 85.444; e Rio de Janeiro, com 52.952.

 

Quem ainda não recebeu o abono do PIS, mediante crédito em conta ou no contracheque, pode sacar o benefício com o Cartão do Cidadão nas máquinas de auto-atendimento, casas lotéricas e Caixa Aqui, inclusive nos fins de semana. Se não tiver o Cartão do Cidadão, basta procurar uma agência da Caixa, apresentar documento de identidade e comprovante de inscrição no PIS.

 

Tem direito ao abono todo trabalhador que foi cadastrado no PIS (iniciativa privada) ou no Pasep (servidor público), até 2003, e trabalhou pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano de 2007, com carteira assinada pelo empregador e rendimento de até dois salários mínimos por mês, desde que o empregador tenha informado corretamente seus dados de emprego.

 

Quem foi cadastrado no PIS-Pasep até outubro de 1988 e tem salários mais altos recebe rendimentos. Todo ano, o trabalhador acumula quotas que só podem ser retiradas em casos previstos por lei, como aposentadoria, invalidez permanente, reforma militar, transferência para a reserva remunerada, em casos de Aids ou câncer do titular ou de seu dependentes, morte do titular, benefício assistencial à pessoa portadora de deficiência, bem como por idade mínima de 70 anos.

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DIÁRIO DE PERNAMBUCO – PE

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VIDA URBANA

 

25/Março/09

 

Com arte (Diario Urbano)

 

 O teatro sempre foi excelente instrumento para ajudar a refletir sobre a condição humana e os dramas sociais. É dela que o Núcleo de Jovens Curimim se vale para levar a comunidades pobres temas delicados como violência contra a mulher e feminização da AIDS. Estarão às 16h, na Escola Aníbal Fernandes, em Santo Amaro.

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MIDIAMAX

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25/Março/09

 

24/03/2009 22:25

Mortes por tuberculose relacionadas à Aids dobram em 2007

 

Agência Brasil

 

Estudo divulgado hoje (24) constata que, em 2007, foram contabilizados 1,4 milhão de novos casos de tuberculose em pessoas infectadas pelo vírus do HIV. No mesmo ano foram registradas 456 mil mortes por tuberculose associadas ao HIV - número duas vezes maior que o do ano anterior. Os dados fazem parte do Relatório Global de Controle de Tuberculose 2009 divulgado hoje (24), Dia Mundial da Tuberculose, pela Organização Mundial da Saúde, no Rio de Janeiro, durante o 3º Forum Mundial de Parceiros Stop TB.

 

Segundo o diretor do departamento de Combate à Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mario Raviglione, isso não significa que o número real de casos tenha duplicado entre 2006 e 2007, mas que houve um aumento de testes de HIV entre pacientes de tuberculose, sobretudo na África.

 

“Ainda assim, o número é muito preocupante. Pelo menos um terço das quase 33 milhões de pessoas que têm HIV está infectado com a bactéria da tuberculose e é a maior causa das mortes em pessoas com HIV. É fundamental que os países combinem os tratamentos de HIV e turbeculose”, defendeu.

 

Raviglione elogiou o programa brasileiro de combate à Aids que, segundo ele, é exemplar e inovador.

 

Segundo o diretor do Programa Nacional de Combate à Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil, Dráurio Barreira, ao contrário da maioria dos países, o Brasil não tem apresentado aumento no número de pessoas com Aids infectadas com tuberculose.

 

“Fomos pioneiros no acesso universal ao tratamento com anti-retroviral. E sabemos que tratar a Aids evita a tuberculose. Além disso, temos como prioridade dos dois programas a profilaxia e o controle da co-infecção de tuberculose-Aids. E porque nos antecipamos, temos felizmente taxas de co-infecção muito menores do que o resto do mundo.”

 

A tuberculose é uma doença contagiosa, transmitida por meio de tosse, fala e espirro de uma pessoa infectada pelo bacilo de Koch.

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AGÊNCIA FAPESP

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25/Março/09

 

Novas estratégias contra a tuberculose

 

24/3/2009

 

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

 

Agência FAPESP – Duas novidades foram anunciadas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, nesta segunda-feira (23/3), durante o 3º Fórum Mundial de Parceiros Stop TB, evento organizado pela Stop TB Partnership, iniciativa formada em 1998 que reúne integrantes da Organização Mundial de Saúde, Banco Mundial e de instituições de dezenas de países, e que está sendo realizado no Rio de Janeiro até a próxima quarta-feira (25/3).

 

A partir do segundo semestre deste ano, o Brasil adotará um novo esquema terapêutico para o tratamento da tuberculose, com a introdução da chamada DFC (dose fixa combinada) ou “quatro em um” – quatro drogas em um único comprimido. A medida poderá aumentar a adesão de pacientes ao tratamento da doença – hoje, 8% deles o abandonam antes da cura – e a diminuir a resistência do bacilo de Koch, que atualmente ocorre em 1,4% dos casos.

 

A segunda novidade é que, por meio de um acordo de transferência de tecnologia entre o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz e o laboratório indiano que produz o comprimido “quatro em um”, o medicamento poderá ser produzido em breve no Brasil.

 

Doença que voltou com força no mundo inteiro, principalmente a partir do surgimento da epidemia da Aids, a tuberculose sempre figurou no rol das chamadas doenças negligenciadas. “Há pouco investimento em pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologias de tratamento e diagnóstico. Hoje, ainda usamos medicamentos e estratégias de combate à  doença de cem anos atrás. É necessário que a estratégia de combate a esse mal esteja inserida dentro da política de atenção primária de qualidade”, disse o ministro.

 

Temporão salientou que o aumento significativo de recursos financeiros – em 2008, o Brasil gastou cerca de US$ 70 milhões para o combate à doença, contra apenas US$ 9 milhões em 2000 – já começa a se expressar em resultados objetivos.

 

“Tivemos de 2003 para cá uma redução de 10% no número de novos casos; nos últimos sete anos observamos uma redução aproximada de 25% na incidência da doença e uma queda de 30% na taxa de mortalidade. Além disso, há um grande esforço no sentido de ampliar a capacidade brasileira de desenvolver tecnologia e produzir internamente medicamentos para os programas de saúde pública”, disse.

 

O novo esquema terapêutico também poderá baratear o custo para a saúde pública. Hoje, o tratamento de cada paciente custa US$ 40 em seis meses. O “quatro em um” sairá por menos de US$ 30.

 

No Brasil, foram registrados 72 mil casos de tuberculose em 2007, quando 4,5 mil pessoas morreram em decorrência da doença. O Rio de Janeiro é o estado de maior incidência, com 73,27 casos por 100 mil habitantes. Na favela da Rocinha a taxa de infestação chegou a 600 casos por 100 mil, até cair para 100 casos por 100 mil entre 2005 e 2007 – ainda assim muito acima da média nacional, de 40 casos para cada 100 mil pessoas.

 

“No Rio de Janeiro ainda há uma estratégia de combate tradicional, ou seja, o centro de saúde aguarda que o paciente vá até ele. Em outros lugares do país, a estratégia é o contrário: o programa de saúde da família vai até as pessoas. Nossa meta é aumentar essa cobertura no Rio de Janeiro. Toda estratégia de facilitação do tratamento é fundamental”, afirmou o ministro.

 

Segundo Temporão, intervenções urbanísticas que garantam uma qualidade de vida melhor são necessárias.

 

Mais vulneráveis

 

A incidência da tuberculose entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. O maior número de casos se concentra na faixa etária entre os 20 e 30 anos. Como cerca de um terço da população mundial é portadora do bacilo de Koch, há imunidade desenvolvida nas pessoas de maior idade.

 

As crianças, ao receber a vacina pela primeira vez e entrar em contato com o bacilo, tornam-se a população de maior risco, ao lado dos portadores de HIV. Por isso, a atenção maior é sobre a faixa etária que vai até os 15 anos, para que, se aquela infecção se transformar em doença, seja rapidamente diagnosticada e tratada. A doença acaba ocorrendo em adultos que, quando crianças, foram expostos ao bacilo e em alguma queda da imunidade – como no caso da Aids – a doença se expressa.

 

As populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional), portadores de HIV (30 vezes maior), presidiários (40 vezes maior) e moradores de rua (60 vezes maior).

 

Segundo Temporão, a desigualdade social ainda é a grande causa da incidência da doença no país. “Ela atinge principalmente a parcela de nossa população que vive à margem do desenvolvimento social”, disse o ministro da Saúde.

 

Segundo a OMS, 22 países concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo. Nos últimos três anos, o Brasil passou da 14ª posição para a 16ª no ranking mundial. A próxima edição do Relatório Mundial da Tuberculose, da OMS, será divulgada nesta terça-feira (24/3) no 3º Fórum Mundial de Parceiros Stop TB.

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MS NOTÍCIAS

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25/Março/09

 

Mortes por tuberculose relacionadas à Aids dobraram em 2007

 

Estudo divulgado hoje (24) constata que, em 2007, foram contabilizados 1,4 milhão de novos casos de tuberculose em pessoas infectadas pelo vírus do HIV. No mesmo ano foram registradas 456 mil mortes por tuberculose associadas ao HIV - número duas vezes maior que o do ano anterior.

 

Os dados fazem parte do Relatório Global de Controle de Tuberculose 2009 divulgado hoje (24), Dia Mundial da Tuberculose, pela Organização Mundial da Saúde, no Rio de Janeiro, durante o 3º Forum Mundial de Parceiros Stop TB.

 

Segundo o diretor do departamento de Combate à Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mario Raviglione, isso não significa que o número real de casos tenha duplicado entre 2006 e 2007, mas que houve um aumento de testes de HIV entre pacientes de tuberculose, sobretudo na África.

 

“Ainda assim, o número é muito preocupante. Pelo menos um terço das quase 33 milhões de pessoas que têm HIV está infectado com a bactéria da tuberculose e é a maior causa das mortes em pessoas com HIV. É fundamental que os países combinem os tratamentos de HIV e turbeculose”, defendeu.

 

Raviglione elogiou o programa brasileiro de combate à Aids que, segundo ele, é exemplar e inovador.

 

Segundo o diretor do Programa Nacional de Combate à Tuberculose do Ministério da Saúde do Brasil, Dráurio Barreira, ao contrário da maioria dos países, o Brasil não tem apresentado aumento no número de pessoas com Aids infectadas com tuberculose.

 

“Fomos pioneiros no acesso universal ao tratamento com anti-retroviral. E sabemos que tratar a Aids evita a tuberculose. Além disso, temos como prioridade dos dois programas a profilaxia e o controle da co-infecção de tuberculose-Aids. E porque nos antecipamos, temos felizmente taxas de co-infecção muito menores do que o resto do mundo.”

 

A tuberculose é uma doença contagiosa, transmitida por meio de tosse, fala e espirro de uma pessoa infectada pelo bacilo de Koch.

 

 

 

 

24/03/2009 - 22:54

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CRUZEIRO DO SUL

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25/Março/09

 

Brasil ocupa a 17ª no ranking de tuberculose

Cruzeiro On Line

 

O Brasil passou da 16ª para a 17ª posição no ranking dos 22 países com maior incidência de tuberculose no mundo. Porém, a taxa de 39 casos para 48 por 100 mil habitantes, de acordo com o Relatório de Controle Global da Tuberculose 2009, lançado nesta terça-feira (24) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no 3º Fórum Stop TB.

 

Apesar da incidência de casos per capita vir caindo no mundo, o diretor-executivo do Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária, Michel Kazatchkine, teme que a crise global provoque redução do financiamento, revertendo os avanços já conquistados. Este ano, segundo ele, o Fundo Global tem um orçamento de US$ 3 bilhões e necessidade de US$ 4,6 bilhões, ou seja, US$ 1,6 bilhão a menos do que o para combater a tuberculose.

 

"É pouco dinheiro se comparado com o que está sendo gasto com o resgate de instituições financeiras", disse ele. "É necessário que o mundo se foque nas instituições que realmente funcionam e salvam vidas", completou. De acordo com o relatório, que traz dados de 2007, apesar de o governo estar investindo mais recursos e melhorando os programas de controle da doença, o País ainda tem uma taxa de cura baixa, de 77%, enquanto a OMS preconiza 85%.

 

Em comparação aos outros países, o porcentual de tuberculose multirresistente (que não responde às duas principais drogas utilizadas no tratamento) é de apenas 0,9%, bem menor do que a média global de 4,9% de prevalência sobre os casos registrados da doença. O País também faz parte do grupo de 56 países que já reportou pelo menos um caso de tuberculose extremamente resistente (não responde a praticamente nenhuma droga conhecida). Todos os três pacientes eram do Rio de Janeiro e morreram.

 

MUNDO

 

O Relatório Global mostra que o número de casos de tuberculose relacionados ao HIV/Aids estava sendo subestimado. Uma revisão dos dados elevou de 700 mil para 1,4 milhão o número de infectados. A tuberculose é a principal causa de morte em pacientes com HIV.

 

Apesar de o número de novos casos per capita vir caindo, ele ainda cai num ritmo lento, de menos de 1% ao ano. A OMS estima que um terço dos casos não são notificados, especialmente na África e na Ásia. Em 2007 foram registrados 9,3 milhões de casos no mundo, 92 mil deles no Brasil.(AE)

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TERRA

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25/Março/09

 

Falta de pesquisas pode alastrar tuberculose, alerta ONU

 

24 de março de 2009 • 21h29 • atualizado às 21h38

 

 

A ONU advertiu nesta terça-feira que a tuberculose, doença que apesar de ter cura mata 1,75 milhão de pessoas ao ano, pode se propagar ainda mais se, em virtude da crise, forem reduzidos os fundos para pesquisa.

 

"Não aceitamos que, em nome da crise, uma pessoa seja obrigada a escolher entre pagar pelo tratamento e dar de comer a seus filhos", afirmou hoje o secretário-geral da ONU para a Aids, Michel Sidibé, num fórum mundial que acontece no Rio de Janeiro e que coincide com o Dia Internacional contra a Tuberculose.

 

Este ano, calcula-se que US$ 3 bilhões serão destinados ao combate da doença, que infecta 9,27 milhões de pessoas a cada ano.

 

De acordo com a ONU, 87% desse dinheiro vem dos Governos de 94 países, em sua maioria europeus; 9%, do Banco Mundial (BM), e o restante, de doadores privados.

 

Ainda segundo a organização, seriam necessários mais US$ 1,6 bilhão para, até 2015, reduzir à metade as mortes causadas pela tuberculose, meta que faz parte de um dos Objetivos do Milênio.

 

"Com este panorama, achamos que, em 2010, a diferença entre o que vai ser investido e o que se precisa investir crescerá para US$ 4 bilhões", disse o diretor do Fundo Mundial contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, Michel Kazatchkine, em referência às três doenças que mais matam nos países pobres.

 

A estreita relação entre a Aids e a tuberculose é uma das maiores preocupações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que hoje revelou que 25% dos mortos por tuberculose, quase meio milhão ao ano, estavam infectados com o vírus HIV, o dobro do que se pensava até agora.

 

"A integração dos tratamentos contra a Aids e a tuberculose é o melhor modo de curar ambas as doenças e de restaurar a dignidade das pessoas", defendeu Sidibé.

 

Além desta mortal combinação de doenças, a OMS constatou que a queda na incidência da tuberculose é "extremamente lenta", de 1% ao ano.

 

"A este ritmo, só a erradicaremos em vários milênios. Temos que acelerar o combate usando todo nosso armamento e apostando na inovação", destacou o diretor do departamento de tuberculose da OMS, Mario Raviglione.

 

Outra tendência perversa é a estagnação da percentagem dos casos diagnosticados. Acredita-se que um terço das mortes por tuberculose não entram nas estatísticas porque a doneça sequer é detectada.

 

A falta de experiência de alguns médicos ou o abandono precoce do tratamento pelos pacientes estão contribuindo para a multiplicação da variante resistente da bactéria causadora dadoença, que já infectou 500 mil pessoas e é "muito mais difícil de tratar e muito mais letal", declarou Raviglione.

 

De acordo com o especialista, pelo menos 10% destes casos ainda evoluem para a variante "multirresistente", que resiste à maioria dos remédios atuais, motivo pelo qual os doentes passam a ter grandes chances de morrer.

 

Casos de tuberculose super-resistente já foram detectados em 55 países, entre eles Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, México e Peru e Espanha.

 

No entanto, tanto a América Latina como a Europa são regiões que caminham bem para o alcance das metas da OMS. No outro extremo, porém, estão a África, as antigas repúblicas soviéticas e o Sudeste Asiático.

 

O secretário-executivo da Associação Stop TB, Marcos Espinal, pediu confiança nos avanços científicos, que prometem revolucionar o tratamento nos próximos anos.

 

Espinal disse que vários laboratórios estão testando novos remédios que poderiam reduzir o tempo de tratamento de seis para quatro meses, e que, além disso, está em desenvolvimento uma inovadora ferramenta de diagnóstico para a variante multirresistente aos medicamentos.

 

Mas a grande novidade virá quando acabar o desenvolvimento de alguma das nove vacinas atualmente em fase de testes, que, segundo Espinal, poderão ajudar na erradicação definitiva da doença.

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JORNAL DA MÍDIA – BA

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MUNDO

 

25/Março/09

 

Jornal do Vaticano acusa imprensa de manipulação

 

# Agência ANSA

Terça-feira, 24/03/2009 - 19:51

 

Cidade do Vaticano - O jornal L'Osservatore Romano acusou nesta terça-feira a imprensa italiana de "manipulação" ao se referir à polêmica causada por afirmações feitas ontem pelo presidente da Confederação Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, que inaugurou o conselho de bispos da organização.

 

A publicação alega que a imprensa buscou associar, de maneira proposital e manipulada, os conceitos de "confronto de ideias entre duas culturas" e "conflito entre duas culturas".

 

O L'Osservatore Romano fez menção aos comentários de Bagnasco sobre as diferenças entre a cultura que considera o homem como "uma realidade que se diferencia do restante da natureza" e outra que vê o ser humano como "um mero produto da evolução do cosmo".

 

Desta forma, o religioso se referiu ao darwinismo, afirmando que a "interpretação exasperada e unilateral" da teoria pode levar a um "niilismo" que induz à "desagregação do homem a uma sociedade individualista", que só incita "a injustiça e a violência".

 

Em seu editorial de ontem, o jornal vaticano já havia criticado a imprensa italiana, acusando-a de haver dado destaque excessivo à "infundada" polêmica que envolveu as declarações do papa Bento XVI sobre métodos de combate à Aids.

 

Há uma semana, durante sua viagem de ida a Camarões, o Pontífice defendeu uma renovação moral como forma de enfrentar a propagação do vírus HIV e disse que o uso de preservativos não resolve o problema.

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24 HORAS NEWS

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25/Março/09

 

24/03/2009 - 19h47

 

Abandono do tratamento da tuberculose preocupa secretaria

Redação 24HorasNews

 

     A Secretaria de Saúde de Cuiabá notificou 334 casos de tuberculose em 2008, o que representa 63 casos por cada 100 mil habitantes. A taxa de cura dos pacientes ficou em 68,8%, abaixo do preconizado pelo Ministério da Saúde, que é de 85%. Este quadro é resultado do abandono do tratamento por diversos fatores, dentre eles mudanças de cidade, intolerância às reações provocadas pelo medicamento e falta de informação sobre os riscos oferecidos pela doença.

    

    

     A tuberculose, explica a enfermeira Brasilina Freitas, coordenadora do Programa de Combate à Tuberculose de Cuiabá, é uma doença contagiosa que ataca principalmente os pulmões e outras partes do corpo como rins, olhos e ossos. E é uma das doenças infecciosas que mais mata.

    

    

     Hoje (24-03), Dia Mundial da Tuberculose, profissionais do Centro de Saúde Dom Aquino distribuíram panfletos orientativos sobre a doença. “Ela é transmitida de uma pessoa doente para outra sadia, pelo ar que respiramos, através da tosse, espirro e fala”, diz o folder, ressaltando que todos correm risco de adoecer, mas as principais vítimas são pessoas que convivem com doentes de tuberculose em locais fechados. “Ou aquelas em condições de alimentação, habitação e saúde precárias e portadores de doenças como diabetes, Aids e alcoolismo”, acrescenta a enfermeira Franciana Cândida de Freitas, uma das coordenadoras da ação promovida pela unidade.

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MIXBRASIL

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25/Março/09

 

BA: ONGs gays inauguram sede nesta quarta

                                                          

24/3/2009

Por Redação

 

Na próxima quinta, 25, a Organização Homossexual Geral de Alagoinhas (OHGA) e o Movimento Homossexual de Alagoinhas, na Bahia, abrem as portas de sua sede, que deve funcionar como atendimento para LGBTs. A inauguração rola a partir das 8 horas e deve contar com a presença do prefeito Paulo Cezar, que é um dos importantes aliados das organizações. Militantes do movimento gay da Bahia devem estar presentes, assim como representantes do Grupo anti-Aids.

 

Assim que for inaugurado, o Centro atenderá diariamente a população oferecendo programas de combate a DSTs, além de atendimento jurídico e psicológico. A sede fica na Rua Dr. Carlos de Azevedo, 25, Centro.

 

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MIXBRASIL

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25/Março/09

 

Ministério da Saúde financia ações anti-DST nas Paradas

                                                          

24/3/2009

Por Redação

 

O programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde abriu as inscrições para financiar projetos que tem o intuito de atuar na prevenção e combate à Aids e outras DSTs, tendo como foco principal as Paradas LGBTs pelo Brasil. Realizado pelo terceiro ano consecutivo, o projeto deste ano detém uma verba no valor de 1 milhão de reais. Cada projeto leva até R$ 20 mil.

 

Semelhante à iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde no Carnaval de Salvador, a verba também será destinada a realização de testes rápidos de HIV.

 

As inscrições de projetos serão aceitas até o dia 27 de março, com resultados divulgados no dia 17 de abril. Para mais informações, acesse o edital do programa aqui.

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ESTADÃO ONLINE - SP

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25/Março/09

 

24 de março de 2009, 15:13 | Online

 

Diminui taxa de incidência de tuberculose no Brasil

 

País ficou em 18º na lista da OMS dos 22 países com maior incidência da doença no mundo

 

Fabiana Cimieri, de O Estado de S. Paulo

 

RIO  - O Brasil passou da 16ª para a 18ª posição no ranking dos 22 países com maior incidência de tuberculose no mundo. A taxa estimada diminui de 50 casos por 100 mil habitantes para 48, de acordo com o Relatório de Controle Global da Tuberculose 2009, lançado nesta terça-feira, 24, pela Organização Mundial de Saúde, no 3º Fórum Stop TB.

 

 

O Ministério já fechou os dados de 2007, e, embora eles ainda não tenham sido repassados para a OMS, o número de casos foi bem menor do que o estimado: cerca de 80 mil casos e uma taxa de 39 casos por cem mil habitantes.

 

 

 

De acordo com o relatório, que traz dados de 2007, apesar de o governo estar investindo mais recursos e melhorando os programas de controle da doença, o País ainda tem uma taxa de cura baixa, de 77%, enquanto a OMS preconiza 85%.

 

 

 

O coordenador geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Draurio Barreira, afirma que os índices não são melhores porque em 12% dos casos não se sabe o que aconteceu com o paciente. "Ele estava no meio do tratamento e de repente não se tem mais informação, se morreu, se curou", explicou, dizendo que um dos programas do Ministério da Saúde consiste justamente em monitorar melhor o paciente.

 

 

 

Em comparação aos outros países, o percentual de tuberculose multirresistente (que não responde às duas principais drogas utilizadas no tratamento) é de apenas 0,9%, bem menor do que a média global de 4,9% de prevalescência sobre os casos registrados da doença.

 

 

 

Uma pesquisa realizada pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose com 12.341 pessoas em cinco Estados encontrou apenas 1,4% de resistência a algum dos antibióticos utilizados no tratamento. As maiores taxas estão em países do Leste Europeu, sendo de 25% no Azerbaijão, 20% na Moldovae 16% na Ucrânia.

 

 

 

O País também faz parte do grupo de 56 países que já reportou pelo menos um caso de tuberculose extremamente resistente (não responde a praticamente nenhuma droga conhecida). Todos os três pacientes eram do Rio de Janeiro e morreram.

 

 

 

Nos dias 1, 2 e 3 de abril, uma conferência em Pequim discutirá a questão da resistência crescente às drogas utilizadas no controle da tuberculose. "O resultado da pesquisa indica que temos boas perspectivas de controlar um problema que é crescente no mundo. Tudo indica que o Brasil se estabilizou, analisou Barreira.

 

 

 

O relatório da ONMS também elogia o Brasil por ter melhorado o sistema de notificação de incidências. Desde 2005 os sistemas de mortalidade e de controle de tuberculose estão conectados. Isso permitiu que 19.064 casos duplicados fossem removidos das estatísticas.

 

 

 

Para o consultor da Organização Pan-Americana de Saúde, Rodolfo Rodrigues, o Brasil está muito bem. "O número de casos continua alto, mas pela taxa ele nem estaria no grupo dos 22 países mais afetados." Segundo ele, o País deve alcançar a meta do milênio para a tuberculose nos próximos dois anos. Em 1990, os países membros da ONU se comprometeram a reduzir em 50% os números de incidência e letalidade da doença.

 

 

 

Mundo

 

 

 

Apesar da incidência de casos per capita vir caindo no mundo, o diretor-executivo do Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária, Michel Kazatchkine, teme que a crise global provoque redução do financiamento, revertendo os avanços já conquistados. Este ano, segundo ele, o Fundo Global tem um orçamento de de US$ 3 bilhões e necessidade de US$ 4,6 bilhões, ou seja, US$ 1,6 bilhão a menos do que o para combater a tuberculose.

 

 

 

"É pouco dinheiro se comparado com o que está sendo gasto com o resgate de instituições financeiras", disse ele. "É necessário que o mundo se foque nas instituições que realmente funcionam e salvam vidas", completou.

 

 

 

O Relatório Global mostra que o número de casos de tuberculose relacionados ao HIV/ Aids estava sendo subestimado. Uma revisão dos dados elevou de 700 mil para 1,4 milhão o número de coinfectados. A tuberculose é a principal causa de morte em pacientes com HIV.

 

 

 

Apesar de o número de novos casos per capita vir caindo, ele ainda cai num ritmo lento, de menos de 1% ao ano. A OMS estima que um terço dos casos não são notificados, especialmente na África e na Ásia. Em 2007 foram registrados 9,3 milhões de casos no mundo, 92 mil deles no Brasil.

 

 

 

Texto atualizado e corrigido às 19h24

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AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS

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25/Março/09

 

1,4 milhão de pessoas têm HIV e tuberculose ao mesmo tempo, revela OMS

 

Michel Sidibé fala no Fórum Stop TB

24/03/2009 - 16h

 

O número de casos de pessoas com HIV e tuberculose aumentou, segundo relatório global lançado hoje (terça, 24) pela Organização Mundial da Saúde. O anúncio foi feito durante o 3º Fórum Stop TB Partners, no Rio de Janeiro. Pelo menos 1,4 milhão de pessoas em 2008 têm a coinfecção por ambas as doenças, o dobro do número registrado em 2007. “Isso nos mostra que devemos manter uma aliança maior (no combate às doenças) e a crise global não deve ser uma desculpa para a falta de tratamento e morte dessas pessoas”, disse o diretor do Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (UnAids), Michel Sidibé.

 

Outra má notícia é de que 456 mil mortes são registradas pela coinfeção ao ano. O diretor de tuberculose na OMS, Mario Raviglione, explicou que o novo relatório foi feito com base numa revisão de dados. “Isso aconteceu depois de ampliarmos a base de coleta, especialmente na África”, informou. “Temos que reduzir esse número de mortes e o objetivo de acesso universal de tratamento ao HIV tem que incluir a erradicação da tuberculose também em serviços combinados para salvar vidas”, afirmou Michel Sidibé.

 

A taxa de incidência de tuberculose cai gradativamente no mundo, mas de forma muito lenta: cerca de 1% ao ano. “Vamos demorar milênios para erradicar a doença nesse ritmo. Precisamos usar todo nosso arsenal possível contra esse mal”, reclamou Mario Raviglione.

 

A quarta má notícia do dia foi a de que 1/3 dos casos estimados de tuberculose no mundo não são diagnosticados, ou seja, os pacientes morrem sem ao menos saber da doença.

 

O relatório revela ainda um aumento na testagem de HIV em pessoas com TB na África. Em 2004, apenas 4% dos pacientes foram testados para o HIV no continente. Em 2007, o número subiu para 37%. No entanto, na maioria dos países ao redor do mundo, esse índice é de 75%.

 

Para 2009, o orçamento do Fundo Global de Aids, Tuberculose e Malária é de cerca de 1,6 bilhão de dólares para ajudar 94 países. “Isso é tão pouco dinheiro, em comparação ao usado nessa crise financeira para salvar bancos. A saúde não é um gasto, mas um investimento”, disse Michel Kazatchkine, diretor-executivo do Fundo. Em 2010, a organização prevê que necessitará de pelo menos 4 bilhões.

 

“Espero que o Brasil leve esse tema de saúde na semana que vem na reunião do G20 e em julho no G8. Precisamos de todos os esforços possíveis”, acrescentou.

 

Multirresistência

 

Cinco países da América Latina apresentam pelo menos um caso de tuberculose extremamente resistente ao tratamento (conhecida como XDR). São eles Brasil, Chile, Colômbia, Argentina e Equador.

 

No mundo, 500 mil pessoas possuem a bactéria multirresistente (MDR), segundo dados de 2007, mas menos de 1% delas recebem tratamento recomendado pela OMS.

 

Nesta terça-feira é comemorado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose.

 

 

Rodrigo Vasconcellos

 

A Agência de Notícias da Aids cobre o evento com apoio do Programa Nacional de Controle da Tuberculose

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25/Março/09

 

OMOS questiona o uso de teste rápido anti-HIV

 

 

24/03/2009 - 18h

 

O SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade tem manifestado uma grande preocupação pela falta de normatização do Ministério da Saúde na utilização da testagem rápida anti-HIV, que está sendo realizada como instrumento de marketing para alavancar a campanha "Fique Sabendo" e vem utilizando indiscriminadamente este método em eventos festivos como Carnaval e desfiles de moda. Agora, o Programa Nacional de DST/Aids está estimulando que as ONG brasileiras façam o mesmo nas Paradas do Orgulho LGBT.

 

Para o grupo SOMOS o diagnóstico precoce é importante. Entretanto, está havendo uma grande confusão entre o estímulo à testagem e o diagnóstico precoce com a utilização do método de teste rápido nestes tipos de eventos, sem levar em consideração o impacto emocional pessoal, que ainda provoca severos desdobramentos na vida afetiva, sexual, familiar, social e laboral dos infectados e seus contatos, além de produzir semelhantes efeitos indesejados nos âmbitos culturais, econômicos e político das coletividades. Uma das dúvidas é a falta de regulação sobre as práticas de aconselhamento nestas situações e não há nenhuma norma que regulamente tal procedimento.

 

Para externar suas dúvidas o SOMOS enviou uma correspondência ao PN e o mesmo emitiu, em resposta, a Nota Técnica n° 68/GAB/PN DST-AIDS/SVS/MS, entretanto ainda restam muitas dúvidas e outro fator que preocupa é que o diagnóstico só adquire sentido se houver o decorrente ingresso em serviços assistenciais acessíveis e de qualidade, o que não está acontecendo no país.

 

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a marcação de uma carga viral e CD4, que medem a quantidade de vírus circulante e verifica como está o sistema imunológico do paciente, que indicará se o portador do HIV deve ou não inicar o tratamento com medicamentos, está levando, em média, cinco meses para tal. Então, de que adianta a pressa no diagnóstico, se não está assegurado o apoio psicológico e não existe a possibilidade de iniciar o tratamento imediatamente?

 

Fonte: SOMOS

 

 

Dica de entrevista

 

Gustavo Bernardes - Coordenador Geral do Grupo SOMOS - Celular: 51.8130.9002

 

Alexandre Böer

Diretor da ABGLT para Região Sul

Jornalista e Coord. Projetos

SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade

 

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25/Março/09

 

Programa Municipal é destaque na revista CANAL RH

 

24/03/2009 - 17h50

 

O Programa Municipal de DST/Aids foi citado como um case de boa gestão pública em reportagem da revista CANAL RH, especializada em Recursos Humanos. A publicação, do Grupo VR, e com distribuição gratuita para clientes, traz uma reportagem com a coordenadora do PM, a psicóloga Maria Cristina Abatte, destacando os programas bem-sucedidos em sua gestão. Perguntada sobre a fórmula usada para obter bons resultados, Abatte conta que um dos principais trunfos de sua gestão é procurar manter sua equipe o mais bem informada possível porque, afinal, ela lida com um tema que apresenta novidades a toda hora. Para ler a matéria, que traz outros exemplos de diferentes áreas da gestão pública, acesse a versão eletrônica da revista (CANAL RH)

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25/Março/09

 

São Paulo - Programa Municipal faz prevenção na semana de moda no centro

 

24/03/2009 – 17h10

 

Em sua segunda edição, o Fashion Downtown - Semana de Moda no Centro Paulistano trás para a passarela, instalada na movimentada Praça do Patriarca, as últimas tendências da moda junto com ações de prevenção e combate à Aids. Um stand do Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo (PM) foi instalado no local para oferecer ao público, gratuitamente, o teste rápido de HIV, das 10 às 17 horas, durante toda a semana. Os interessados em fazer o exame são encaminhados para o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) Henfil, que fica ali do lado, na Rua Líbero Badaró. Ou para o centro mais próximo da região onde mora. “As pessoas vão ao CTA e depois voltam aqui no stand mostrando que realmente fizeram o teste”, contou Breno Aguiar, agente de prevenção do PM. Segundo ele, até o fim do dia de ontem 31 pessoas haviam feito o teste.

 

O PM também está distribuindo preservativos e tirando dúvidas das pessoas sobre DSTs e Aids. No primeiro dia, os agentes distribuíram dois mil e oitocentos preservativos masculinos e 50 camisinhas femininas. Até o final do evento, a meta é dar 15 mil preservativos.

 

Além da ação dos testes, um telão atrás da passarela exibe mensagens divulgando os serviços do PM, como Plantão Jovem, Elas por Elas, PDR – Projeto de Redução de Danos e Cidadania Arco-Íris. Enquanto passam as imagens, modelos femininos e masculinos desfilam usando as camisetas dos projetos.

 

Segundo Gil Casemiro, do PM, o objetivo das ações é massificar a informação sobre a Aids “Não adianta só distribuir insumos é preciso orientar as pessoas para que o conteúdo possa ser multiplicado.”

 

A Agência de Notícias da Aids entrevistou algumas pessoas que passaram pelo stand:

 

Para a estudante de Direito Karen Garcia, deveriam acontecer mais ações como essas. “As pessoas estão tímidas em buscar informações nos serviços de saúde, por isso fica mais cômodo conversarem com o pessoal aqui”. Ela levou um folder do PM para divulgar na faculdade os locais em que podem ser realizados testes de HIV.

 

A aluna de Pedagogia Jailza de Almeida considerou a idéia de unir moda e Aids muito boa. “Como os jovens hoje estão mais ligados em moda, eles vêm ver as tendências e têm a oportunidade de conhecer os projetos e tirar dúvidas.”

 

Na manhã desta terça-feira, o Fashion Downtown apresentou um desfile de mulheres da terceira idade com roupas feitas com materiais recicláveis, como, por exemplo tecidos de guarda chuvas velhos e garrafas pet. Essa edição conta com 30 grifes, entre elas Cavalera, Spilberg, jessica Di Nett, Cotton R, TNG, Bongusto, spaço D D, Overboard, Hering, JF Noivas, Lucia Fabro I, Montag, Ocasion R M, Bolsas Carioca, Fem. Festa, Zá Pietha, entre outras.

 

O evento pode ser acompanhado pelos sites www.vitrinesaobento.com.br, www.vitrine25demarco.com.br, www.vitrinebras.com.br.

 

Talita Martins

 

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25/Março/09

 

Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo envia carta ao PN

 

 

24/03/2009 - 16h30

 

O Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo envia carta ao Programa Nacional de DST/AIDS. Leia a seguir o texto na íntegra:

 

 

Ao Programa Nacional de DST/AIDS

Dra. Mariângela Simão

 

Em encontro realizado na cidade de Sorocaba no estado de São Paulo, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2009, integrantes da Diretoria e da Comissão Política do Fórum das ONG/Aids do Estado de São Paulo, definiram eixos prioritários para nortear as ações de ativismo político em 2009. No dia 13 de fevereiro, em reunião ordinária, a plenária do Fórum discutiu e aprovou o presente documento.

 

A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) será uma das principais lutas do Fórum em 2009. Também foi definida a necessidade de rever a organização interna, o funcionamento e as articulações do movimento de luta contra a Aids no Estado. Dentre as conclusões, destaca-se a necessidade de fortalecimento dos espaços próprios do movimento. Deve ser avaliada a qualidade e a pertinência dos inúmeros espaços governamentais que contam com a participação de ONGs e representantes do Fórum.

 

Foram consideradas várias questões que hoje interferem na melhoria e na qualificação das políticas de assistência e prevenção das DST/Aids. A seguir, a pauta prioritária e posicionamento do Fórum das ONG/AIDS do Estado de São Paulo referente aos principais problemas levantados.

 

Diante disto vimos a presença deste Programa solicitar um posicionamento frente às demandas que se seguem:

 

Redução do diagnóstico tardio e redução da mortalidade por Aids

 

1. A Campanha “Fique Sabendo” do Programa Nacional de DST/Aids, atualmente em execução por estados e municípios, é uma ação importante, mas insuficiente para a diminuição do alto índice de diagnóstico tardio.

 

2. A oferta do teste rápido deve ser ampliada, com garantia de sua realização em todos os serviços. Devem ser apresentadas metas claras de números de serviços e quantidade de testes disponíveis. O Teste Rápido deve ser sempre acompanhado do devido aconselhamento pré e pós diagnóstico, realizado por profissionais devidamente capacitados para esse fim.

 

3. Que sejam realizadas campanhas permanentes (ano todo) de incentivo à testagem voluntária e consentida.

 

4. Devem se tornar claras e públicas as medidas concretas a serem adotadas pelo estado e municípios para a absorção, nos serviços, da demanda de novos resultados positivos.

 

5. São inaceitáveis os números absolutos de óbitos por Aids no Estado. Torna-se imprescindível que nos sejam apresentados, pelos programas governamentais, os motivos e o perfil não só em relação aos óbitos, mas também o perfil das pessoas que vivem com HIV que chegam tardiamente aos serviços.

 

6. Solicitamos a apresentação e o compromisso público, deste Programa, de metas numéricas e prazos definidos para redução significativa de:

 

A. Números de mortes entre as pessoas que vivem com HIV e Aids;

B. Percentuais de Diagnóstico Tardio;

C. Número de novas infecções pelo HIV.

 

Revisão da Política Pública de Prevenção

 

7. As ações de prevenção são responsabilidade constitucional do Estado e não devem ser executadas exclusivamente pelas ONGs. Deve ser definida claramente a responsabilidade dos municípios na execução de ações de prevenção, principalmente aquelas dirigidas a públicos vulneráveis.

 

8. Que sejam aprimorados o monitoramento e a avaliação da qualidade e eficácia das ações e projetos de prevenção das ONG e dos governos.

 

9. Que sejam implantados novos e adequados modelos de prevenção, capazes de superar o binômio “camisinha e folheto”.

 

10. Discussão de novos conceitos e de novas tecnologias que possam vir a ser usados na prevenção, a exemplo da hierarquização de riscos e da redução de danos (não só no uso de drogas), da circuncisão, da profilaxia pré-exposição, dentre outros.

 

11. A prevenção deve ser priorizada no campo da saúde; os recursos devem ser usados prioritariamente para intervenções de promoção e prevenção em saúde; as ações que não sejam do âmbito do Sistema Único de Saúde devem ser viabilizadas com parcerias intersetoriais.

 

12. Definição clara da responsabilidade do estado e municípios na execução dos planos de enfrentamento da epidemia; exigimos respostas práticas e resultados dos planos HSH e de Feminização.

 

13. Ampliação do acesso e a fiscalização, com informes mensais, do quantitativo distribuído de preservativos masculino e feminino e de gel lubrificante.

 

14. Implementação de políticas e estratégias de prevenção da transmissão do HIV e outras DSTs dirigidas às pessoas que vivem com HIV e Aids.

 

No aguardo de uma resposta, desde já agradecemos.

Solidariamente,

Rodrigo de Souza Pinheiro

Presidente

 

Fórum ONG Aids do Estado De São Paulo

Avenida São João 324, 7º andar - sala 701

cep 01036-000 - São Paulo - SP

CNPJ 02.736.953/0001-48

fone: (11) 3334-0704 e fone/fax: (11) 3331-1284

sita: www.forumAidssp.org.br

e-mail: forumongsp@uol.com.br

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25/Março/09

 

Nova camisinha feminina será comercializada no Brasil já em 2009

 

24/03/2009 - 13h50

 

Na semana passada, a agência dos Estados Unidos que regula a venda de medicamentos e outros insumos médicos no país, autorizou a comercialização de uma nova camisinha feminina. O produto pode custar até 30% menos do que os preservativos para mulheres vendidos anteriormente (saiba mais). Desenvolvida pela empresa norte-americana The Female Health Company, a camisinha já está disponível no Brasil, de acordo com Simone Martins, representante da companhia no país. O novo produto, explicou Simone, foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e deve participar de licitações públicas já em 2009.

A camisinha lançada pela empresa dos EUA é “igualzinha” a anterior. O que muda, esclareceu Simone Martins, “é a matéria-prima” e a forma de produção do insumo, o que torna o custo final do produto até 30% mais barato.

 

A representante da The Female Health Company diz, no entanto, que o preço da camisinha no Brasil vai depender do volume de compras, sobretudo do setor público. Mas ela ressalta que, “globalmente”, a redução do custo é de cerca de 30%.

 

Geraldo Mattar, diretor da Semina, a única importadora dessa camisinha feminina no Brasil, afirma que, “primeiramente”, o produto participará de licitações públicas. Isso ainda no primeiro semestre deste ano. “Nas farmácias somente no 2º semestre”, disse. Ou seja, o consumidor comum só poderá comprar o produto depois de julho. O preço de cada unidade da camisinha no país ainda está em análise.

 

Léo Nogueira

 

 

DICA DE ENTREVISTA

 

Simone Martins - representante da The Female Health Company no Brasil

Tel.: (0XX11) 3285-3700

E-mail: simonemartins@gpsteam.org

 

Geraldo Mattar – diretor da Semina

Tel.: (0XX11) 5014-7800

E-mail: geraldo@semina.com.br

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25/Março/09

 

Brasil: casos de tuberculose têm queda de 24,4% em sete anos

 

 

24/03/2009 - 12h35

 

Relatório do Ministério da Saúde aponta queda de 24,4% na incidência e 31% nas mortes por tuberculose no país em sete anos. O balanço, fechado com dados de 2007 que serão divulgados hoje, confirma essa tendência. No último ano, foram registrados 72 mil novos casos, com uma média nacional de 38,2 casos por 100 mil habitantes.

 

O levantamento também aponta 4,5 mil mortes em decorrência da doença. No Brasil, 70% dos casos estão concentrados em 315 dos 5.565 municípios. As maiores incidências estão nos estados do Rio de Janeiro (73,27 por 100 mil), Amazonas (67,60), Pernambuco (47,79), Pará (45,69) e Ceará (42,12). A região Centro-Oeste apresenta a menor taxa do país – em Goiás, são 9,57 por 100 mil habitantes. No Distrito Federal, 12,09 por 100 mil.

 

A incidência entre os homens (cerca de 50 por 100 mil) é o dobro do que entre as mulheres. Já as populações mais vulneráveis são as indígenas (incidência quatro vezes maior do que a média nacional); portadores de HIV (30 vezes maior); presidiários (40 vezes maior); e moradores de rua (60 vezes maior). No entanto, há ocorrências em todos os segmentos da sociedade, independente da renda ou da escolaridade.

 

CONTROLE – Em 2003, o combate à tuberculose foi incluído entre as prioridades do Ministério da Saúde. Desde então, registra-se uma queda média de 1,6% ao ano na incidência. A meta nacional, que seguramente será atingida, é chegar a 2011 com, no máximo, 70 mil novos casos. E, até 2015, reduzir pela metade a taxa registrada nos anos 1990, que teve em média 80 mil novos casos. O ano de 1990 é referência para o controle da tuberculose no mundo, quando foram estabelecidos os Objetivos do Milênio.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 22 países concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo. Nos últimos três anos, o Brasil passou da 14ª para a 16ª posição no ranking mundial da doença, segundo dados do último relatório da OMS. “Nosso objetivo é sair dessa relação em curto prazo”, afirma Draurio Barreira, coordenador geral do Programa de Controle da Tuberculose no Ministério da Saúde. Em termos de incidência, o Brasil ocupa a 108º posição na lista internacional.

 

A próxima edição do Relatório Mundial da Tuberculose da OMS será divulgada nesta terça-feira, 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose. A apresentação será durante o 3º Fórum de Parceiros Stop TB, evento internacional que acontece no Rio de Janeiro, de 23 a 25 de março. Esta será a primeira vez que o fórum acontece em um país da América Latina. O Brasil foi escolhido porque, embora integre a lista dos 22 países com maior número de casos, tem se destacado no cenário internacional pelos esforços direcionados ao combate à tuberculose e pelos resultados já alcançados.

 

AÇÕES – Com orçamento nacional para o controle da tuberculose ampliado em mais de 10 vezes desde 2002, o Ministério da Saúde planeja eliminar a doença como um problema de saúde pública até 2050. Somente em 2008 foram investidos 69,1 milhões de dólares no programa de combate e controle à tuberculose. Várias ações realizadas no país contam com o apoio do Fundo Global contra a Tuberculose, a Aids e a Malária, sediado em Genebra.

 

Além disso, o Ministério da Saúde tem investido parte do orçamento na assistência aos pacientes com o bacilo de Koch. Todos têm acesso ao tratamento na rede pública (consultas, exames, medicação, internação). O Ministério da Saúde também vem expandindo o Tratamento Supervisionado (da sigla inglesa Directly Observed Treatment Short-Course), que já tem cobertura de 86% na rede pública.

 

Esse programa consiste em oferecer aos pacientes o monitoramento mais intenso por parte dos profissionais. O objetivo é garantir que essas pessoas completem o ciclo de tratamento, em vez de abandoná-lo antes de estar curado. Isso porque ao ser iniciado o tratamento, o desafio passa a ser a adesão durante o tempo necessário para a cura, que leva, em geral, seis meses. “Os sintomas regridem muito rapidamente. Imagine um tratamento de seis meses em que com 15 dias o paciente se sente bem, então ele acaba por abandoná-lo”, observa Barreira.

 

HISTÓRICO – A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch (mycobacterium tuberculosis) que afeta vários órgãos do corpo, mas principalmente os pulmões. É transmitido pelo ar, quando o paciente tosse, fala ou espirra. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna. Em 1993, a OMS declarou a tuberculose como uma emergência global.

 

Fonte: Agência Saúde

 

 

DICA DE ENTREVISTA

 

Ministério da Saúde

Assessoria de Imprensa

Tel.: (0XX61) 3315-3580/2351

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25/Março/09

 

Pesquisa com 72 mil alunos vai revelar a saúde dos estudantes brasileiros

 

 

24/03/2009 - 12h25

 

Um estudo inédito envolvendo 72 mil adolescentes com idades entre 13 e 15 anos revelará indicadores de saúde dos estudantes de escolas públicas e privadas de todo o Brasil. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) fornecerá informações sobre o ambiente escolar e o comportamento dos alunos. Os alunos também serão medidos e pesados, o que permitirá traçar um perfil biométrico dos estudantes. A coleta de dados começa no próximo dia 23 de março e vai até junho, nas 27 capitais.

 

A iniciativa é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Participam do levantamento estudantes do 9º ano do Ensino Médio (antiga 8ª série) de duas mil unidades de ensino. O critério de escolha das escolas foi aleatório, envolvendo alunos dos três turnos de ensino (manhã, tarde e noite). Os dados individuais coletados (nomes dos alunos e das unidades de ensino) pelo IBGE para elaboração da pesquisa serão utilizados exclusivamente para fins estatísticos e não serão divulgados.

 

De acordo com Deborah Malta, coordenadora geral de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, os adolescentes encontram-se em fase de transição, saindo da infância, e podem estar expostos a inúmeros fatores de risco que podem ter impacto na vida adulta. Entre esses fatores estão fumo, álcool e outras drogas, maus hábitos alimentares, sedentarismo e violência.

 

Esses fatores de risco estão associados ao desenvolvimento da maioria das doenças crônicas não-transmissíveis, como as cardiovasculares, que lideram as causas de óbito na vida adulta no país e no mundo. Em 2005, quase 284 mil pessoas morreram em decorrência de doenças do aparelho circulatório no Brasil. “É importante monitorar essa população porque, com base nos resultados, poderemos propor políticas públicas integradas, reduzindo possíveis danos no futuro”, diz Deborah Malta.

 

AMBIENTE E COMPORTAMENTO – O estudo também avaliará determinadas condições do ambiente escolar, como a ocorrência de atos de vandalismo, depredação do patrimônio, existência de cantina, presença de instalações e equipamentos esportivos e problemas de violência na vizinhança.

 

Outro ponto que o inquérito investigará é a ocorrência, entre os alunos, do chamado bulling – termo em inglês que pode ser traduzido por humilhação. Serão avaliados aspectos como xingamentos, constrangimento e agressão física e verbal, entre alunos. “Este tema vem crescendo em importância nas escolas, mas ainda não existem pesquisas nacionais que apontem a extensão deste problema”, comenta Deborah Malta.

 

METODOLOGIA E RESULTADOS – Os alunos que quiserem participar da pesquisa responderão um questionário de 104 itens. A expectativa é que eles levem aproximadamente 20 minutos para responderem às perguntas. As respostas serão marcadas diretamente em palmtops, aparelhos semelhantes a uma agenda eletrônica, o que agilizará a reunião dos dados e a análise dos resultados.

 

No começo de março, funcionários do IBGE treinaram os 54 técnicos (dois por capital) que irão coordenar o trabalho de campo. Ao todo, 400 pessoas, divididas em 100 equipes, farão a coleta de dados. O número de equipes varia de três a cinco por unidade da federação. Os dados deverão ser conhecidos entre dezembro de 2009 e início de 2010.

 

O projeto piloto da pesquisa foi desenvolvido entre outubro e novembro de 2008, em Recife, Belém, Rio de Janeiro e Luziânia (GO). Mais de 200 alunos, nas quatro cidades, testaram os equipamentos de coleta de dados. O projeto da pesquisa foi aprovado na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, ligada ao Conselho Nacional de Saúde.

 

Fonte: Agência Saúde

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25/Março/09

 

‘Se as pessoas seguissem a doutrina da Igreja em matéria sexual, não haveria Aids no mundo’, defende João Pereira Coutinho em coluna na ‘Folha de S. Paulo’

 

 

24/03/2009 - 10h50

 

“Se as pessoas seguissem a doutrina da Igreja em matéria sexual, não haveria Aids no mundo.” A opinião expressa na frase anterior é de João Pereira Coutinho, colunista da Folha de S. Paulo. Em artigo publicado nesta terça-feira (24/03), ele concorda com a política de prevenção ao HIV defendida pelo Papa Bento XVI, embora faça alguma ressalvas. O pontífice prega a abstiência e a fidelidade como as formas mais eficazes de combater a epidemia provocada pelo vírus da Aids.

 

“Não é preciso ser católico para comprovar a eficácia do método. Basta usar a cabeça, caso exista uma: se os seres humanos fossem capazes de trilhar a visão de perfeição proposta pelo papa, a possibilidade de contágio seria nula, ou quase. Acusar o papa de espalhar a Aids na África não é apenas insulto grosseiro; é irracionalismo grosseiro”, avalia o colunista.

 

“Só que os seres humanos, ao contrário do que pensa Ratzinger, não são perfeitos em suas condutas privadas. E o problema da visão do Vaticano sobre a sexualidade humana é imaginar que o mundo é composto por anjos, e não por homens. Uma lamentável falácia”, escreve João Pereira Coutinho. A seguir, o artigo na íntegra.

 

O ABC da Aids

 

O problema da visão do Vaticano é imaginar que o mundo é composto por anjos, e não por homens

 

TENHO UMA amiga que não gosta do atual papa. Razões? Ela responde: "Acho que ele é demasiado católico". A primeira vez que ouvi a tese, chorei de rir. Mas chorei com respeito. A tese expressa, com rigor e humor, o espírito do tempo sempre que o papa resolve ser papa.

 

Mas, antes, vamos ao essencial: se eu fizesse uma viagem pela África, onde existem 22 milhões de infectados com o vírus da AIDS (no mínimo), não teria dúvidas em aconselhar o uso da CAMISINHA. Mais: hipocondríaco como sou, o mais natural era aconselhar o uso de várias camisinhas ao mesmo tempo, e ainda de uma roupa de mergulho, e de um escafandro, e de uma rede de apicultor. Eu nunca facilito. Acontece que, ao contrário do que possam imaginar, eu não sou o papa.

 

E o papa, a caminho do continente negro, limitou-se a repetir o que toda a gente sabe mas finge que não ouve: que a Igreja Católica, com total legitimidade, tem uma particular doutrina sobre a sexualidade humana, onde a abstinência (antes do casamento) e a fidelidade (depois do casamento) constituem-se como valores centrais. Centrais e absolutamente lógicos.

 

Não é preciso ser católico para comprovar a eficácia do método. Basta usar a cabeça, caso exista uma: se os seres humanos fossem capazes de trilhar a visão de perfeição proposta pelo papa, a possibilidade de contágio seria nula, ou quase. Acusar o papa de espalhar a AIDS na África não é apenas insulto grosseiro; é irracionalismo grosseiro. Se as pessoas seguissem a doutrina da Igreja em matéria sexual, não haveria AIDS no mundo.

 

Só que os seres humanos, ao contrário do que pensa Ratzinger, não são perfeitos em suas condutas privadas. E o problema da visão do Vaticano sobre a sexualidade humana é imaginar que o mundo é composto por anjos, e não por homens. Uma lamentável falácia.

 

Isso significa que o papa está absolutamente errado quando defende na África a doutrina católica em matéria sexual? Os profissionais da indignação, que espumaram ódio nos últimos dias, não têm dúvidas: o papa é um genocida/criminoso/irresponsável (riscar o que não interessa) ao "proibir" o PRESERVATIVO na África. Infelizmente, os profissionais da indignação deveriam saber que o papa não proíbe, no sentido policial do termo, coisa nenhuma: ele fala para quem o ouve; e quem o ouve decide o que fazer com inteira liberdade pessoal.

 

Além disso, os profissionais da indignação deveriam suspender os seus próprios dogmas e, olhando para a África, aprender alguma coisa. Sobretudo com os casos de maior sucesso no combate à AIDS: em Uganda, na Etiópia, no Malawi, mesmo no Quênia. Fato: os casos de sucesso mostram que o uso de PRESERVATIVO teve um papel fundamental na diminuição da epidemia.

 

Mas esses casos de sucesso mostram também que a luta contra a AIDS não se limitou ao uso alargado do PRESERVATIVO. Como relembra qualquer especialista no assunto, vencer o flagelo no continente pressupõe um respeito e uma promoção do conhecido "ABC" da AIDS na África: "A" de "abstinence" (abstinência); "B" de "be faithful" (fidelidade); e, finalmente, "C" de "condoms" (PRESERVATIVOS).

 

Por outras palavras: sem a redução do número de parceiros; sem uma maior fidelidade dentro do matrimônio; mas também sem uma responsável EDUCAÇÃO SEXUAL entre os mais jovens, o simples uso do PRESERVATIVO não resolve a mortandade. Pelo contrário: os países africanos que acreditaram no PRESERVATIVO como resposta única e milagrosa para o problema da AIDS (é o caso trágico de Botsuana), viram aumentar o número de infectados. Paradoxal?

 

Nem por isso: numa cultura, como a africana, que simplesmente não usa os PRESERVATIVOS disponíveis; ou então usa-os mal; ou, pior, usa de forma irregular, acreditando numa espécie de "compensação de risco" (palavras da ONU) que permite multiplicar o número de parceiros pelo uso intermitente de proteção, o PRESERVATIVO cria uma ilusão de segurança que não é compensada por uma alteração responsável dos comportamentos.

 

O papa está errado quando exclui o PRESERVATIVO de qualquer estratégia de combate à AIDS. O papa erra, no fundo, quando apaga a letra "C" do abecedário básico da luta contra a epidemia. Mas o papa não erra quando fala das letras "A" e "B". Tudo ao contrário dos profissionais da praxe, que sobre a matéria só conhecem a letra "I". De "indignação", sim. Mas, sobretudo, de "ignorância".

 

João Pereira Coutinho é colunista da Folha

 

Fonte: Folha de S. Paulo

 

 

DICA DE ENTREVISTA

 

João Pereira Coutinho

E-mail: jpcoutinho@folha.com.br

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