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Carnaval consciente
(Sexo & Saúde)
LIBERADO: Cidade
oferece cabines para injeção segura de drogas
A homofobia do
general (Fórum dos Leitores)
Suplicy e indicações
para o STM (Fórum dos Leitores)
O HOMOSSEXUAL nas forças armadas (Fórum dos Leitores)
Homossexuais e o exército (Fórum
dos Leitores)
Gays no exército (Fórum
dos Leitores)
Crise da Toyota
ressalta limites do sistema japonês
Mundo unido contra a
AIDS (07/02/2010)
Gays nas Forças Armadas
(Artigo)
Zuma, papai pela 20ª
vez (Primeiro Plano)
Quando a esperança
pode virar armadilha
"Alunos fazem
teste de HIV sem conhecimento dos pais" (A Semana)
DST/AIDS realiza campanha no carnaval
Lançada campanha
antiAIDS para jovens
Prevenção distribui
25 mil preservativos
Secretaria da Saúde
promove ação na praia
90 mil preservativos serão distribuídos
Confira os destaques
desta 2ªf da edição impressa do Cruzeiro
Começa hoje campanha
educativa contra DST
Ministério da Saúde
defende distribuição de CAMISINHAs nas
escolas
Presidente polígamo
pede desculpa por filha ilegítima
Amazônia concentra
99,9% da malária no Brasil
Coas interromperá
parte dos atendimentos nesta terça-feira
Ministério da Saúde
aponta aumento da AIDS entre jovens gays e garotas
Prevenção: Paloma
Bernardi participa de campanha
Presidente da África
do Sul tem filho fora de seus três casamentos e gera polêmica
Campanha anti-AIDS terá foco nos jovens
Pará já prepara
vacinação contra gripe A
Discriminalização
das drogas em Portugal fez consumo cair
Música sobre sexo
vence Concurso de Marchinhas da Fundição
Jovens apoiam
campanha de carnaval do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais
Danuza Leão critica
criação de primeira escola gay no País em artigo
na Folha de S.Paulo
Ministério da Saúde
defende distribuição de CAMISINHAs nas
escolas
Imprensa destaca
lançamento de campanha de carnaval focada em jovens gays e
meninas de 13 a 19 anos
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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FOLHA DE S. PAULO
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FOLHA
TEEN |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Na próxima sexta-feira o
pessoal começa a se animar e entrar em ritmo de Carnaval. Sai ano, entra ano e
a gente reforça aqui na coluna a importância do cuidado nessa época. Não que as
pessoas devam se cuidar apenas no Carnaval, mas parece que a festa suscita em
muita gente a ideia de mais diversão, de mais ousadia e, infelizmente, de menos
responsabilidade.
Talvez em parte pelo
espírito da festa, talvez pelo efeito "liberador" do excesso de
álcool ou do uso de outras substâncias, o que se vê por aí é muita gente com
uma tremenda ressaca moral e muita apreensão na Quarta-feira de Cinzas -tanto
pelo que fez, como pelo que deixou de fazer. Porres homéricos,
"ficadas" infelizes e abandono da CAMISINHA
são alguns dos itens dessa lista.
Mas será que precisa mesmo
ser assim? É claro que não! Dá para brincar e se divertir muito sem abrir mão
de um mínimo de autocontrole. Evitar excessos, saber a hora de parar, pedir
ajuda de quem está mais sóbrio e jamais abrir mão do PRESERVATIVO são
dicas básicas.
A gente recebe e-mails
todos os dias de gente contando os riscos que correu e com medo do que pode ter
acontecido em consequência de um descuido. Que tal sair de casa com CAMISINHA no bolso e a certeza de que você é que tem de se
cuidar, sem depender da atitude ou do bom senso do outro?
Lembre-se: apesar de serem
os mais bem-informados sobre proteção, são os jovens que -muitas vezes por
inexperiência, por pressão do outro, por idealização de um namoro ou por
inocente crença no comportamento do parceiro ou da parceira- acabam vacilando e
se expondo a riscos. Não vale a pena, pessoal!
Para quem quiser colaborar
com a conscientização da galera, o grupo Pela Vidda, que atua há mais de 20
anos na luta contra a AIDS, está recrutando
voluntários para distribuir PRESERVATIVOS na
sexta-feira, 12 de fevereiro, véspera do Carnaval, no Terminal Rodoviário do
Tietê. Serão distribuídas 60 mil CAMISINHAs e, ainda,
material educativo na intervenção "Viaje Bem com CAMISINHA".
A atividade acontece das 14
às 20 horas. Informações pelo telefone 0/xx/11/3258-7729 ou por e-mail:
gpvsp@uol.com.br. Valeu? Feliz Carnaval!
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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FOLHA DE S. PAULO
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ESPORTE |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Downtown Eastside tem o
mais movimentado centro de injeção segura de drogas do mundo, com cerca de 500
injeções supervisionadas ao dia. Chamado de Insite, o serviço é financiado pelo
governo provincial da região de Vancouver para atender aos viciados. Eles se
injetam em 12 cabines que têm espelhos nas paredes, de modo que enfermeiros
instalados em uma plataforma elevada possam observá-los. O Insite opera há seis
anos sob isenção das leis de saúde canadenses -o governo federal, sem êxito, já
tentou fechar o centro.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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O ESTADO DE S. PAULO
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NOTAS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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A homofobia do general
Raymundo Nonato de Cerqueira Filho nos fez enxergar que ainda há uma parcela
míope em nossa sociedade, onde o preconceito se mexe como um caleidoscópio -
ora explícito e amargo como uma suástica, ora adocicado, incutido sutilmente
nas piadas de duplo sentido, bem aceito, mas jamais contestado.
Disfarçado ou não, está lá
o preconceito movendo com sarcasmo a mão da injustiça, apoiado unicamente nas
aparências e empatias.
A declaração preconceituosa
do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho chega a ser bizarra, vexatória,
indigna para um País que visa a chegar ao desenvolvimento de Primeiro Mundo com
civilidade igualitária, democracia e dignidade.
É imperativo que a educação
brasileira acelere o passo para promover, com tenaz eficiência, a diversidade,
a tolerância e o respeito a todos os cidadãos em nosso país.
José Maria Cancelliero,
presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) rank@uol.com.br
São Paulo
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O ESTADO DE S. PAULO
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NOTAS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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O senador Suplicy, sempre
ávido por um holofote, entendeu de enxergar como "ofensivas aos homossexuais" as declarações prestadas pelos
oficiais-generais indicados para o STM.
Ao contrário do senador,
que certamente é portador de CDI (Certificado de Dispensa de Incorporação) e,
portanto, sem qualquer vivência no meio militar, os indicados têm larga
experiência em comando, e falam do alto da experiência que o tempo de caserna
lhes propiciou, sem qualquer viés discriminatório.
A missão de comandar é
árdua, e a resposta positiva da tropa está diretamente ligada às atitudes de
quem exerce o comando.
Quanto ao ex-sargento
Fernando, que também aproveitou a deixa para aparecer, cumpre lembrar que sua
prisão não foi em razão da opção sexual, mas sim por deserção, crime militar
que pode ser praticado por qualquer integrante de Força Armada, independentemente
de ser homo ou heterossexual.
Antonio Haroldo Machado
machado08@oi.com.br
São Lourenço (MG)
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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O ESTADO DE S. PAULO
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NOTAS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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A declaração do general
Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, sobre a presença de homossexuais
nas Forças Armadas, constitui sua opinião pessoal ou, no máximo, do segmento
militar a que pertence. Sua postura deve ser respeitada e merece uma reflexão
profunda. Mas há que se levar em consideração a inexistência de leis e
regulamentos que impeçam o HOMOSSEXUAL de
ingressar às Forças Armadas,
Magistratura, Ministério
Público ou a em qualquer outra instituição ou segmento socialmente constituído.
Esse indivíduo tem o direito de receber tratamento idêntico ao dispensado aos
outros candidatos e, em contrapartida, leva a obrigação de apresentar o mesmo
desempenho, ética e comportamento dos demais. Sem qualquer discriminação, nem
favorecimento.
No passado as mulheres, os
pobres, os índios e os analfabetos eram impedidos de votar e ser votados. A
evolução conduziu todos para o processo eleitoral. O fenômeno é mundial.
Dezenas de países já não discriminam a diversidade sexual em seus exércitos e
forças policiais, outros discutem a
distensão e a sociedade
evolui.
Não se pode ignorar que,
pela própria competitividade do mercado, todos os empregos e ocupações exigem,
além da vocação dos candidatos, uma bateria de exaustivos testes psicológicos e
de aptidão. Toda vez que um HOMOSSEXUAL passar
pelos mesmas provas que os demais candidatos e obtiver aprovação nas Forças
Armadas, no serviço público ou nas corporações privadas, não há porque
recusá-lo.
Até porque, no emprego, ele
irá apenas exercer uma tarefa predeterminada e, homo ou heterossexual, jamais
terá o sexo como dever de ofício....
Tenente Dirceu Cardoso
Gonçalves, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais
Militares de São Paulo
aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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O ESTADO DE S. PAULO
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NOTAS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Entendo que todos quantos
enxergaram nas declarações do general Cerqueira algum preconceito são ou curtos
de idéia, como o senador que pediu seu retorno à CPI, ou hipócritas,
dissimulados. Todos sabemos, e é preciso que se diga, que os homossexuais, seja por opção ou por compulsão, na medida em
que tal HOMOSSEXUALidade se estabelece, vão deixando
de ser integralmente homens e nunca chegarão a ser integralmente mulheres.
Muito embora nem por isso deixem de poder ter um posição respeitável e digna
dentro de nossa sociedade, não apresentam os requisitos necessários para ser
soldados e enfrentarem as situações perigosas e imprevisíveis dessa profissão,
seja como policial militar, seja como soldado do Exército. Estarei errado? Caso
haja dúvidas, ela somente poderá ser tirada através da medicina, por meio de um
acurado exame clínico e psicológico, para verificar a influência de eventual
ingestão de hormônios, possíveis debilidades no poder da vontade individual,
com fraqueza frente a situações de risco, etc., etc.
Ruy Rodrigues Nolf
ruynolf@yahoo.com.br
Santa Branca
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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O ESTADO DE S. PAULO
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NOTAS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Com todo o respeito pelas
opções sexuais de quem quer que seja, eu acho que GAY não
tem nada a ver com Exército.
Se o GAY
gosta de homem e no Exército temos milhares, podemos deduzir o que vai
acontecer.
Sem essa de liberar geral.
Por essas e por outras é que temos tanta bandalheira e corrupção no País.
Cada macaco no seu galho é
a melhor definição de posições hierárquias. Outros exércitos mais evoluídos no
mundo também optaram por essa idéia.
Tudo no papel e na TV é
belo, inclusive os cenários.
Portanto, o general que
falou no Senado falou, disse e assino embaixo.
Antonio Jose G. Marques
São Paulo
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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JORNAL DO BRASIL
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PAÍS |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Época destaca, com "O
corpo biônico", as novas tecnologias capazes de substituir braços, pernas,
olhos etc., e o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho em polêmica com os gays. Indicado para o Supremo Tribunal Militar, Cerqueira
diz que eles não conseguem comandar tropas. "Isso ficou provado na Guerra
do Vietnã. Não sou contra o indivíduo. Estou sendo sincero", disse. Época
lembra exércitos comandados por homossexuais, como
Alexandre, o Grande.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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VALOR ECONÔMICO
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THE
WALL STREET JOURNAL |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Jeff Kingston, Especial para The Wall Street Journal
Há um provérbio no Japão
que diz: "Se algo está fedendo, bote uma tampa". Pelo jeito, parece
que essa foi a abordagem da Toyota para sua crise de segurança. Primeiro ela
negou e minimizou os problemas com freios que não freiam e aceleradores que
fazem o que bem entendem. O presidente Akio Toyoda, neto do fundador, passou
duas semanas sem dar as caras e a empresa não pareceu muito transparente em
relação a problemas de segurança importantes, arriscando-se a perder a
confiança de clientes no mundo inteiro.
A crise tem sido um
pesadelo de relações públicas para a Toyota, cuja marca era sinônimo de
qualidade e confiabilidade. Gestões de crise não podem ser piores que esta e o
custo do problema até agora - os US$ 2 bilhões iniciais do recall e a perda de
17% do valor de mercado desde 21 de janeiro, quando foi anunciado o recall do
pedal do acelerador - é só a primeira prestação do custo final. O recall
provavelmente vai se expandir para os carros produzidos no Japão. Vários
processos têm surgido e cresce a expectativa de indenizações custosas. E ainda
por cima há as fábricas ociosas e as concessionárias vazias.
Não surpreende que a reação
da Toyota tenha sido inepta e procrastinada, porque administração de crises é
algo extremamente subdesenvolvido no Japão. Nas últimas duas décadas, não
consigo lembrar de nenhum momento em que uma empresa japonesa tenha conseguido
administrar bem uma crise. O padrão já é conhecido demais e geralmente envolve
resposta inicial lenta, minimização do problema, lentidão para retirar o
produto do mercado, falta de comunicação com o público e pouquíssima compaixão
pelos consumidores afetados por seus produtos. Seja com televisões que
explodem, eletrodomésticos incendiários, leite contaminado ou rótulos falsos,
as empresas prejudicam as pessoas quando se esquivam da responsabilidade até as
provas se acumularem e as forçarem a revelar o problema e reconhecer tardiamente
a responsabilidade. Os custos de tanta negligência são baixos no Japão, onde as
indenizações por produtos defeituosos são ridículas ou inexistentes.
Uma exceção que chama a
atenção em meio a esse histórico de parcimônia com os clientes envolve
farmacêuticas que continuaram vendendo sangue contaminado a hemofílicos,
infectando muitos deles com o vírus da AIDS na década de
1980. O governo sabia do problema e não preveniu uma crise de saúde pública que
era evitável. Depois de o governo passar anos negando o problema, o atual
ministro da Fazenda, Naoto Kan, que era ministro da Saúde em 1994, finalmente
revelou documentos provando que o governo deixou que as farmacêuticas
continuassem vendendo sangue contaminado, para que não perdessem mercado para
empresas estrangeiras cujos produtos eram seguros. Ao fazer isso, ele abriu o
caminho para indenizações relativamente generosas e um humilde pedido de
desculpas dos executivos das farmacêuticas, que se curvaram coletivamente numa
demonstração de arrependimento pelas vítimas.
Mas o que acontece
normalmente é que os interesses dos produtores pesam mais que a segurança do
consumidor.
As empresas japonesas
normalmente tentam encobrir ou distorcer os fatos, e as pessoas a cargo de se
comunicar com a mídia e o público muitas vezes não têm as informações
necessárias para cumprir a tarefa. A falta de uma estrutura que encaminhe
rapidamente informações confiáveis para a diretoria prejudica uma resposta
adequada ao problema. Isso deixa a diretoria despreparada para lidar com questionamentos
da imprensa e transmite uma imagem de indiferença e má vontade em solucionar o
problema.
Existe um fator cultural
nessa tendência de não conseguir administrar as crises. A vergonha de admitir
um recall num país obcecado com qualidade e habilidade técnica dificulta a
transparência e o reconhecimento da responsabilidade. E uma empresa respeitada
como a Toyota tem muito a perder, pois sua imagem empresarial é que está
Também há uma cultura de
deferência nas empresas que dificulta que os que estão embaixo na hierarquia
questionem os superiores ou informem os problemas a eles. O foco no consenso e
no coletivo facilita o trabalho em equipe, mas também dificulta desafiar o que
já foi decidido. Motivações culturais como essas não existem só no Japão, mas
têm muita força na cultura empresarial japonesa e representam impedimentos
significativos para prevenir e reagir a uma crise.
A crise é uma oportunidade
para a Toyota reformar sua cultura empresarial e melhorar o controle de
qualidade. Ela pode conseguir isso se concentrando mais no cliente e num fluxo
de informações e de comentários de mão dupla; melhorando a governança com a
indicação de conselheiros externos e independentes; e tornando a gestão de
risco mais que uma ação tardia. A situação ainda pode ser revertida, mas isso
significa eliminar as restrições de uma cultura empresarial antiquada e
impressionar as pessoas com um recall perfeito e um esforço excepcional de
revisão e atendimento após a venda. Mas já surgem os primeiros indícios de que
a Toyota não é mais a empresa ágil que conquistou o mundo nos últimos cinquenta
anos.
Quando Toyoda assumiu o
comando da empresa, em meados de 2009, não conseguiu transmitir a impressão de
que conseguiria resolver os problemas de excesso de capacidade e da necessidade
de depender menos do mercado americano e aumentar a presença na China, na Índia
e no Brasil. Uma série de sucessos, principalmente com o Prius, pode ter
tornado a montadora um pouco complacente e eliminado fatores que a ajudaram a
crescer desde a década de 1970, como o pioneirismo na redução do consumo de
combustível e a excelência
O modelo japonês de
cooperação entre as empresas e o governo criou um milagre econômico, mas perdeu
o gás. A Década Perdida de 1990 está entrando na terceira década e já
desacredita os detentores do poder.
Os eleitores derrotaram no
ano passado o conservador Partido Liberal Democrata, no governo durante muito
tempo, e passaram a apoiar os ataques do Partido Democrático aos poderosos e
sua enorme influência no país. O público quer ideias novas para enfrentar os
problemas enormes do Japão, como a desigualdade crescente, o grande índice de
pobreza (acima de 15%), desemprego dos jovens, o subemprego e o baixo índice de
natalidade atribuído a uma sociedade que não favorece a formação de famílias.
Mas o Partido Democrático perdeu impulso devido a escândalos de financiamento
de campanha que lembram toda a corrupção da era do PLD. O primeiro-ministro,
Yukio Hatoyama, tem sido pressionado a demonstrar mais transparência e a punir
os culpados, uma vontade que se estende ao mundo empresarial.
Com a recuperação judicial
da Japan Airlines, dívida pública equivalente a 200% do PIB, problemas na
aliança militar com os Estados Unidos e desânimo até mesmo no mundo do sumô,
com a polêmica aposentadoria de um grande lutador da Mongólia, os problemas da
Toyota pioram ainda mais um 2010 já marcado pelas dificuldades. A autoconfiança
nacional está em baixa há algum tempo, mas, em meio à crise prolongada, as
pessoas ainda podiam se orgulhar do sucesso de multinacionais respeitadas como
a Toyota. Nenhuma outra empresa representava melhor do que ela a habilidade
industrial do país, e seus problemas são uma surpresa desagradável.
A imprensa japonesa adotou
uma abordagem um pouco minimalista para a notícia. Aqui em sua terra natal, a
Toyota parece que tem conseguido administrar o noticiário muito melhor do que
nos EUA, e tanto a imprensa quanto o governo têm se mantido circunspectos sobre
o assunto. Mas na sexta-feira o ministro dos Transportes, Seiji Maehara, que
não tem papas na língua, declarou abertamente que a Toyota negou a existência
do problema e que, na sua visão, não foi suficientemente sensível à situação
dos consumidores. Mas ele não autorizou uma investigação sobre os defeitos na segurança
dos veículos, diferentemente dos políticos americanos.
Também na sexta-feira,
Toyoda finalmente realizou uma entrevista coletiva, duas longas semanas depois
de anunciar um recall nos EUA devido a problemas de segurança com o acelerador.
Toyoda tentou salvar a situação pedindo desculpas aos clientes em todo o mundo
pelo incômodo.
A entrevista coletiva foi
uma tentativa malsucedida de tranquilizar os clientes e diminuir o impacto de
depoimentos marcados para quarta-feira nos EUA.
Os defeitos foram
apresentados inicialmente como um problema criado nos EUA, mas agora os
defeitos no projeto atingiram a terra natal e motivam novos questionamentos
sobre os famosos círculos de controle de qualidade da Toyota.
Para o país e a empresa,
muita coisa depende de restaurar a reputação da Toyota. Tem surgido nos últimos
anos um número alarmante de casos em que os produtos japoneses não atingem o
alto padrão que o mundo e o próprio povo japonês esperam deles. Em alguns
cantos isso é visto como um indicador do declínio do país, que estaria sem rumo
e em decadência.
O Japão não pode ser
complacente com a qualidade de seus produtos e a estagnação na produtividade,
especialmente diante da bomba demográfica em gestação no país. Uma p opulação
que envelhece e encolhe ao mesmo tempo precisa fazer mais com menos recursos. O
país precisa aumentar o valor e a produção per capita para sustentar uma
população crescente de idosos. E isso significa manter o passo com concorrentes
como a Coreia do Sul, que está pronta para substituir o Japão no que ele
tropeçar.
A revitalização da Toyota
seria um cenário positivo que pode significar muito para a combalida identidade
nacional, ajudando a recuperar a reputação do Japão como um gigante do setor
industrial, onde a atenção aos detalhes é o padrão e não uma dúvida.
Jeff Kingston é diretor de
estudos asiáticos da Universidade Temple no Japão. Seu livro "Contemporary
Japan: History, Politics and Social Change" deve ser publicado em
setembro.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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CORREIO BRAZILIENSE
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CIDADES |
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Numa rua do Setor
Tradicional da centenária Planaltina, prostitutas amargam o fechamento dos
bares e o consequente sumiço dos clientes. O lugar, que já abrigou mais de 500
mulheres em décadas passadas, esvaziou-se. Hoje, não se contam mais do que duas
dúzias delas, sentadas nas calçadas, à espera dos seus poucos homens e trocados
Marcelo Abreu
Brasília se erguia. O sonho
viraria cidade. Pedreiros, carpinteiros, marceneiros, doutor de terno, todos se
embrenharam na construção. A vida em Planaltina, a 40km da futura capital,
existia de verdade. Lá, tinha comércio, praça, casarões coloniais e elas, as
meninas que divertiam os meninos da terra goiana. Os peões e os doutores também
ouviram falar das moças de lá. Oxalá! Planaltina, hoje uma senhora de 150 anos,
foi descoberta pela segunda vez.
Inaugurou-se a capital.
Corriam os anos 1960. A vida seguiu. O Setor Tradicional de Planaltina era o
lugar dos bem nascidos, das famílias de prestígio, dos fazendeiros, coronéis,
políticos. Na Rua Marechal Deodoro, da igreja matriz, mais lá pro fim dela, as
meninas decidiram que ali se instalariam. Para a alegria dos meninos (muitos
deles hoje cinquentões e até sessentões).
O padre torcia a cara.
Falava em pecado na missa. As meninas que satisfaziam os meninos daquela gente
rica que assistia ao sermão dominical não eram muito bem-vindas no templo
sagrado. Mas, tinhosas, elas iam. Afinal, na casa de Deus não pode haver
cadeado. A vida seguia. E todo mundo fingia. As senhoras de fino trato
ignoravam que elas estivessem ali. Seus maridos e filhos adolescentes,
sabedores de cor dos nomes das moças, idem. Quanta hipocrisia!
Vieram os anos 1970. A
prostituição e a boemia na região só cresciam. Moças de toda a redondeza de
Goiás e até de Minas Gerais foram ganhar a vida naquele fim de rua do Setor
Tradicional. O negócio era lucrativo, sempre ao escurecer. Ali faziam sexo por
dinheiro, dormiam, comiam e planejavam deixar "aquela vida". Quase
nenhuma deixou. Chegaram os anos 1980 e 1990. A prostituição escancarou-se de
vez. As meninas, abusadas, desafiavam tudo e todos. Os botecos e os muquifos
onde elas recebiam os clientes, das primeiras horas da manhã até alta
madrugada, proliferavam na região.
"Meu Deus do Céu,
tinha dia que eram pelo menos umas 500 mulheres ali. A confusão era
diária", conta Antônio Carlos Dutra, nascido em Planaltina, 61 anos, policial
civil aposentado, ex-chefe da seção de investigação da 16ª DP. "Cansei de
atender ocorrência dali." Como o tempo é inexorável, tudo mudou.
"Agora a prostituição diminuiu e chegou o tráfico de drogas."
Os anos 2000 chegaram com
força de cão. A internet já era uma realidade. Os meninos adolescentes agora
não mais precisam dos préstimos das moças da Marechal Deodoro. Têm as garotas,
de programas ou não, a hora que quiserem. Bem informados, sabem que devem usar CAMISINHA e das consequências das doenças venéreas. A um
clique na tela do computador a mulher desejada, se quiser, pode virar real.
Definitivamente, mudaram-se os tempos.
A cada ano dos anos 2000 a
clientela foi desaparecendo. Hoje, as moças da Marechal esperam avidamente o
dia cinco de cada mês chegar. Dia 5? Sim, é data de pagamento dos trabalhadores
das fazendas da região. "Praticamente, hoje só os peões da zona rural
procuram por elas. Acabou", diz Dutra, o policial civil. Há cerca de dois
anos, mais um golpe para as meninas de vida nada fácil. Por determinação
judicial, todos os botecos e muquifos daquela região foram fechados. Foi o fim.
O silêncio gritou na rua da alegria. A sociedade, em nome da moral e dos bons
costumes, comemorou. O índice de criminalidade, alegam, reduziu.
Resistência
Manhã de sexta-feira. O
Correio foi à Rua Marechal Deodoro. De longe, a constatação do que os moradores
avisaram antes de se chegar ali. Parece um lugar
Hoje, aos poucos, a região
foi invadida por salões de beleza e igrejas evangélicas, dessas que se
proliferam como gripe no inverno. Não se contam mais do que 10 moças, no mesmo
lugar onde havia centenas delas. Uma dessas guerreiras aceitou uma conversa
mais demorada. Eva (nome fictício), 60 anos, tem tanta história para dizer como
os seus mais de 100 quilos que carrega pelo corpo arrebentado pela artrose.
Negra, marca do sofrimento na cara, mas sorriso de quem entende da vida, ela
falou de um tempo em que só ficou na memória dela. "Eu era danadinha.
Botava gente pra chorar."
Eva diz que entrou na
prostituição por não ter escolha. "Com 12 anos e nove meses de idade eu
tive meu filho. Depois, fiquei sozinha, sem ninguém. Tive que me virar pra não
passar fome e parei nos cabarés." O filho da menina que fez homem chorar
cresceu. Ela virou mulher experiente. Rodou por muitos lugares. Hoje, senta-se
à porta da casinha onde mora e vê a vida passar perto das moças que ainda não
abandonaram a batalha na região.
Desolada com os novos
tempos, ela reclama: "Ih, hoje tá muito diferente. A coisa aqui era uma
festa. Parecia terra de garimpo. Agora, as meninas não têm mais cliente, o povo
sumiu tudo..." Mesmo sem a movimentação de antes, agentes da Secretaria de
Saúde passam toda quarta-feira distribuindo CAMISINHA
para as moças. "E tem o Grupo Arco-Íris, que faz palestras sobre prevenção
das doenças e leva quem quiser pra fazer o teste HIV na
Rodoviária", continua a mulher que carrega o peso de uma vida sofrida e
jura que há duas décadas não faz mais programas.
Os programas são realizados
nos hoteizinhos malcheirosos da região. Ou mesmo em cubículos improvisados
atrás de algumas casas. Variam de R$ 20 a R$ 40, dependendo do tempo gasto com
o cliente e da preferência dele. "Mas sem CAMISINHA
não faço de jeito nenhum, pode me pagar até R$ 500 que não aceito", diz
uma prostituta morena, de cabelos negros, tatuada nos braços e na região
lombar.
Com cara de poucos amigos,
a mulher de cerca de 30 anos não é de muita conversa. Tempo é dinheiro. Não
pode perder a movimentação dos homens que passam a pé pela rua. Convida-os para
"uma conversinha", uma cerveja gelada. Sim, sempre tem uma guardada
na velha geladeira. Provoca-os. Chama-os de amor.
Alguns se demoram mais na
prosa e vão embora. Outros entram para os cubículos. E a vida continua do lado
de fora. Normalmente, elas preferem os programas diurnos. "À noite, o
perigo é grande, tem muito 'mala' por aqui", diz a moça tatuada.
Humilhação
Na mesma rua, mora a mais
antiga do pedaço. Jussara (nome fictício), mineira de 74 anos, um filho, três
netos, mais de meio século na batalha, hoje se aposentou pelo INSS. "Nasci
em Uberaba e comecei na vida no começo de Brasília, lá no Núcleo
Bandeirante." Muitos anos depois, mudou-se para Planaltina, de onde nunca
mais saiu. "Ah, moço, aqui não existe mais nada. Depois que os bares fecharam,
o povo sumiu."
Se para Jussara a vida ali
acabou, Carla, 35 anos, goiana, ensino fundamental completo, ex-doméstica,
ainda insiste. "Tem dia que não aparece um cliente. Eles só vêm depois do
dia 5, quando recebem dinheiro. Aí consigo fazer até cinco programas", contabiliza
a moça. Às 8h30 da manhã, coloca a cadeira na calçada da casa - detalhe: à
sombra. E fica ali até o sol ir embora. Pinta os lábios de vermelho-sangue,
veste uma blusa decotada, geralmente bermudão e exibe, do alto das sandálias de
salto alto, as pernas torneadas.
À noite, diz ela, a
violência é grande e tem muita droga. "Quando o bar ficava aberto, a gente
tava menos exposta. Agora tá ruim", reclama. E admite, com sinceridade, a
exposição: "Eu acho humilhante, sinto muita vergonha, principalmente
quando passa um ônibus e as pessoas ficam me olhando". A moça goiana
revela que faz exames regulares: "Até sexo oral, só com CAMISINHA". Comemora o fato de agora mandar nela mesma.
"Quando a gente trabalha em boates, tem hora até pra almoçar. Preferi ser
dona de mim mesma."
Romântica, a moça de gestos
e fala educada diz ter namorado sério. "Ele sabe, é caminhoneiro, mas não
sente ciúmes." E planeja: "Como toda mulher, quero me casar e arrumar
um bom emprego". Enquanto o príncipe encantado não chega, a moça de
cabelos compridos pintados de loiros senta-se à calçada à espera que qualquer
um a leve para um quarto e pague pelos seus serviços sexuais. Mas ela não o
chamará de amor. E nem o beijará na boca. "Só com o meu namorado",
decreta. Na Marechal Deodoro, na rua da igreja matriz, toda a história de
Planaltina jamais poderia ser contada se não existissem elas, as meninas que
trocam sexo por dinheiro - hoje à míngua, à luz do dia.
Quando o bar ficava aberto,
a gente tava menos exposta. Agora, tá muito ruim. Acho humilhante, sinto
vergonha dessa exposição"
Carla, 35 anos, prostituta,
goiana
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Número de bortos no SUS é
menor
Para o Ministério da Saúde,
queda de 42% nos procedimentos deve-se à distribuição maciça da pílula do dia
seguinte.
Interrupções de gravidez
com autorização judicial diminuem 42% entre 2008 e 2009. Ministério atribui
queda do índice aos CONTRACEPTIVOS
Ullisses Campbell
São Paulo - Um levantamento
inédito feito pelo Ministério da Saúde revela que o número de mulheres que
procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer aborto com autorização
judicial caiu 42% entre os anos de 2008 e 2009.
Na avaliação do próprio
governo, o número de abortos legais realizados no Brasil vem reduzindo ano a
ano desde 2005 por causa do aumento na distribuição de CONTRACEPTIVOS, como CAMISINHAs, ANTICONCEPCIONAIS e principalmente a PÍLULA DO
DIA SEGUINTE. Só no ano passado, o Ministério da Saúde entregou 152 mil
cartelas de CONTRACEPTIVO de emergência.
Comparando com o ano
anterior, o aumento na distribuição gratuita desse medicamento foi de 508%.
"A tendência é aumentar ainda mais o acesso das mulheres às pílulas do dia
seguinte para evitar gravidez indesejada por causa de acidentes de
percursos", avisa Lena Peres, coordenadora da área técnica da Saúde da
Mulher do Ministério da Saúde.
Para ter acesso à PÍLULA
que evita gravidez, Lena diz que a paciente precisa ter em mãos uma receita
médica e seguir até o posto de saúde mais próximo. No consultório, os
profissionais dão a receita praticamente a todas as mulheres de 15 a 49 anos que
desejam evitar a gravidez. "Elas geralmente dizem que não tinham CAMISINHA na hora do sexo e que ficaram com receio de
engravidar", conta o médico Ricardo Porto, do posto de saúde da Vila
Mariana, São Paulo.
A advogada brasiliense
C.S.R, 28 anos, recorre à PÍLULA DO DIA SEGUINTE sempre que se esquece de tomar
o anticoncepcional ou quando o namorado não está com CAMISINHA.
Em todo o ano passado, a jovem tomou três vezes a PÍLULA. Todas compradas em
farmácias e sem receita médica. "Não estou pensando em ter filhos agora
porque ainda estou me firmando profissionalmente", justifica.
Para o médico ginecologista
Jefferson Drezett, assessor do Comitê Latinoamericano de Anticoncepção de
Emergência, a distribuição de PÍLULA DO DIA SEGUINTE nos postos de saúde vai
fazer cair, no futuro, uma estatística negativa. "A cada dois dias, uma
mulher morre no Brasil por causa de abortos feitos clandestinamente", diz.
Recurso
A designer A.A.D, 31 anos,
recorreu a um aborto quando tinha 17 anos. O namorado, então com 19 anos, ficou
assustado quando ela confirmou a gravidez, que estava em seis semanas.
Assustada com a possibilidade de ser mãe muito jovem e apavorada porque o
namorado não ia assumir o bebê, decidiu interromper a gestação. O namorado foi
à farmácia e comprou Citotec, um abortivo comum. "Tomei e fui deitar. Em
seguida, tive uma contração no útero e muita cólica. Fui ao banheiro, sentei-me
no vaso sanitário e minha menstruação veio de uma só vez. (...) Não tive
coragem de olhar para o feto. Sabia que existia uma criança ali. Quase não
consegui dar a descarga", relata emocionada. A designer carregou culpa por
vários anos até engravidar pela segunda vez e ter uma filha.
Membro da Comissão de
Cidadania e Reprodução, uma entidade não governamental, a socióloga Thaís Lapa,
comemora o fato de os abortos estarem em queda no SUS graças à distribuição das
pílulas. Mas ela faz o seguinte alerta: é possível que a diminuição do número
de abortos possa estar relacionada à falta de hospitais que ofereçam o
procedimento de interrupção de gravidez legal. Atualmente, apenas 60 hospitais
estão credenciados pelo governo para a realização de "esvaziamento
uterino", termo usado pelo Ministério da Saúde.
"Acho que esse dado
que mostra a queda de abortos deveria ser melhor analisado, até porque aumentou
o número de curetagens", diz Thaís. Estatísticas processadas pelo
departamento da Saúde da Mulher apontam que o número de curetagem feita em
postos de atendimento público aumentou 37% entre 2008 e 2009. Geralmente esse procedimento
ocorre quando a mulher tenta fazer aborto em casa ou em clínicas clandestinas e
acaba tendo complicações.
O Brasil é um estado laico.
A Igreja Católica tem o direito de se manifestar, mas o governo tem o dever de
amparar as mulheres que não desejam ter filhos"
Lena Peres, coordenadora da
área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde está
enganando a população porque a PÍLULA DO DIA SEGUINTE é um método tão abortivo
quanto o Citotec"
Dom Antônio Duarte, médico,
bispo auxiliar do Rio e membro da Pastoral da Vida
Igreja discorda das
estatísticas
O aumento na distribuição
de pílulas do dia seguinte pelo governo federal não é motivo de comemoração
entre quem é contra o aborto. A entidade que mais critica é a Igreja Católica.
O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e membro da Pastoral da Vida e Família da
Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Antônio Augusto Duarte, é médico.
Ele diz que realizou uma pesquisa científica no laboratório que fabrica a
PÍLULA distribuída pelo governo e concluiu que ela é tão abortiva quanto o
Citotec. "O governo deveria dar todas as informações científicas para não
enganar a população, já tão desamparada nos seus direitos à verdade, à
segurança e à saúde", critica o religioso.
Segundo a pesquisa de dom
Antônio, a PÍLULA DO DIA SEGUINTE age impedindo que o esperma chegue até a
parede uterina usando os mesmos mecanismos do Citotec numa proporção menor.
"O ciclo da vida começa na fecundação. Usar a PÍLULA é um microaborto",
define o religioso. Por outro lado, o bispo ressalta que a Igreja perdoa e
ampara as mulheres que se submetem à contracepção de emergência.
Na avaliação de dom
Antônio, o Ministério Público vem conseguindo diminuir o número de abortos
legais feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas isso não significa que
estejam ocorrendo menos interrupções de gravidez no país. "Todo mundo sabe
que as mulheres estão fazendo abortos em casa tomando remédios e usando métodos
rudimentares."
Como o SUS só realiza
aborto com autorização judicial, dom Antônio argumenta que os juízes podem ter
negado mais autorização em 2009 do que no ano anterior, o que faz com que as
mulheres recorram a outros meios que não sejam o hospital público.
Segundo uma pesquisa feita
pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em 781 processos
judiciais de todo o país, 31% das ações que tratam de aborto no Brasil
referem-se a interrupções de gravidez causadas por violência contra gestantes.
As ações pesquisadas tramitavam pelos Tribunais de Justiça de todos os estados,
no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) entre
2001 e 2006.
Do total de processos
vinculando aborto à violência, 67% eram da Região Sudeste, 20% da Sul, 7% da
Centro-Oeste, 4% da Nordeste e 2% da Norte. Segundo o estudo, essa relação está
diretamente ligada ao maior acesso ao Judiciário nos estados mais desenvolvidos
do país. Quanto à tipificação penal, 63% tratavam de "homicídio e aborto
não consentido". Em segundo lugar destacavam-se casos de "violência
sexual de criança ou adolescente até 14 anos e aborto", com 10%.
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Causou perplexidade a
posição do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas. Durante a sabatina a que se
submetia na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Cerqueira disse que
os gays só devem ser aceitos nos quartéis se
mantiverem a opção sexual
A polêmica declaração foi
feita depois de aprovada por unanimidade a indicação do general para ocupar
vaga de ministro no Superior Tribunal Militar (STM) - corte que julga os
processos contra militares, incluídas as demandas que envolvem homossexuais da caserna. A escolha precisa ainda do aval do
plenário da Câmara Alta. Mas, diante da repercussão do episódio, membros da CCJ
voltaram atrás. Querem ouvir novamente o postulante. O senador Eduardo Suplicy
foi o primeiro a requerer outra reunião. Cerqueira Filho frisou não se tratar
de homofobia. Na mesma direção se manifestou o presidente do STM. Trata-se, de
acordo com ele, "de voz corrente entre militares".
É preocupante que, no
século 21, se pregue no Brasil política americana que caminha a passos largos
para bater ponto final. Trata-se do "não pergunte, não conte". Nos
Estados Unidos de hoje, militar que revela a opção sexual é expulso das fileiras
da tropa. No ato do alistamento, quem se diz gay é
recusado. Barack Obama prometeu em campanha mudar a prática. Comissão estuda as
novas regras que não obriguem homens e mulheres a mentir para ingressar ou se
manter na caserna. Ninguém duvida de que a preferência do cidadão por este ou
aquele sexo não lhe invalida a autoridade para mandar e comandar - duas funções
estratégicas das Forças Armadas.
Vale lembrar que um dos
fundamentos da República Federativa do Brasil é a promoção do "bem de
todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação" (art.3º inciso IV da Constituição). Diz ainda a
Carta Magna (art.5º, inciso XLI): "A lei punirá qualquer discriminação
atentatória dos direitos e liberdades fundamentais". E os direitos e
liberdades fundamentais estão previstos no art. 5º e seguintes do texto
constitucional.
Amanhã, em nova sabatina no
Senado, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho terá de explicar não
apenas o ponto de vista que defende, mas dizer também se esse é o pensamento do
Exército. Convém advertir que, quando a Constituição estabelece forma de
conduta, ninguém pode adotar outra. Em outras palavras: nem o general, nem o
Exército, nem a Aeronáutica, nem a Marinha têm poderes para fechar as portas ao
ingresso de pessoas consideradas inadequadas em função de tendências sexuais.
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Brasil adere a campanha
universal. Projeto será sediado também no DF
O Brasil vai aderir à
campanha mundial da União Postal Universal para a prevenção e combate à AIDS. O Ministério da Saúde calcula que existam no País
cerca de 600 mil pessoas com a doença. Brasília e algumas cidades do Distrito
Federal, assim como três municípios do Amazonas e 24 da Bahia, serão palcos do
lançamento da campanha piloto no País.
Os ministérios das
Comunicações e da Saúde e os Correios vão lançar na próxima terça-feira a
campanha "Correios contra a AIDS", que
marcará a adesão do Brasil à campanha mundial. Estarão presentes ministros e
representantes de entidades internacionais que também trabalham com o tema,
como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Nacional dos
Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares. As informações
são da Agência Brasil.
De acordo com os Correios,
660 mil agências postais de todo o mundo serão integradas à campanha mundial.
Na primeira fase, iniciada em julho do ano passado, cerca de 24 mil agências
exibiram e distribuíram material informativo sobre o vírus HIV.
Agora, o mesmo também vai ocorrer no Brasil.
Ao menos 150 agências dos
Correios vão distribuir cartões postais relacionadas ao combate e tratamento da
AIDS. Está previsto também o envio de 800 mil
mensagens sobre a doença por mala direta postal domiciliar. Também haverá
distribuição de 15 mil panfletos e exposição de mil cartazes nas principais
cidades vários estados.
No ano passado, a campanha
foi integrada a um concurso internacional de redação que incentivou estudantes
a escrever sobre a AIDS e sua prevenção.
No Brasil, o concurso vai receber trabalhos de estudantes de9a15 anos
matriculados em escolas públicas e privadas.
FEMINIZAÇÃO DA DOENÇA
A incidência de AIDS entre os jovens de 13 e 19 anos atinge principalmente homossexuais e mulheres. Nesta faixa etária, a prevalência
de contaminação é feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados
no País 3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448
Os dados foram divulgados
ontem pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de
Prevenção à AIDS, no Rio de Janeiro. Segundo
informações da Agência Brasil, as estatísticas apontam para uma feminização da
doença. Em 1986, eram 15 homens infectados para cada mulher, proporção que
mudou para 15 homens para cada 10 mulheres, a partir de 2002.
No acumulado desde 1982,
até junho do ano passado, o País registrou 11.786 casos de AIDS
entre os jovens de 13 e 19 anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste
grupo, número que foi de 587 em 2008.
Na campanha do Ministério
da Saúde, será enfatizada a importância do uso da CAMISINHA
e de se fazer o teste anti-HIV, se houver alguma
relação de risco, sem proteção.
SAIBA +
A grande incidência de AIDS entre adolescentes motivou o Ministério da Saúde a
realizar a distribuição de CAMISINHAs
diretamente nas escolas.
Para facilitar o acesso ao
jovem, que muitas vezes fica constrangido de pedir PRESERVATIVOS
aos adultos, estão sendo testadas máquinas que disponibilizam o produto
automaticamente. As máquinas ainda estão em fase de teste na Paraíba e
Negligência na prevenção
Segundo o ministro da
Saúde, José Gomes Temporão, houve uma negligência das pessoas quanto à proteção
nos últimos anos. "Como a expectativa de vida avançou, o diagnóstico foi
ampliado e as pessoas estão vivendo com mais conforto, houve um certo
relaxamento no uso do PRESERVATIVO, que é uma maneira eficaz de impedir a
transmissão da AIDS e de outras doenças sexualmente
transmissíveis, além de uma gravidez indesejada", disse.
Para reduzir a incidência e
conscientizar sobre os riscos da doença, o Ministério da Saúde e a Secretaria
Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular, desde ontem, uma
campanha dirigida principalmente ao público jovem.
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Dirceu Cardoso Gonçalves
Diretor da Associação de
Assistência. Social dos Policiais Militares
declaração do general
Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, de que a presença de homossexuais
é incompatível com o trabalho das Forças Armadas, constitui sua opinião pessoal
ou, no máximo, do segmento militaraquepertence.A própria instituição e o
respectivo ministério discordam e mostram-se dispostos a discutir o tema em
busca de definições. As últimas décadas harmonizaram em muito a relação da
sociedade com os grupos minoritários, entre eles os homossexuais,
tanto masculinos quanto femininos. Regulamentos já mu-daram e outros ainda
terão de ser alterados como imperativo dos novos tempos.
A postura do general deve
ser respeitada e merece uma reflexão profunda. Mas há que se levar em
consideração a inexistência de leis e regulamentos que impeçam o HOMOSSEXUAL de ingressar às Forças Armadas, Magistratura,
Ministério Público ou a em qualquer outra instituição ou segmento socialmente
constituído. Esse indivíduo tem o direito de receber tratamento idêntico ao
dispensado aos outros candidatos e, em contrapartida, leva a obrigação de
apresentar o mesmo desempenho, deveres e comportamentos dos demais. Sem
qualquer discriminação, nem favorecimento. Tanto um quanto o outro vai ao
quartel ou à qualquer repartição pública ou empresa privada, para desenvolver
uma atividade profissional, pouco importando sua opção sexual, que nem deve ser
explicitada tanto em palavras quanto em atitudes comportamentais.
As Forças Armadas e as
repartições em geral necessitam de profissionais capazes de cumprir as tarefas
que lhes são determinadas e para as quais são pagos proventos ou salários. Nada
deve atrapalhar essa prestação de serviços, assim como, nada do que ocorre na
vida pessoal do empregado deve ser motivo para sua penalização funcional ou
discriminação. No passado as mulheres, os pobres, os índios e os analfabetos
eram impedidos de votar e ser votados. A evolução conduziu todos para o
processo eleitoral. As mais diferentes discriminações sociais tornaram-se
crimes e, numa forma mais recente, a sociedade passou a oferecer melhor
acolhida aos homossexuais. O fenômeno é mundial.
Dezenas de países já não discriminam a diversidade sexual em seus exércitos e
forças policiais, outros discutem a distensão e a sociedade evolui.
O pronunciamento do
militar, ocorrido em resposta a perguntas de senadores e não por vontade
própria, deve servir para reflexão social e ampliação do debate sobre o tema.
Não se pode ignorar que, pela própria competitividade do mercado, todos os
empregos e ocupações exigem dos candidatos exaustivos testes psicológicos e de
aptidão. Toda vez que um HOMOSSEXUAL passar
pelas mesmas provas que os demais candidatos e obtiver aprovação nas Forças
Armadas, no serviço público ou nas corporações privadas, não há porque
recusá-lo. Até porque, no emprego, ele irá apenas exercer uma tarefa
predeterminada e, seja homo ou heterossexual, jamais terá o sexo como dever de
ofício.
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Republicano convicto,
ligado a Reagan e Bush, o advogado Ted Olson causa espanto por defender a
legalização do casamento entre homossexuais
Era novembro de 2008 e o
diretor de cinema americano Rob Reiner almoçava com sua mulher, Michele, e um
consultor democrata chamado Chad Griffin
A surpresa de Michele não
era sem razão. Convencer Ted Olson a assumir uma causa dessa parecia uma piada
de mau gosto. Aos 69 anos, ele moldou uma imagem de prodígio entre os juristas
mais conservadores dos Estados Unidos. Em 1964, foi um dos poucos estudantes de
Direito de Berkeley, na Califórnia, a apoiar a derrotada candidatura à
Presidência do republicano Barry Goldwater, o "Sr. Conservador". Nos
anos 80, serviu como membro do conselho legal do governo de Ronald Reagan, que
lhe deu de presente uma fotografia dos dois com a seguinte inscrição:
"Obrigado, de coração". A fidelidade republicana ficou notória em
2000, quando Olson defendeu George W. Bush na histórica disputa com o democrata
Al Gore para saber quem seria o novo presidente americano. Ele convenceu a
Suprema Corte a interromper a recontagem de votos na Flórida e pôs Bush na Casa
Branca. Como prêmio, ganhou o cargo de procurador-geral, exercido entre 2001 e
2004. Como um homem desses, "o advogado de Bush", poderia topar
dedicar seus esforços a favor do casamento gay, algo que outros
conservadores repudiam com todas as forças?
Olson topou, para espanto
geral. Em maio passado, tornou-se o representante legal de dois casais gays - as mulheres Kristin Perry e Sandy Stier, que criam
quatro filhos, e os homens Paul Katami e Jeffrey Zarrillo. Eles entraram com
uma ação numa corte federal contra o governo da Califórnia para derrubar a
Proposição 8. O caso ganhou projeção nacional com o nome de Perry versus Schwarzenegger
- curiosamente, o governador Arnold Schwarzenegger também é a favor do
casamento entre homossexuais. O juiz Vaughn Walker já
ouviu acusação e defesa e deverá anunciar sua sentença no mês que vem. A
expectativa de Olson é que o caso vá parar na Suprema Corte dentro de dois
anos. É evidente que tanto liberais quanto conservadores tentaram encontrar
justificativas para a decisão de Olson, que aparentemente estava jogando no
lixo todo o seu passado. Alguns de seus colegas republicanos achavam que só
poderia haver "perdão" pela suposta traição a seus princípios caso
Olson tivesse um HOMOSSEXUAL na família - ele não tem.
Outros, mais radicais, preferem nem tocar no assunto com o amigo. Do lado
democrata e dentro da comunidade gay, há até quem
ainda desconfie de sabotagem - Olson teria aceitado o caso para forçar uma
derrota em nível federal e enfraquecer a causa. Nada disso.Alguns republicanos
disseram que só um gay na família
poderia justificar a "traição" de Olson
Segundo o próprio Olson,
não há nenhuma incoerência entre suas convicções legais e o apoio aos gays. Como um conservador, ele diz defender sempre a
liberdade do indivíduo e o direito de não sofrer interferência do Estado em sua
vida privada. Proibir o casamento gay, portanto, seria
um desrespeito a ambos os princípios e a Proposição 8 uma medida
inconstitucional. "A Declaração de Independência americana diz que a vida,
a liberdade e a busca da felicidade são direitos inalienáveis. Que melhor forma
de realizar essa aspiração nacional senão aplicar os mesmos direitos a homens e
mulheres que se diferenciam dos outros somente por sua orientação
sexual?", diz Olson em um artigo à revista Newsweek. Para ganhar a
simpatia dos liberais, convidou o respeitado advogado David Boies, seu adversário
no caso Bush versus Gore e amigo na vida fora dos tribunais, a dividir a causa.
Boies aceitou o desafio.
Nesse mesmo texto, Olson
diz que até hoje nenhum de seus amigos, entre eles religiosos radicalmente
contra o casamento gay, conseguiu lhe
expor um argumento razoável para impedir que os homossexuais
tenham o mesmo direito de qualquer outro casal. Uns alegam que isso desvaloriza
o objetivo da procriação da espécie. Para Olson, o fato de permitir aos gays que se casem não desestimula a união entre heterossexuais
e seu provável interesse em ter filhos. Na visão dele, como a HOMOSSEXUALidade não é uma questão de opção, a proibição não
vai cumprir um papel de encorajar gays a ter relações
heterossexuais. Outro argumento de Olson diz respeito à "aberração"
legal criada pela Califórnia depois da Proposição 8, que dividiu os habitantes
do Estado em três categorias: héteros, que podem se casar livremente; gays que podem viver juntos em uma "união
doméstica", mas sem direito a casamento; e, por fim, gays
que se casaram antes da vitória do referendo e, agora, não podem partir para um
segundo matrimônio se quiserem o divórcio.
Dentro de casa, Olson tem o
apoio incondicional da advogada Lady Booth, sua quarta mulher - a anterior,
Barbara, morreu no avião sequestrado por terroristas que se espatifou no
Pentágono em 11 de setembro de 2001, dia do aniversário dele. Sua mãe, Yvonne,
ficou preocupada com a repercussão do caso, mas depois consentiu. O problema
mesmo será convencer um país em que apenas cinco dos 50 Estados já aprovaram o
casamento entre homossexuais. Amigos mais próximos de
Olson dizem que ele está empolgado com a causa como se fosse um iniciante e
teria dito que é a mais importante de sua carreira. Segundo Paul Katami, um dos
gays defendidos por ele, Olson lhe disse para
planejar o casamento com Jeffrey Zarrillo daqui a alguns anos. Vinda de um
advogado que participou de 56 processos diante da Suprema Corte e venceu 45,
essa promessa faz crer que o defensor de maior peso dos gays
americanos saiu justamente do ninho inimigo.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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ÉPOCA
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Um militar indicado para o
Superior Tribunal Militar diz que gays não conseguem
comandar tropas e reacende o debate sobre a HOMOSSEXUALidade
no Exército
"Não há
compatibilidade no cargo com esse tipo de comportamento. Tem sido provado que o
indivíduo não consegue comandar. A tropa não vai obedecer. Isso ficou provado
na Guerra do Vietnã. Não sou contra o indivíduo, cada um toma sua decisão.
Estou sendo sincero" RAYMUNDO CERQUEIRA FILHO,
general indicado para o
Superior Tribunal Militar, em resposta na sabatina do Senado sobre a presença
de homossexuais nas Forças ArmadasA declaração
foi dada com tamanha naturalidade que seu teor quase passou despercebido pelos
senadores. Na quarta-feira, durante uma sabatina na Comissão de Constituição e
Justiça do Senado, o general de exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho
afirmou que gays "não conseguem comandar"
nos meios militares. "A tropa fatalmente não vai obedecer. Isso foi
provado na Guerra do Vietnã", disse o general, ao ser questionado sobre a
presença de homossexuais nas Forças Armadas.
"Não é que eu seja contra o HOMOSSEXUAL, cada um
tem de viver a sua vida." Para Cerqueira Filho, as características da vida
militar "podem não se ajustar ao comportamento desse indivíduo (o gay)". Em seguida, Cerqueira Filho afirmou que o ideal
para o militar gay é não assumir sua HOMOSSEXUALidade. No jargão popular, esse tipo de
comportamento é conhecido como "ficar no armário".
Os 22 senadores presentes à
sessão da Comissão aprovaram por unanimidade Cerqueira Filho para uma vaga no
Superior Tribunal Militar (STM). Mais alta instância da Justiça Militar, o STM
é composto de 15 ministros vitalícios: dez militares e cinco civis, todos
indicados pelo presidente da República. A efetivação de Cerqueira Filho no
cargo depende agora do aval do Plenário."Ninguém (na Comissão de Constituição
e Justiça) rechaçou a afirmação nem votou contra o ataque aos direitos
humanos", escreve o colunista de ÉPOCA Fernando Abrucio (leia sua coluna).
"Alguém poderia tê-lo apoiado, gerado uma polêmica. Nada. Somente depois
de algumas horas, nossos representantes perceberam o que tinha ocorrido."
A presença de gays nas Forças Armadas é uma questão delicada no mundo
inteiro. Nos Estados Unidos, homens que se declaram gays no
alistamento não são convocados. Na campanha eleitoral, o presidente Barack
Obama prometeu mudar isso. Da história, pode-se sacar uma coleção de militares
que se rebelaram contra o preconceito na caserna. O primeiro levante de que se
tem notícia foi na Alemanha, no fim do século XIX. O Código Penal alemão
daquela época classificava a HOMOSSEXUALidade como
delito. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista mandou para os campos de
concentração 50 mil homossexuais, a fim
de "tratá-los". Estima-se que 7 mil tenham sido exterminados nos
campos.
No Brasil, a HOMOSSEXUALidade ainda é um tabu no Exército. Na história
das Forças Armadas, o primeiro casal a assumir publicamente a HOMOSSEXUALidade foram os sargentos e parceiros Fernando de
Alcântara Figueiredo e Laci Marinho de Araújo. O caso dos sargentos gays foi revelado por ÉPOCA, em 2008. Depois da revelação,
Fernando deixou o Exército e se tornou um ativista do movimento gay. Ao ouvir a sabatina do general Cerqueira Filho, ele
afirmou: "Trabalhei 15 anos nas Forças Armadas e nunca fui desrespeitado.
Isso mostra que ele desconhece a história. Alexandre, o Grande, era HOMOSSEXUAL e a tropa inteira lhe obedecia" (leia mais
na próxima página).
Se seu nome for aprovado, o
general Raymundo Cerqueira Filho terá de julgar causas delicadas, como
acusações de assédio sexual contra militares gays,
algo comum, porém tratado com sigilo pela corte militar. Carioca de 65 anos,
ele é dono de uma trajetória exemplar na caserna. De acordo com colegas
militares, é bem-educado, admirado, respeitado por sua capacidade e bem-visto
entre os oficiais. Graduado na Academia Militar das Agulhas Negras, Cerqueira
Filho iniciou sua trajetória como oficial do Exército em 1967. Chegou ao posto
de general em 1998. De seu currículo, constam vários postos de comando. Como
paraquedista, foi instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da
Escola de Comando e Estado- -Maior. Comandou a Força-Tarefa Santos Dumont,
tropa de pronto emprego para atuar em todo o território nacional. Fez parte de
uma equipe que, em 1976, estabeleceu o recorde mundial de salto livre em grande
altitude (10.000 metros), com o uso de máscara de oxigênio. Durante as
comemorações dos 500 Anos do Descobrimento, integrou a equipe de 588
paraquedistas, entre militares e civis, que estabeleceu o recorde mundial de
salto livre coletivo.
Assim que suas palavras
sobre os gays foram pronunciadas, começaram os
protestos. "Enquanto o governo federal fala em Brasil sem homofobia,
pessoas com esse tipo de posicionamento querem vaga no Superior Tribunal
Militar", diz Gilza Rodrigues, presidente do Grupo Arco- -Íris,
organização não governamental que defende os direitos dos homossexuais.
A Ordem dos Advogados do Brasil engrossou o coro de protestos dos ativistas gays e destacou o caráter "anticonstitucional" da
opinião do general ao distinguir os indivíduos por sua preferência sexual.
A ficha dos senadores
também começou a cair. Autor da pergunta que gerou a polêmica resposta, o
senador Demóstenes Torres (DEM-GO) diz que Cerqueira "foi sincero, mas
demonstrou preconceito e predisposição para condenar". O senador Eduardo
Suplicy (PT-SP) pediu a volta do general ao Senado para dar mais explicações.
Presente à sessão, a senadora Ideli Salvati (PT-SC) disse que "não estava
acompanhando atentamente as respostas". Ideli disse que, na hora dos
comentários, tratava ao celular da pauta do Plenário naquela tarde. Agora, ela
está preocupada. "Eu teria dificuldade de aprovar o nome de alguém para um
posto de julgador que já tenha explicitado preconceito em determinados
assuntos", afirmou
Não é difícil entender.
Muitas sabatinas no Senado para aprovar nomes indicados pela Presidência da
República para cargos-chave no Executivo e no Legislativo acontecem de forma
protocolar, sob o olhar atento de poucos interessados. Ora os senadores são
interrompidos por assessores, ora por telefonemas ou pelo próprio desinteresse.
Alguns comparecem apenas para votar e saem antes do fim da sessão.
Na mesma reunião, foi
aprovado o nome do almirante de esquadra Álvaro Luiz Pinto para compor o STM.
Sobre o tema, Pinto disse que não tem nada contra os gays
desde que "mantenham a dignidade da farda, do cargo, do trabalho que
executam". O ministro da Defesa, Nelson Jobim, minimizou as declarações.
Afirmou que elas "não influenciarão os debates internos do Ministério da
Defesa e não dizem respeito ao Superior Tribunal Militar". O atual
presidente do STM, o civil Carlos Alberto Marques Soares, não viu sinais de
homofobia na opinião do general, mas a manifestação de "uma voz corrente
nas Forças Armadas". "Praticar ato libidinoso no quartel pode
resultar em expulsão, seja o indivíduo HOMOSSEXUAL ou
heterossexual", afirmou.
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A prole do presidente da
África do Sul, Jacob Zuma, só aumenta. Zuma, da etnia zulu, reconheceu que é
pai de uma menina nascida em outubro de 2009. É seu 20º filho, mas o primeiro
reconhecido fora dos três casamentos que ele mantém (uma lei baseada nos
costumes permite a poligamia no país). O bebê é fruto de um relacionamento com
Sonono, filha de Irvin Khoza, presidente do comitê organizador da Copa do
Mundo. A revelação do jornal sul-africano Sunday Times reavivou as críticas ao
comportamento do presidente em um país em que o uso de PRESERVATIVOS
é restrito e há 5,7 milhões de pessoas com o vírus da AIDS.
Zuma, que já está noivo de outra mulher, não descarta fazer de Sonono sua
quinta esposa.
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08/FEVEREIRO/2010 |
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As pesquisas experimentais
são importantes para os avanços na medicina. Mas muitos estudos não são
aprovados e colocam a saúde em risco
Diagnosticada com um câncer
de colo uterino grave, a carioca Sandra Helena Brandão, 51 anos, viu sua
esperança definhar na mesma proporção em que piorava fisicamente. Ela só
começou a voltar quando Sandra recebeu a proposta de participar de uma pesquisa
clínica no Instituto Nacional de Câncer para avaliar os efeitos de uma droga
experimental. Durante um mês e meio, em 2008, ela tomou um comprimido diário de
uma substância que impede a multiplicação das células doentes - mas não deixou
de lado a quimioterapia e radio- terapia. "No começo, me senti uma
cobaia", lembra. A experiência valeu a pena: o câncer sumiu em seis meses.
"Foi o que salvou a minha vida." Assim como ela, milhares de
brasileiros se submetem a tratamentos experimentais - terapias médicas, como
remédios ou cirurgias, ainda em fase de comprovação científica. Portanto, sem
terem definidas sua segurança e eficácia para o uso
Sandra fez terapia
bem-sucedida contra o câncer
Mas isso significa que sua
utilização só seria permitida como parte de uma pesquisa formalmente submetida
à aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), instituição
vinculada ao Ministério da Saúde que regulamenta experimentos em humanos.
"O médico não poderia sequer tê-la desenvolvido sem fazer antes uma
pesquisa, com testes em animais, avaliações de segurança e proteção em
humanos", afirma Gyselle Tannous, coordenadora da Conep. "E nenhum
projeto de pesquisa mencionando a técnica nos foi apresentado." Áureo de
Paula defende que o procedimento é uma evolução de outro já regulamentado - o
que dispensaria a necessidade de regulamentação. Mas terá que explicar, na
Justiça, os 11 casos em que pacientes operados por ele teriam desenvolvido
complicações após a cirurgia. O episódio reforçou a necessidade de os pacientes
conhecerem o terreno onde irão pisar. "Antes de se submeter a um
procedimento, a pessoa deve perguntar ao médico se a técnica é
reconhecida", diz Edevard Araújo, do CFM. Dependendo do caso, vale a pena
consultar outro especialista. Um exemplo de terapia experimental considerada
perigosa é o tratamento com células- tronco oferecido na China a pacientes com
paralisia cerebral. "Não há documentação mostrando que é um procedimento
seguro, e as pessoas correm o risco de viver uma ilusão", alerta o médico
Décio Mion, do Hospital das Clínicas de São Paulo. No Brasil, as pesquisas com
seres humanos são regulamentadas pela Resolução 196 do Conselho Nacional de
Saúde. Drogas, produtos ou cirurgias devem ser testados primeiramente
ACERTO
Marília coordena estudos
sérios
"As pessoas só devem
aceitar participar de estudos previamente aprovados por esses comitês",
alerta a bióloga Greyce Lousana, presidente da Sociedade Brasileira de
Profissionais

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Adolescentes de 15 anos
estão sendo submetidos (embora não obrigados) a testes de HIV em
escolas públicas do Maranhão - isso sem conhecimento ou autorização dos pais.
São realizados nas próprias unidades de ensino e integram o gênero de exames
cujos resultados saem em 15 minutos - mais propícios a falso positivo. Cerca de
300 procedimentos desse tipo haviam sido feitos até a quinta-feira 4.
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ISTO É DINHEIRO
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Heni Ozi Cukier, professor
da ESPM e consultor da área de sustentabilidade
O chamado marketing de
causas sociais e os projetos sustentáveis já abocanham US$ 2,7 trilhões ou 11%
de tudo que é investido por ano nos Estados Unidos. Um quadro muito diferente
do Brasil, onde o terceiro setor caminha a passos lentos. Graças ao ranço de
assistencialismo embutido em boa parte dos projetos, de acordo com o brasileiro
Heni Ozi Cukier. Especialista em conflitos internacionais, ele atuou como
assessor na Organização das Nações Unidas (ONU), onde tomou gosto pelos temas
ligados à sustentabilidade. De volta ao Brasil, Cukier divide seu tempo entre a
Escola Superior de Propaganda e Marketing, onde dá aulas, e a Core Social Asset
Management, empresa criada para gerir projetos de sustentabilidade. Nesta
entrevista, ele discorre também sobre a atuação do Brasil no Haiti e os
desafios para que o País se torne um protagonista na cena global.
DINHEIRO - No início da
década pensou-se que as questões econômicas tomariam o lugar do debate político
ideológico. Por que isso não aconteceu na prática?
HENI OZI CUKIER - Isso até
pode vir a acontecer, mas não de uma forma tão estruturada. O crescimento e a
diversificação das trocas comerciais funcionam como uma forma de furar
barreiras políticas. Um bom exemplo é o trabalho desenvolvido pelas empresas
multinacionais. Elas operam em todos os países e têm um papel importante na
solução dos problemas globais, inclusive na área social. A Fundação Bill &
Melinda Gates, criada por Bill Gates, dono da Microsoft, está movimentando
recursos para erradicar doenças que afetam os países pobres, especialmente na
África. Gates dispõe de mecanismos mais efetivos que alguns países e organismos
internacionais.
DINHEIRO - Mas isso não
pode acabar colocando pessoas e países sob o manto do assistencialismo?
CUKIER - Essa crítica se
aplica ao que boa parte das ONGs vem fazendo até hoje, mas não para a fundação
criada por Gates. Ele integra o time de Capitalistas Filantropos, que inclui
ainda o bengalês Muhammad Yunus, criador do Grameen Bank. Ao contrário de
muitas ONGs, eles não dão o peixe, mas ensinam os pobres a pescar. E como Gates
não depende de recursos de governos ou de organismo internacional, sua fundação
goza de uma autonomia que outras entidades não têm.
"A Fundação Bill e
Melinda Gates é um exemplo de ONG eficiente"
DINHEIRO - No Brasil,
inúmeras ONGs atuam com educação e mesmo assim a qualidade do ensino continua
ruim. Onde elas estão errando?
CUKIER - Sabemos que muitas
ONGs não conseguem cumprir seu papel. E isso se deve, em muitos casos, à má
gestão ou à falta de eficiência. Existe muita ONG que foi concebida apenas para
gritar, não para gerar resultados práticos. Uma das exceções é a Fundação
Ayrton Senna, que faz um trabalho consistente e de longo prazo.
DINHEIRO - Pode-se dizer
que diversas ONGs estão vivendo da causa ou se transformaram em linha auxiliar
do governo?
CUKIER - Creio que a
maioria delas se enquadra nesse perfil. Muitas ONGs, especialmente no Brasil,
se tornaram instrumentos de corrupção de uma série de esquemas. E isso é
lamentável porque as ONGs têm um papel fundamental para ajudar a resolver os
problemas sociais do mundo.
DINHEIRO - E qual é a sua
avaliação do trabalho feito pelas empresas privadas que montam fundações e
institutos?
CUKIER - Muitas delas atuam
de forma bastante profissional. Mas, no geral, ainda há um grande problema de
mão de obra de qualidade para atuar na gestão, além da inexistência de
ferramentas que deem suporte para essas ONGs. O Brasil necessita de pessoas
capazes de conciliar a agenda social com as peculiaridades das empresas
privadas. Temos de seguir o exemplo dos EUA, onde existem diversos projetos
inovadores. Um deles é a água Ethos, da Starbucks, cuja parte da renda é
direcionada a ações sociais.
O Bono Vox foi outro que
criou uma grife, a marca Red, que é licenciada para empresas em troca de
doações para campanhas de combate à AIDS na África. São
exemplos efetivos de marketing relacionado à causa.
DINHEIRO - E o que falta
para que esse modelo seja adotado no Brasil?
CUKIER - Por aqui, os
dirigentes de empresas privadas temem ser criticados ao usar mecanismos desse
tipo.
DINHEIRO - E como mudar
isso?
CUKIER - Além da construção
de uma nova mentalidade, precisamos criar ferramentas que facilitem essa
transição. O consultor indiano Coimbatore Krishnarao Prahalad defende a tese de
que a erradicação da pobreza depende da expansão do mercado de consumo. Seu
foco são os quatro bilhões de pessoas que vivem com até US$ 2 por dia.
A Danone colocou isso em
prática ao investir em uma marca local de iogurte feita com vitaminas sob
medida para os indianos. As fábricas foram construídas em locais carentes e a
venda é feita por integrantes da própria comunidade. Isso ampliou a circulação
de riqueza, além de ter contribuído para a melhora na saúde das pessoas. Parte
do lucro com a venda é usada pela Danone para abrir novas unidades.
Responsabilidade social não é fazer caridade ou relações públicas, mas sim uma
plataforma de negócios.
DINHEIRO - Existem outros
exemplos?
CUKIER - A
Johnson&Johnson percebeu que o número de estudantes de enfermagem estava
caindo vertiginosamente nos EUA. Como ela atua na fabricação de produtos de
puericultura, decidiu criar um projeto incentivando, com bolsas de estudos,
quem quisesse seguir a carreira.
DINHEIRO - Mas isso não
significa comprar a simpatia das pessoas?
CUKIER - Nenhum desses
estudantes será obrigado a consumir ou indicar produtos da Johnson&Johnson.
É legítimo que as empresa zelem pela perpetuação dos mercados nos quais elas
atuam. Isso também vale para o Brasil. Mais que projetos sociais, as empresas
daqui precisam adotar políticas estratégicas alinhadas com seu negócio.
DINHEIRO - É nessa linha
que sua empresa, a Core Social Asset Management, pretende apostar?
CUKIER - Exatamente. Além
de consultoria e gestão de projetos, pretendo lançar iniciativas de marketing
ligadas à causa. A primeira delas, que será tocada em termos globais, será o
selo Stand Up Forest, criado para dar suporte a ações de preservação na
Amazônia. Tais como bancar a compra de terras para criação de reservas, o
fortalecimento de projetos locais de geração de renda e palestras de
conscientização. Isso será feito com a verba obtida com o licenciamento de
produtos da marca Stand Up Forest.
DINHEIRO - Mudando de
assunto, como o sr. avalia a atuação da ONU e da comunidade internacional no
Haitii?
CUKIER - Estamos diante de
uma questão muito delicada, pois se trata de um caso clássico de building state
(construção do Estado, em português) questão central no âmbito das relações
internacionais. No Haiti, isso assume um contorno mais dramático porque, além
dos graves problemas sociais e econômicos gerados pelo terremoto, o país está
institucionalmente falido.
DINHEIRO - E a disputa de
poder ajuda a agravar o quadro?
CUKIER - Na verdade, esse é
um problema crônico na trajetória da ONU. Os americanos foram criticados por
assumir o controle do aeroporto, mas eles eram os mais capacitados para
recuperar a operacionalidade daquele equipamento de forma rápida. A ONU sempre
foi refém de disputas políticas.
DINHEIRO - A atuação do
Brasil na região pode alterar o modo como somos avaliados pela comunidade
internacional?
CUKIER - Com certeza. Esse
é um dos poucos pilares capazes de cacifar o Brasil na briga por uma cadeira
como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Hoje, o Japão, a Índia
e a Alemanha também cobiçam o posto. Só que, ao contrário do Brasil, eles têm
argumentos mais sólidos para bancar suas candidaturas. O Japão é o maior
contribuinte da entidade, seguido pela Alemanha. A Índia, por sua vez, tem a
segunda maior população do planeta e um contingente militar enorme, que está
envolvido em uma série de ações pelo mundo afora. E qual o argumento do Brasil?
Só resta o bom trabalho que vem fazendo no Haiti.
"O Haiti é a chance de
o País se firmar no cenário global"
Soldados brasileiros nas
ruas de Porto Príncipe
DINHEIRO - Pelo lado
econômico, o Brasil avançou bastante. Isso pode ajudar de alguma maneira?
CUKIER - As questões
cruciais da política internacional global são decididas pela abordagem
geopolítica, pela estratégia militar ou pelo uso da força. As barganhas
políticas e diplomáticas são embasadas tendo a força dos exércitos como
retaguarda. A posição econômica ajuda a ganhar status internacional, mas, se
quisermos ser um grande jogador, temos de romper o histórico de nação pacífica.
DINHEIRO - E o Brasil
dispõe de quadros políticos e diplomáticos para operar neste cenário?
CUKIER - Ainda não
conseguimos construir um projeto estratégico neste sentido, com capacidade de
transcender os governos. Do ponto de vista militar também não temos uma
doutrina para embasar essa ambição. O Kissinger (Henry Kissinger, secretário de
Estado dos EUA na década de 1970) dizia que não existe diplomacia sem o porrete
por trás. Ou seja, sem poder de pressão e dissuasão, não seremos nunca uma
grande potência mundial.
DINHEIRO - O governo Lula
errou ao ser muito conciliador em questões envolvendo Bolívia, Equador e
Paraguai?
CUKIER - O governo está
cedendo demais. Falta maturidade aos brasileiros para entender que,
independentemente da ideologia do governante de plantão, é preciso privilegiar
o interesse da população. É assim que funciona em países grandes e pequenos. Se
o nosso governo não defender os brasileiros, quem o fará, a Argentina? É claro
que não.
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FOLHA DE NOTÍCIAS
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Nos últimos anos, Itumbiara passou a
privilegiar a informação, a valorização da auto-estima e o incentivo ao uso do
preservativo; além desse diferencial, tem abordado temas considerados tabus
para a sociedade. Neste ano, a campanha de carnaval é voltada para mulheres
jovens e jovens gays.
Confira abaixo as ações do
SAE/CTA - DST AIDS para o Carnaval:
Durante a semana, de 08 a 12 de fevereiro,
todos os ESF’s estarão realizando orientações à população nas salas de espera,
a cerca da prevenção de DST/AIDS e importância do uso de preservativos
- serão distribuídos durante esse período folders informativos e preservativos masculinos;
a No dia 12/02/2010
(sexta-feira a noite), nossa equipe acompanhará o tradicional Bloco das
Piranhas na caminhada do ambulatório de Furnas até o Clube - trabalhando na
conscientização dos participantes para a preservação de DST/AIDS e distribuindo preservativos e
folders aos participantes;
a No dia 13/02/2010
(sábado, no período da manhã), nossa equipe estará no posto da Polícia
Rodoviária Federal fazendo orientações aos foliões viajantes e realizando a
distribuição de preservativos.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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ZERO HORA – RS
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08/FEVEREIRO/2010 |
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A campanha publicitária de
prevenção à AIDS, que o governo federal prepara
para o Carnaval 2010, terá como foco principal mulheres de 13 a 19 anos e
jovens gays, de 13 a 24 anos. Segundo pesquisa que
acaba de ser divulgada pelo Ministério da Saúde, esses são os dois grupos mais
vulneráveis ao contágio pelo vírus HIV. Com o slogan “CAMISINHA. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre”, O
material é direcionado para quem tem relação sexual estável ou casual.
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FAX AJU
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Diante da necessidade de
conscientizar a população para a necessidade do uso da CAMISINHA
e chamar atenção para os riscos do sexo sem proteção, a Secretaria Municipal de
Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de DST/AIDS e Hepatites Virais,
monta em eventos de grande porte a estrutura conhecida como ‘Ponto da
Prevenção´. No Projeto Verão 2010 não foi diferente. Durante os quatro dias de
festa, foram distribuídos cerca de 25 mil CAMISINHAs.
De acordo com técnico do
Programa de DST/AIDS,
Andrey Lemos, a presença do serviço em dias de festa é fundamental. Tem gente
que compra preservativos no supermercado, farmácia ou os
adquire nas Unidades de Saúde da Família da capital. O problema é quando as
pessoas esquecem eles
Ainda segundo Andrey Lemos,
infelizmente, grande parte dos adolescentes ainda sente vergonha de pegar CAMISINHA. Vem sempre um representante do grupo pegar o PRESERVATIVO e depois distribui entre os amigos. A vergonha
é uma questão que precisa ser trabalhada. Mesmo assim, percebemos que muitos
jovens sabem da importância do PRESERVATIVO sexual,
comenta.
A estudante de enfermagem
Maria Isabel Resende elogiou a presença do Ponto da Prevenção no Projeto Verão
2010. Eu adorei a idéia. Muito boa mesmo! Em um ambiente de festa, onde muita
gente acaba esquecendo do perigo do sexo sem CAMISINHA,
essa é uma forma de reforçar o cuidado, diz.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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AGORA – MS
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A Secretaria Estadual da
Saúde promoveu na tarde de sábado, 6, na praia do Cassino, a ação Viva o Verão
com Mais Saúde, com distribuição de folderes informativos, brindes e preservativos. A ação contou com a participação de cinco
integrantes do Programa Verão Legal RS 2010, que entregaram aos turistas o
folder com informações e dicas sobre saúde. No material, são abordados temas
como: DST/AIDS, saúde bucal,
mental e da família, câncer de mama, doença falciforme, alimentação e nutrição,
dicas para crianças e adolescentes. Além disso, os veranistas foram
presenteados com uma garrafinha plástica para água e receberam preservativos e folderes sobre a gripe A e Hepatites virais.
A Secretaria repetiu a ação
no domingo, 7, próximo à guarita central dos salva-vidas, no Cassino, e
participará de eventos promovidos pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), como
a Blitz do Lixo na Praia, no próximo dia 10; o passeio ciclístico, no dia 11 de
fevereiro, às 20h, e a atividade de Carnaval, no dia 12 de fevereiro, às 16h.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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CRUZEIRO DO SUL – SP
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Regina Helena Santos -
Redação Cruzeiro do Sul
As instituições e programas
que atuam no combate à transmissão do vírus HIV em
Sorocaba disponibilizarão aos foliões, durante o Carnaval e nos dias que
antecedem a festa, mais de 90 mil preservativos
masculinos. Só a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal
de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS), tem estoque para distribuir 70 mil unidades (40 mil
fornecidas pelo Programa Estadual de DST/AIDS e o restante comprado pelo município) nos bailes e nas
ruas, durante o desfile das escolas de samba e dos blocos, nos Centros de Saúde
dos bairros e nas unidades de Pronto Atendimento (PAs). Soma-se a esta
iniciativa o trabalho do Grupo de Educação à Prevenção a AIDS em
Sorocaba (Gepaso), que numa ação conjunta com 22 empresas e indústrias fará
chegar, até a próxima sexta-feira, cerca de 20 mil unidades às mãos dos
trabalhadores, grande parte conseguida diretamente do Ministério da Saúde (MS).
As ações e campanhas de
prevenção do Carnaval deste ano terão como foco, por orientação do MS, mulheres
de 13 a 19 anos e jovens homens homossexuais de 13 a
24 anos já que, segundo pesquisa do órgão, o número de casos de AIDS vem aumentando entre este público. “A faixa etária foi
escolhida por ser sexualmente ativa e porque os jovens se envolvem cada vez
mais nos eventos do Carnaval, especialmente os de rua, tão comuns em Sorocaba”,
comentou Maria Tereza Morales Dib, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS. Na opinião de
Maria Lucila Magno, presidente do Gepaso, é impossível deixar de realizar
campanhas de grande porte para o combate à AIDS durante o
Carnaval. “O trabalho continua durante todo o ano, mas nessa época, o feriado
prolongado, a folia e muita bebida fazem com que as pessoas deixem de usar o
preservativo. Vamos nos divertir, mas também refletir para que o Carnaval não
saia caro. Doa a quem doer, até hoje a CAMISINHA é o único
meio de prevenção à transmissão do HIV e muita gente
ainda continua morrendo de AIDS”, comentou.
Trabalho específico
Há quatro anos, o Gepaso
optou por realizar um trabalho específico com a iniciativa privada, que une
palestras informativas e distribuição de CAMISINHAs, às
vésperas do Carnaval, em empresas. “Fazemos palestras até de madrugada, no meio
da produção”, contou Lucila.
A ideia é apoiar as ações
realizadas pelo Programa Municipal nas ruas. “Se eles não fizessem como a gente
acha que está certo, nós mesmos faríamos. Mas não faz sentido um trabalho
paralelo.”.Para o próximo ano, entretanto, a instituição já pensa em mais uma
vez voltar às ruas no Carnaval. “Há 20 anos colocamos os preservativos
nas mãos da população. Era necessário que as pessoas conhecessem e fomos muito
criticados. Hoje todo mundo já sabe o que é e para que serve, mas as campanhas
não podem parar. Basta ver o exemplo de doenças como Tuberculose e Hanseníase,
tão antigas, mas que existem até hoje”. Lucila reitera que, quando se fala da
utilização de preservativos nas relações sexuais, o
assunto não é somente a AIDS. “Os dados
comprovam o quanto os índices de natalidade aumentam nove meses depois do
Carnaval”, falou, referindo-se a gestações não planejadas.
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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO |
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CRUZEIRO DO SUL - SP
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Cruzeiro On Line
AUDIÊNCIA DISCUTE FECHAMENTO
DA MATERNIDADE DA SANTA CASA - Uma audiência pública para discutir sobre o
fechamento da maternidade e da Unidade de Terapia Intensiva de Neonatologia
(UTI-Neonatal) da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, será realizada nesta
segunda-feira, às 19h na Câmara Municipal. Além da situação na Santa Casa, a
audiência vai discutir também as políticas públicas de saúde para o setor na
cidade. Procurado, o provedor da Santa Casa José Antonio Fasiaben disse que
estará na audiência pronto para responder as questões.
REDE MUNICIPAL COMEÇA ANO
LETIVO COM 47 MIL ESTUDANTES - Mais de 47 mil estudantes matriculados em 110
unidades da rede municipal de ensino começam nesta segunda-feira as atividades
do ano letivo de 2010. Em apenas duas escolas o início das aulas foi adiado em
razão de atrasos nas obras de manutenção realizadas durante as férias. Na
escola municipal “Benedito José Nunes”, no Parque Esmeralda, que sofreu um
incêndio em janeiro, as atividades recomeçam nesta quarta-feira, dia 10. Já os
alunos da escola municipal “Maria Domingas Tótora de Góes”, na Vila Leopoldina,
retornam somente depois do Carnaval, em 18 de fevereiro, já que as chuvas que
atingiram a cidade nas últimas semanas atrapalharam a finalização das obras de
reforma e pintura. As aulas da rede estadual também serão iniciadas nesta data.
PREÇO DA GASOLINA DEVE
DIMINUIR - A diminuição de R$ 0,23 para R$ 0,15 em imposto por litro de
gasolina começou a vigorar na sexta-feira. No entanto, segundo o presidente
regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de
Sorocaba e Região (Sincopetro), Jorge Marques, a medida levará uma semana,
aproximadamente, para apresentar efeitos e baratear a gasolina. A redução
tributária incide sobre a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide) e é uma tentativa de evitar que o combustível derivado do petróleo fique
mais caro por conta da redução de 25% para 20% da mistura de etanol anidro à
gasolina.
BANCO DO POVO EMPRESTA R$
71 MIL SOMENTE EM JANEIRO - O Banco do Povo de Sorocaba fechou 21 contratos de
empréstimos durante o mês de janeiro, número considerado importante pela
Secretaria de Relações do Trabalho (Sert), coordenadora desse projeto. De
acordo com o titular da Pasta, Luís Alberto Firmino, a procura pela instituição
tem sido cada vez mais frequente, demonstrando que “os empreendedores continuam
crescendo na cidade”.
AGORA É A FALTA DE ÁGUA -
Calor e aumento do consumo são os fatores apontados pelos técnicos do Saae para
explicar a falta de água em algumas ruas do Parque São Bento. No último fim de
semana, a solução era procurar um pouco de água usando baldes - na casa de
parentes ou conhecidos de outras localidades. Na versão de alguns moradores,
entretanto, o problema não é recente.
CRUZEIRÃO SEGUE COM MAIS 14
JOGOS; ATÉ QUINTA SERÃO 31 - Será aberta a segunda semana de jogos do 51.º
Torneio Aberto de Futsal Jornal Cruzeiro do Sul, o Cruzeirão 2010. Até
quinta-feira, serão 31 partidas, todas válidas pela categoria principal.
GALO DEVE ANUNCIAR MAIS
REFORÇOS - O Atlético Sorocaba pode anunciar nesta segunda-feira a contratação
de dois jogadores: um lateral-esquerdo e um zagueiro. Se confirmados, eles
elevarão a 14 o número de reforços do time em meio à disputa do Campeonato
Paulista da Série A2.
VOTORATY FOCA A COPA DO
BRASIL - Quando entrar no gramado do estádio Domenico Paolo Metidieri, na
próxima quarta-feira, para enfrentar o Treze (PB), o Votoraty estará dando
início à sua primeira participação num campeonato nacional. Às 16h, o time
estreia na Copa do Brasil, torneio que conquistou o direito de disputar por ter
sido campeão da Copa Paulista no ano passado. O jogo é considerado tão
importante pela diretoria e comissão técnica do clube que o treinador Fernando
Diniz levou um time reserva para enfrentar o Rio Preto no último sábado, na
casa do adversário.
APÓS 4.ª VITÓRIA, ELENCO DO
SÃO BENTO GANHA FOLGA PROLONGADA - Os jogadores do São Bento ganharam dois dias
de folga após a vitória sobre o Noroeste. O elenco se reapresenta na
terça-feira pela manhã no CIC e inicia os trabalhos visando a partida do
próximo sábado, às 19h30, contra o Marília, em Sorocaba.
TRIO ROUBA LOJA E É PEGO EM
VOTORANTIM - Três acusados de roubar uma loja de toldos na rua Bento
Mascarenhas Jequitinhonha fugiram da polícia e foram seguidos até Votorantim.
Ângelo Benetti Filho, 28 anos, e dois adolescentes de 16 e 17 anos tentaram
escapar no Palio azul (placa CKL-9919 de Votorantim). O roubo à loja aconteceu
por volta das 16h de sexta-feira. Levaram R$ 500,00 e um telefone celular.
ASSALTANTE TENTA ROUBAR
POLICIAL MILITAR E LEVA TIRO - Um assaltante se deu mal ao tentar roubar um
policial militar no Parque Campolim, no início da madrugada de domingo.
Anderson Samuel Santos Batista de Almeida, conhecido como “Neguinho”, 18 anos,
foi baleado no peito e está internado no Hospital Regional, sob vigilância. Ele
não corre risco de morte e assim que estiver melhor, irá para o Centro de
Detenção Provisória (CDP).
LEITORES COLABORAM COM A
CAMPANHA DE AJUDA AO HAITI - No segundo fim de semana da campanha humanitária
“O Haiti precisa de sua ajuda”, muitos leitores do Jornal Cruzeiro do Sul
adquiriram seus exemplares nas 250 bancas de Sorocaba e região e colaboraram
com a iniciativa. O objetivo é encaminhar parte da renda obtida com a venda avulsa
do periódico, durante cinco domingos, para organismos internacionais
reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), para ajuda ao país que
foi devastado por terremotos no último dia 12 de janeiro.
COMBATE À AIDS EM SOROCABA - As instituições e programas que atuam no
combate à transmissão do vírus HIV em Sorocaba
disponibilizarão aos foliões, durante o Carnaval e nos dias que antecedem a
festa, mais de 90 mil preservativos
masculinos. Só a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal
de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS), tem estoque para distribuir 70 mil unidades (40 mil
fornecidas pelo Programa Estadual de DST/AIDS e o restante comprado pelo município) nos bailes e nas
ruas, durante o desfile das escolas de samba e dos blocos, nos Centros de Saúde
dos bairros e nas unidades de Pronto Atendimento (PAs). Soma-se a esta
iniciativa o trabalho do Grupo de Educação à Prevenção a AIDS em
Sorocaba (Gepaso), que numa ação conjunta com 22 empresas e indústrias fará
chegar, até a próxima sexta-feira, cerca de 20 mil unidades às mãos dos
trabalhadores, grande parte conseguida diretamente do Ministério da Saúde (MS).
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CORREIO DE UBERLÂNCIA – MG
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08/FEVEREIRO/2010 |
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Mais de 200 mil preservativos serão distribuídos gratuitamente
Renata Tavares
Repórter
Jornal Correio de
Uberlândia
Atualizada: 07/02/2010 - 20h41min
Mais de 200 mil preservativos serão distribuídos gratuitamente por
profissionais de saúde e voluntários de Uberlândia durante toda a semana e
também nos dias de carnaval. A campanha, que recebe o nome de “Carnaval 2010
sem AIDS”, acontece há mais de dez anos e
percorrerá - a partir de hoje - terminais de ônibus, boates (casas de
encontro), supermercados, bares, terminal rodoviário e também o aeroporto.
Durante os dias de
carnaval, que começa na sexta-feira (12) e termina na terça-feira (16), também,
haverá distribuição gratuita. Ela será feita pelos profissionais de saúde que
estarão nas ambulâncias na avenida Monsenhor Eduardo, onde é realizado o
desfile de Escolas de Samba em Uberlândia.
Em 2009, conforme a
coordenadora do Ambulatório Herbert de Souza (responsável pela campanha),
Cláudia Spirandelli, foram distribuídos cerca de 150 mil preservativos.
Para alcançar um público maior neste ano, foi realizada parceria com o Serviço
Social do Comércio (Sesc) e voluntários das ONGs Shama e Rede Nacional de
Pessoas Vivendo com HIV/AIDS. Segundo Cláudia, mais pontos serão visitados. “Todos
os anos pretendemos aumentar a quantidade de pessoas atendidas. Neste
aumentamos o número de locais visitados para surtir efeito maior”, disse.
Conscientização
O objetivo da campanha,
conforme Cláudia, é conscientizar a população de que é preciso se prevenir das
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). “Nesta época,
as pessoas costumam viajar para outras cidades e exagerar na bebida alcoólica e
acabam conhecendo outras pessoas. É importante que ele tenha sempre em mãos o PRESERVATIVO para não correr riscos de adquirir algum tipo
de doença”, disse.
Mais de 10 mil pessoas
possuem o HIV
Em Uberlândia, segundo a
coordenadora do Ambulatório Hebert de Souza, Cláudia Spirandelli, os casos de HIV – em que as pessoas têm o vírus, mas não desenvolveram a
doença e não são necessários tratamentos por meio de coquetéis - ultrapassam os
dez mil. “A maioria não sabe que está infectada, por isso é preciso se prevenir
e usar o preservativo”, disse.
De acordo com Cláudia, na
cidade há mais de 2 mil pessoas com AIDS. “Nestes casos,
a pessoa já toma coquetel e está
A coordenadora ressalta
que, para evitar novos casos, campanhas de conscientização são fundamentais.
Para fazer gratuitamente o exame para identificar a doença, segundo Cláudia,
basta ir ao Ambulatório, que fica na rua Avelino Jorge do Nascimento, 15,
bairro Roosevelt. “Antes, a pessoa passa por uma avaliação para saber o risco
de estar infectada e também para prepará-la, caso o resultado seja positivo”,
disse.
Locais a serem visitados
durante a campanha
8/2 – Terminais Umuarama e
Santa Luzia
9/2 – Terminal Planalto
(tarde) e Boates (noite)
10/2 – Carrefour (tarde) e
bares av. Rondon Pacheco (noite)
11/2 – Praça Clarimundo
Carneiro – Noite dos Antigos Carnavais
12/2 – Aeroporto e Terminal
Rodoviário
13/2 – Avenida Monsenhor
Eduardo
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ÚLTIMO SEGUNDO
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08/FEVEREIRO/2010 |
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06/02 - 17:56 - Agência
Brasil
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ConoscoRio de Janeiro - A grande incidência de AIDS
entre adolescentes motivou o Ministério da Saúde a realizar a distribuição de CAMISINHAs diretamente nas escolas.
Para facilitar o acesso ao
jovem, que muitas vezes fica constrangido de pedir preservativos
aos adultos, estão sendo testadas máquinas que disponibilizam o produto
automaticamente.
AIDS
entre jovens atinge principalmente mulheres e homossexuais,
segundo Ministério da Saúde
“Nós estamos implantando
máquinas de preservativos automáticas, para que os
alunos possam retirar gratuitamente as CAMISINHAs. A escola
é um espaço importante e nós temos uma política há muito tempo de direitos
sexuais reprodutivos, e a distribuição dos preservativos faz
parte desta estratégia”, explicou Temporão.
Segundo a diretora do
Programa de DST/AIDS do
Ministério da Saúde, Mariangela Simão, as CAMISINHAs já são
distribuídas em 19 mil escolas. Já as máquinas ainda estão em fase de teste, em
municípios dos estados da Paraíba e de Santa Catarina, para aprimorar o
equipamento, que deve ser implantado em todo o país em maior escala ainda este
ano.
“O adolescente tem
dificuldade de ir a um centro de saúde para pedir CAMISINHA,
pois [para ele] é uma situação constrangedora. Então o importante é aumentar
oportunidades do adolescente ter acesso à prevenção. Porque 45% deles que não
usaram o