Clipping do Departamento de  DST/AIDS

 

 

Para visualizar as reportagens com imagens, clique http://www.AIDS.gov.br/imprensa

 

FOLHA DE S. PAULO

Carnaval consciente (Sexo & Saúde)

LIBERADO: Cidade oferece cabines para injeção segura de drogas

O ESTADO DE S. PAULO

A homofobia do general (Fórum dos Leitores)

Suplicy e indicações para o STM (Fórum dos Leitores)

O HOMOSSEXUAL nas forças armadas (Fórum dos Leitores)

Homossexuais e o exército (Fórum dos Leitores)

Gays no exército (Fórum dos Leitores)

JORNAL DO BRASIL

Gays (Outras páginas)

VALOR ECONÔMICO

Crise da Toyota ressalta limites do sistema japonês

CORREIO BRAZILIENSE

Da ferveção à míngua

Cai número de abortos legais

Os gays e o STM (Editorial)

JORNAL DE BRASÍLIA

Mundo unido contra a AIDS (07/02/2010)

Gays nas Forças Armadas (Artigo)

ÉPOCA

Um conservador amigo dos gays

O general e o armário

Zuma, papai pela 20ª vez  (Primeiro Plano)

ISTO É

Quando a esperança pode virar armadilha

"Alunos fazem teste de HIV sem conhecimento dos pais"  (A Semana)

ISTO É DINHEIRO

"Muitas ONGs são corruptas"

FOLHA DE NOTÍCIAS

DST/AIDS realiza campanha no carnaval

ZERO HORA – RS

Lançada campanha antiAIDS para jovens

FAX AJU

Prevenção distribui 25 mil preservativos

AGORA – MS

Secretaria da Saúde promove ação na praia

CRUZEIRO DO SUL – SP

90 mil preservativos serão distribuídos

CRUZEIRO DO SUL - SP

Confira os destaques desta 2ªf da edição impressa do Cruzeiro

CORREIO DE UBERLÂNCIA – MG

Começa hoje campanha educativa contra DST

ÚLTIMO SEGUNDO

Ministério da Saúde defende distribuição de CAMISINHAs nas escolas

DESTAK JORNAL

Presidente polígamo pede desculpa por filha ilegítima

AGÊNCIA AMAZÔNIA

Amazônia concentra 99,9% da malária no Brasil

REDE BOM DIA

Coas interromperá parte dos atendimentos nesta terça-feira

SRZD

Ministério da Saúde aponta aumento da AIDS entre jovens gays e garotas

DIÁRTIO DO GRANDE ABC

Preciosa ainda acredita

ESTRELAN DO

Prevenção: Paloma Bernardi participa de campanha

G1.COM

Presidente da África do Sul tem filho fora de seus três casamentos e gera polêmica

TRIBUNA DO INTERIOR

Casos de AIDS caem na região

JORNAL DE SANTA CATARINA - SC

Campanha anti-AIDS terá foco nos jovens

DIÁRIO D O PARÁ – PA

Pará já prepara vacinação contra gripe A

OLHAR DIRETO

Discriminalização das drogas em Portugal fez consumo cair

O DIA ONLINE - RJ

Música sobre sexo vence Concurso de Marchinhas da Fundição

AGÊNCIA AIDS

Jovens apoiam campanha de carnaval do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais

Nova formulação de remédio contra o HIV pode facilitar adesão de crianças e idosos, destaca Pesquisa Online - Fapesp

Danuza Leão critica criação de primeira escola gay no País em artigo na Folha de S.Paulo

Ministério da Saúde defende distribuição de CAMISINHAs nas escolas

Imprensa destaca lançamento de campanha de carnaval focada em jovens gays e meninas de 13 a 19 anos

 

 

   

 


 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

FOLHA DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

FOLHA TEEN

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Carnaval consciente (Sexo & Saúde) 

 

 

Na próxima sexta-feira o pessoal começa a se animar e entrar em ritmo de Carnaval. Sai ano, entra ano e a gente reforça aqui na coluna a importância do cuidado nessa época. Não que as pessoas devam se cuidar apenas no Carnaval, mas parece que a festa suscita em muita gente a ideia de mais diversão, de mais ousadia e, infelizmente, de menos responsabilidade.

Talvez em parte pelo espírito da festa, talvez pelo efeito "liberador" do excesso de álcool ou do uso de outras substâncias, o que se vê por aí é muita gente com uma tremenda ressaca moral e muita apreensão na Quarta-feira de Cinzas -tanto pelo que fez, como pelo que deixou de fazer. Porres homéricos, "ficadas" infelizes e abandono da CAMISINHA são alguns dos itens dessa lista.

 

Mas será que precisa mesmo ser assim? É claro que não! Dá para brincar e se divertir muito sem abrir mão de um mínimo de autocontrole. Evitar excessos, saber a hora de parar, pedir ajuda de quem está mais sóbrio e jamais abrir mão do PRESERVATIVO são dicas básicas.

 

A gente recebe e-mails todos os dias de gente contando os riscos que correu e com medo do que pode ter acontecido em consequência de um descuido. Que tal sair de casa com CAMISINHA no bolso e a certeza de que você é que tem de se cuidar, sem depender da atitude ou do bom senso do outro?

 

Lembre-se: apesar de serem os mais bem-informados sobre proteção, são os jovens que -muitas vezes por inexperiência, por pressão do outro, por idealização de um namoro ou por inocente crença no comportamento do parceiro ou da parceira- acabam vacilando e se expondo a riscos. Não vale a pena, pessoal!

 

Para quem quiser colaborar com a conscientização da galera, o grupo Pela Vidda, que atua há mais de 20 anos na luta contra a AIDS, está recrutando voluntários para distribuir PRESERVATIVOS na sexta-feira, 12 de fevereiro, véspera do Carnaval, no Terminal Rodoviário do Tietê. Serão distribuídas 60 mil CAMISINHAs e, ainda, material educativo na intervenção "Viaje Bem com CAMISINHA".

 

A atividade acontece das 14 às 20 horas. Informações pelo telefone 0/xx/11/3258-7729 ou por e-mail: gpvsp@uol.com.br. Valeu? Feliz Carnaval!

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

FOLHA DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

ESPORTE

 

08/FEVEREIRO/2010

 

LIBERADO: Cidade oferece cabines para injeção segura de drogas 

 

 

Downtown Eastside tem o mais movimentado centro de injeção segura de drogas do mundo, com cerca de 500 injeções supervisionadas ao dia. Chamado de Insite, o serviço é financiado pelo governo provincial da região de Vancouver para atender aos viciados. Eles se injetam em 12 cabines que têm espelhos nas paredes, de modo que enfermeiros instalados em uma plataforma elevada possam observá-los. O Insite opera há seis anos sob isenção das leis de saúde canadenses -o governo federal, sem êxito, já tentou fechar o centro.

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O ESTADO DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

NOTAS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

A homofobia do general (Fórum dos Leitores) 

 

 

A homofobia do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho nos fez enxergar que ainda há uma parcela míope em nossa sociedade, onde o preconceito se mexe como um caleidoscópio - ora explícito e amargo como uma suástica, ora adocicado, incutido sutilmente nas piadas de duplo sentido, bem aceito, mas jamais contestado.

Disfarçado ou não, está lá o preconceito movendo com sarcasmo a mão da injustiça, apoiado unicamente nas aparências e empatias.

 

A declaração preconceituosa do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho chega a ser bizarra, vexatória, indigna para um País que visa a chegar ao desenvolvimento de Primeiro Mundo com civilidade igualitária, democracia e dignidade.

 

É imperativo que a educação brasileira acelere o passo para promover, com tenaz eficiência, a diversidade, a tolerância e o respeito a todos os cidadãos em nosso país.

 

 

José Maria Cancelliero, presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) rank@uol.com.br

 

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O ESTADO DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

NOTAS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Suplicy e indicações para o STM (Fórum dos Leitores) 

 

 

 

O senador Suplicy, sempre ávido por um holofote, entendeu de enxergar como "ofensivas aos homossexuais" as declarações prestadas pelos oficiais-generais indicados para o STM.

Ao contrário do senador, que certamente é portador de CDI (Certificado de Dispensa de Incorporação) e, portanto, sem qualquer vivência no meio militar, os indicados têm larga experiência em comando, e falam do alto da experiência que o tempo de caserna lhes propiciou, sem qualquer viés discriminatório.

 

A missão de comandar é árdua, e a resposta positiva da tropa está diretamente ligada às atitudes de quem exerce o comando.

 

Quanto ao ex-sargento Fernando, que também aproveitou a deixa para aparecer, cumpre lembrar que sua prisão não foi em razão da opção sexual, mas sim por deserção, crime militar que pode ser praticado por qualquer integrante de Força Armada, independentemente de ser homo ou heterossexual.

 

 

Antonio Haroldo Machado machado08@oi.com.br

 

São Lourenço (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O ESTADO DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

NOTAS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

O HOMOSSEXUAL nas forças armadas (Fórum dos Leitores) 

 

 

A declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas, constitui sua opinião pessoal ou, no máximo, do segmento militar a que pertence. Sua postura deve ser respeitada e merece uma reflexão profunda. Mas há que se levar em consideração a inexistência de leis e regulamentos que impeçam o HOMOSSEXUAL de ingressar às Forças Armadas,

Magistratura, Ministério Público ou a em qualquer outra instituição ou segmento socialmente constituído. Esse indivíduo tem o direito de receber tratamento idêntico ao dispensado aos outros candidatos e, em contrapartida, leva a obrigação de apresentar o mesmo desempenho, ética e comportamento dos demais. Sem qualquer discriminação, nem favorecimento.

 

No passado as mulheres, os pobres, os índios e os analfabetos eram impedidos de votar e ser votados. A evolução conduziu todos para o processo eleitoral. O fenômeno é mundial. Dezenas de países já não discriminam a diversidade sexual em seus exércitos e forças policiais, outros discutem a

 

distensão e a sociedade evolui.

 

Não se pode ignorar que, pela própria competitividade do mercado, todos os empregos e ocupações exigem, além da vocação dos candidatos, uma bateria de exaustivos testes psicológicos e de aptidão. Toda vez que um HOMOSSEXUAL passar pelos mesmas provas que os demais candidatos e obtiver aprovação nas Forças Armadas, no serviço público ou nas corporações privadas, não há porque recusá-lo.

 

Até porque, no emprego, ele irá apenas exercer uma tarefa predeterminada e, homo ou heterossexual, jamais terá o sexo como dever de ofício....

 

 

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

 

aspomilpm@terra.com.br

 

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O ESTADO DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

NOTAS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Homossexuais e o exército (Fórum dos Leitores) 

 

 

 

Entendo que todos quantos enxergaram nas declarações do general Cerqueira algum preconceito são ou curtos de idéia, como o senador que pediu seu retorno à CPI, ou hipócritas, dissimulados. Todos sabemos, e é preciso que se diga, que os homossexuais, seja por opção ou por compulsão, na medida em que tal HOMOSSEXUALidade se estabelece, vão deixando de ser integralmente homens e nunca chegarão a ser integralmente mulheres. Muito embora nem por isso deixem de poder ter um posição respeitável e digna dentro de nossa sociedade, não apresentam os requisitos necessários para ser soldados e enfrentarem as situações perigosas e imprevisíveis dessa profissão, seja como policial militar, seja como soldado do Exército. Estarei errado? Caso haja dúvidas, ela somente poderá ser tirada através da medicina, por meio de um acurado exame clínico e psicológico, para verificar a influência de eventual ingestão de hormônios, possíveis debilidades no poder da vontade individual, com fraqueza frente a situações de risco, etc., etc.

 

Ruy Rodrigues Nolf ruynolf@yahoo.com.br

 

Santa Branca

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

O ESTADO DE S. PAULO

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Dia / Mês/Ano:

NOTAS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Gays no exército (Fórum dos Leitores) 

 

 

Com todo o respeito pelas opções sexuais de quem quer que seja, eu acho que GAY não tem nada a ver com Exército.

Se o GAY gosta de homem e no Exército temos milhares, podemos deduzir o que vai acontecer.

 

Sem essa de liberar geral. Por essas e por outras é que temos tanta bandalheira e corrupção no País.

 

Cada macaco no seu galho é a melhor definição de posições hierárquias. Outros exércitos mais evoluídos no mundo também optaram por essa idéia.

 

Tudo no papel e na TV é belo, inclusive os cenários.

 

Portanto, o general que falou no Senado falou, disse e assino embaixo.

 

 

Antonio Jose G. Marques

 

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

JORNAL DO BRASIL

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Dia / Mês/Ano:

PAÍS

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Gays (Outras páginas) 

 

Época destaca, com "O corpo biônico", as novas tecnologias capazes de substituir braços, pernas, olhos etc., e o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho em polêmica com os gays. Indicado para o Supremo Tribunal Militar, Cerqueira diz que eles não conseguem comandar tropas. "Isso ficou provado na Guerra do Vietnã. Não sou contra o indivíduo. Estou sendo sincero", disse. Época lembra exércitos comandados por homossexuais, como Alexandre, o Grande.

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

VALOR ECONÔMICO

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Pág.

Dia / Mês/Ano:

THE WALL STREET JOURNAL

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Crise da Toyota ressalta limites do sistema japonês 

 

 

 

Jeff Kingston, Especial para The Wall Street Journal

 

Há um provérbio no Japão que diz: "Se algo está fedendo, bote uma tampa". Pelo jeito, parece que essa foi a abordagem da Toyota para sua crise de segurança. Primeiro ela negou e minimizou os problemas com freios que não freiam e aceleradores que fazem o que bem entendem. O presidente Akio Toyoda, neto do fundador, passou duas semanas sem dar as caras e a empresa não pareceu muito transparente em relação a problemas de segurança importantes, arriscando-se a perder a confiança de clientes no mundo inteiro.

 

 

A crise tem sido um pesadelo de relações públicas para a Toyota, cuja marca era sinônimo de qualidade e confiabilidade. Gestões de crise não podem ser piores que esta e o custo do problema até agora - os US$ 2 bilhões iniciais do recall e a perda de 17% do valor de mercado desde 21 de janeiro, quando foi anunciado o recall do pedal do acelerador - é só a primeira prestação do custo final. O recall provavelmente vai se expandir para os carros produzidos no Japão. Vários processos têm surgido e cresce a expectativa de indenizações custosas. E ainda por cima há as fábricas ociosas e as concessionárias vazias.

 

 

Não surpreende que a reação da Toyota tenha sido inepta e procrastinada, porque administração de crises é algo extremamente subdesenvolvido no Japão. Nas últimas duas décadas, não consigo lembrar de nenhum momento em que uma empresa japonesa tenha conseguido administrar bem uma crise. O padrão já é conhecido demais e geralmente envolve resposta inicial lenta, minimização do problema, lentidão para retirar o produto do mercado, falta de comunicação com o público e pouquíssima compaixão pelos consumidores afetados por seus produtos. Seja com televisões que explodem, eletrodomésticos incendiários, leite contaminado ou rótulos falsos, as empresas prejudicam as pessoas quando se esquivam da responsabilidade até as provas se acumularem e as forçarem a revelar o problema e reconhecer tardiamente a responsabilidade. Os custos de tanta negligência são baixos no Japão, onde as indenizações por produtos defeituosos são ridículas ou inexistentes.

 

 

Uma exceção que chama a atenção em meio a esse histórico de parcimônia com os clientes envolve farmacêuticas que continuaram vendendo sangue contaminado a hemofílicos, infectando muitos deles com o vírus da AIDS na década de 1980. O governo sabia do problema e não preveniu uma crise de saúde pública que era evitável. Depois de o governo passar anos negando o problema, o atual ministro da Fazenda, Naoto Kan, que era ministro da Saúde em 1994, finalmente revelou documentos provando que o governo deixou que as farmacêuticas continuassem vendendo sangue contaminado, para que não perdessem mercado para empresas estrangeiras cujos produtos eram seguros. Ao fazer isso, ele abriu o caminho para indenizações relativamente generosas e um humilde pedido de desculpas dos executivos das farmacêuticas, que se curvaram coletivamente numa demonstração de arrependimento pelas vítimas.

 

 

Mas o que acontece normalmente é que os interesses dos produtores pesam mais que a segurança do consumidor.

 

 

As empresas japonesas normalmente tentam encobrir ou distorcer os fatos, e as pessoas a cargo de se comunicar com a mídia e o público muitas vezes não têm as informações necessárias para cumprir a tarefa. A falta de uma estrutura que encaminhe rapidamente informações confiáveis para a diretoria prejudica uma resposta adequada ao problema. Isso deixa a diretoria despreparada para lidar com questionamentos da imprensa e transmite uma imagem de indiferença e má vontade em solucionar o problema.

 

 

Existe um fator cultural nessa tendência de não conseguir administrar as crises. A vergonha de admitir um recall num país obcecado com qualidade e habilidade técnica dificulta a transparência e o reconhecimento da responsabilidade. E uma empresa respeitada como a Toyota tem muito a perder, pois sua imagem empresarial é que está em jogo. O vexame de fabricar carros defeituosos deveria ser problema de outras montadoras, não da Toyota, e o atual desastre de relações públicas revela como a empresa está despreparada para administrar crises, e também como está envergonhada. A identidade dos empregados está ligada à imagem da empresa e lealdade à empresa é mais importante que as preocupações com os clientes.

 

 

Também há uma cultura de deferência nas empresas que dificulta que os que estão embaixo na hierarquia questionem os superiores ou informem os problemas a eles. O foco no consenso e no coletivo facilita o trabalho em equipe, mas também dificulta desafiar o que já foi decidido. Motivações culturais como essas não existem só no Japão, mas têm muita força na cultura empresarial japonesa e representam impedimentos significativos para prevenir e reagir a uma crise.

 

 

A crise é uma oportunidade para a Toyota reformar sua cultura empresarial e melhorar o controle de qualidade. Ela pode conseguir isso se concentrando mais no cliente e num fluxo de informações e de comentários de mão dupla; melhorando a governança com a indicação de conselheiros externos e independentes; e tornando a gestão de risco mais que uma ação tardia. A situação ainda pode ser revertida, mas isso significa eliminar as restrições de uma cultura empresarial antiquada e impressionar as pessoas com um recall perfeito e um esforço excepcional de revisão e atendimento após a venda. Mas já surgem os primeiros indícios de que a Toyota não é mais a empresa ágil que conquistou o mundo nos últimos cinquenta anos.

 

 

Quando Toyoda assumiu o comando da empresa, em meados de 2009, não conseguiu transmitir a impressão de que conseguiria resolver os problemas de excesso de capacidade e da necessidade de depender menos do mercado americano e aumentar a presença na China, na Índia e no Brasil. Uma série de sucessos, principalmente com o Prius, pode ter tornado a montadora um pouco complacente e eliminado fatores que a ajudaram a crescer desde a década de 1970, como o pioneirismo na redução do consumo de combustível e a excelência em qualidade. Recuperar essa vantagem para conquistar mercados em crescimento promete ser uma transição difícil para a Toyota.

 

 

O modelo japonês de cooperação entre as empresas e o governo criou um milagre econômico, mas perdeu o gás. A Década Perdida de 1990 está entrando na terceira década e já desacredita os detentores do poder.

 

 

Os eleitores derrotaram no ano passado o conservador Partido Liberal Democrata, no governo durante muito tempo, e passaram a apoiar os ataques do Partido Democrático aos poderosos e sua enorme influência no país. O público quer ideias novas para enfrentar os problemas enormes do Japão, como a desigualdade crescente, o grande índice de pobreza (acima de 15%), desemprego dos jovens, o subemprego e o baixo índice de natalidade atribuído a uma sociedade que não favorece a formação de famílias. Mas o Partido Democrático perdeu impulso devido a escândalos de financiamento de campanha que lembram toda a corrupção da era do PLD. O primeiro-ministro, Yukio Hatoyama, tem sido pressionado a demonstrar mais transparência e a punir os culpados, uma vontade que se estende ao mundo empresarial.

 

 

Com a recuperação judicial da Japan Airlines, dívida pública equivalente a 200% do PIB, problemas na aliança militar com os Estados Unidos e desânimo até mesmo no mundo do sumô, com a polêmica aposentadoria de um grande lutador da Mongólia, os problemas da Toyota pioram ainda mais um 2010 já marcado pelas dificuldades. A autoconfiança nacional está em baixa há algum tempo, mas, em meio à crise prolongada, as pessoas ainda podiam se orgulhar do sucesso de multinacionais respeitadas como a Toyota. Nenhuma outra empresa representava melhor do que ela a habilidade industrial do país, e seus problemas são uma surpresa desagradável.

 

 

A imprensa japonesa adotou uma abordagem um pouco minimalista para a notícia. Aqui em sua terra natal, a Toyota parece que tem conseguido administrar o noticiário muito melhor do que nos EUA, e tanto a imprensa quanto o governo têm se mantido circunspectos sobre o assunto. Mas na sexta-feira o ministro dos Transportes, Seiji Maehara, que não tem papas na língua, declarou abertamente que a Toyota negou a existência do problema e que, na sua visão, não foi suficientemente sensível à situação dos consumidores. Mas ele não autorizou uma investigação sobre os defeitos na segurança dos veículos, diferentemente dos políticos americanos.

 

 

Também na sexta-feira, Toyoda finalmente realizou uma entrevista coletiva, duas longas semanas depois de anunciar um recall nos EUA devido a problemas de segurança com o acelerador. Toyoda tentou salvar a situação pedindo desculpas aos clientes em todo o mundo pelo incômodo.

 

 

A entrevista coletiva foi uma tentativa malsucedida de tranquilizar os clientes e diminuir o impacto de depoimentos marcados para quarta-feira nos EUA.

 

 

Os defeitos foram apresentados inicialmente como um problema criado nos EUA, mas agora os defeitos no projeto atingiram a terra natal e motivam novos questionamentos sobre os famosos círculos de controle de qualidade da Toyota.

 

 

Para o país e a empresa, muita coisa depende de restaurar a reputação da Toyota. Tem surgido nos últimos anos um número alarmante de casos em que os produtos japoneses não atingem o alto padrão que o mundo e o próprio povo japonês esperam deles. Em alguns cantos isso é visto como um indicador do declínio do país, que estaria sem rumo e em decadência.

 

 

O Japão não pode ser complacente com a qualidade de seus produtos e a estagnação na produtividade, especialmente diante da bomba demográfica em gestação no país. Uma p opulação que envelhece e encolhe ao mesmo tempo precisa fazer mais com menos recursos. O país precisa aumentar o valor e a produção per capita para sustentar uma população crescente de idosos. E isso significa manter o passo com concorrentes como a Coreia do Sul, que está pronta para substituir o Japão no que ele tropeçar.

 

 

A revitalização da Toyota seria um cenário positivo que pode significar muito para a combalida identidade nacional, ajudando a recuperar a reputação do Japão como um gigante do setor industrial, onde a atenção aos detalhes é o padrão e não uma dúvida.

 

 

Jeff Kingston é diretor de estudos asiáticos da Universidade Temple no Japão. Seu livro "Contemporary Japan: History, Politics and Social Change" deve ser publicado em setembro.

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

CORREIO BRAZILIENSE

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CIDADES

 

08/FEVEREIRO/2010

 

Da ferveção à míngua 

 

 

 

Numa rua do Setor Tradicional da centenária Planaltina, prostitutas amargam o fechamento dos bares e o consequente sumiço dos clientes. O lugar, que já abrigou mais de 500 mulheres em décadas passadas, esvaziou-se. Hoje, não se contam mais do que duas dúzias delas, sentadas nas calçadas, à espera dos seus poucos homens e trocados

 

Marcelo Abreu

 

 

Brasília se erguia. O sonho viraria cidade. Pedreiros, carpinteiros, marceneiros, doutor de terno, todos se embrenharam na construção. A vida em Planaltina, a 40km da futura capital, existia de verdade. Lá, tinha comércio, praça, casarões coloniais e elas, as meninas que divertiam os meninos da terra goiana. Os peões e os doutores também ouviram falar das moças de lá. Oxalá! Planaltina, hoje uma senhora de 150 anos, foi descoberta pela segunda vez.

 

 

Inaugurou-se a capital. Corriam os anos 1960. A vida seguiu. O Setor Tradicional de Planaltina era o lugar dos bem nascidos, das famílias de prestígio, dos fazendeiros, coronéis, políticos. Na Rua Marechal Deodoro, da igreja matriz, mais lá pro fim dela, as meninas decidiram que ali se instalariam. Para a alegria dos meninos (muitos deles hoje cinquentões e até sessentões).

 

 

O padre torcia a cara. Falava em pecado na missa. As meninas que satisfaziam os meninos daquela gente rica que assistia ao sermão dominical não eram muito bem-vindas no templo sagrado. Mas, tinhosas, elas iam. Afinal, na casa de Deus não pode haver cadeado. A vida seguia. E todo mundo fingia. As senhoras de fino trato ignoravam que elas estivessem ali. Seus maridos e filhos adolescentes, sabedores de cor dos nomes das moças, idem. Quanta hipocrisia!

 

 

Vieram os anos 1970. A prostituição e a boemia na região só cresciam. Moças de toda a redondeza de Goiás e até de Minas Gerais foram ganhar a vida naquele fim de rua do Setor Tradicional. O negócio era lucrativo, sempre ao escurecer. Ali faziam sexo por dinheiro, dormiam, comiam e planejavam deixar "aquela vida". Quase nenhuma deixou. Chegaram os anos 1980 e 1990. A prostituição escancarou-se de vez. As meninas, abusadas, desafiavam tudo e todos. Os botecos e os muquifos onde elas recebiam os clientes, das primeiras horas da manhã até alta madrugada, proliferavam na região.

 

 

"Meu Deus do Céu, tinha dia que eram pelo menos umas 500 mulheres ali. A confusão era diária", conta Antônio Carlos Dutra, nascido em Planaltina, 61 anos, policial civil aposentado, ex-chefe da seção de investigação da 16ª DP. "Cansei de atender ocorrência dali." Como o tempo é inexorável, tudo mudou. "Agora a prostituição diminuiu e chegou o tráfico de drogas."

 

 

Os anos 2000 chegaram com força de cão. A internet já era uma realidade. Os meninos adolescentes agora não mais precisam dos préstimos das moças da Marechal Deodoro. Têm as garotas, de programas ou não, a hora que quiserem. Bem informados, sabem que devem usar CAMISINHA e das consequências das doenças venéreas. A um clique na tela do computador a mulher desejada, se quiser, pode virar real. Definitivamente, mudaram-se os tempos.

 

 

A cada ano dos anos 2000 a clientela foi desaparecendo. Hoje, as moças da Marechal esperam avidamente o dia cinco de cada mês chegar. Dia 5? Sim, é data de pagamento dos trabalhadores das fazendas da região. "Praticamente, hoje só os peões da zona rural procuram por elas. Acabou", diz Dutra, o policial civil. Há cerca de dois anos, mais um golpe para as meninas de vida nada fácil. Por determinação judicial, todos os botecos e muquifos daquela região foram fechados. Foi o fim. O silêncio gritou na rua da alegria. A sociedade, em nome da moral e dos bons costumes, comemorou. O índice de criminalidade, alegam, reduziu.

 

 

Resistência

 

Manhã de sexta-feira. O Correio foi à Rua Marechal Deodoro. De longe, a constatação do que os moradores avisaram antes de se chegar ali. Parece um lugar em abandono. Muito poucas resistiram. E as que ficaram vivem lá mesmo. Cansadas de guerra, as duas mais antigas, as que chegaram desde os áureos tempos, aposentaram-se. Mas ainda abrigam em suas casas algumas mais jovens.

 

 

Hoje, aos poucos, a região foi invadida por salões de beleza e igrejas evangélicas, dessas que se proliferam como gripe no inverno. Não se contam mais do que 10 moças, no mesmo lugar onde havia centenas delas. Uma dessas guerreiras aceitou uma conversa mais demorada. Eva (nome fictício), 60 anos, tem tanta história para dizer como os seus mais de 100 quilos que carrega pelo corpo arrebentado pela artrose. Negra, marca do sofrimento na cara, mas sorriso de quem entende da vida, ela falou de um tempo em que só ficou na memória dela. "Eu era danadinha. Botava gente pra chorar."

 

 

Eva diz que entrou na prostituição por não ter escolha. "Com 12 anos e nove meses de idade eu tive meu filho. Depois, fiquei sozinha, sem ninguém. Tive que me virar pra não passar fome e parei nos cabarés." O filho da menina que fez homem chorar cresceu. Ela virou mulher experiente. Rodou por muitos lugares. Hoje, senta-se à porta da casinha onde mora e vê a vida passar perto das moças que ainda não abandonaram a batalha na região.

 

 

Desolada com os novos tempos, ela reclama: "Ih, hoje tá muito diferente. A coisa aqui era uma festa. Parecia terra de garimpo. Agora, as meninas não têm mais cliente, o povo sumiu tudo..." Mesmo sem a movimentação de antes, agentes da Secretaria de Saúde passam toda quarta-feira distribuindo CAMISINHA para as moças. "E tem o Grupo Arco-Íris, que faz palestras sobre prevenção das doenças e leva quem quiser pra fazer o teste HIV na Rodoviária", continua a mulher que carrega o peso de uma vida sofrida e jura que há duas décadas não faz mais programas.

 

 

Os programas são realizados nos hoteizinhos malcheirosos da região. Ou mesmo em cubículos improvisados atrás de algumas casas. Variam de R$ 20 a R$ 40, dependendo do tempo gasto com o cliente e da preferência dele. "Mas sem CAMISINHA não faço de jeito nenhum, pode me pagar até R$ 500 que não aceito", diz uma prostituta morena, de cabelos negros, tatuada nos braços e na região lombar.

 

 

Com cara de poucos amigos, a mulher de cerca de 30 anos não é de muita conversa. Tempo é dinheiro. Não pode perder a movimentação dos homens que passam a pé pela rua. Convida-os para "uma conversinha", uma cerveja gelada. Sim, sempre tem uma guardada na velha geladeira. Provoca-os. Chama-os de amor.

 

 

Alguns se demoram mais na prosa e vão embora. Outros entram para os cubículos. E a vida continua do lado de fora. Normalmente, elas preferem os programas diurnos. "À noite, o perigo é grande, tem muito 'mala' por aqui", diz a moça tatuada.

 

 

Humilhação

 

Na mesma rua, mora a mais antiga do pedaço. Jussara (nome fictício), mineira de 74 anos, um filho, três netos, mais de meio século na batalha, hoje se aposentou pelo INSS. "Nasci em Uberaba e comecei na vida no começo de Brasília, lá no Núcleo Bandeirante." Muitos anos depois, mudou-se para Planaltina, de onde nunca mais saiu. "Ah, moço, aqui não existe mais nada. Depois que os bares fecharam, o povo sumiu."

 

 

Se para Jussara a vida ali acabou, Carla, 35 anos, goiana, ensino fundamental completo, ex-doméstica, ainda insiste. "Tem dia que não aparece um cliente. Eles só vêm depois do dia 5, quando recebem dinheiro. Aí consigo fazer até cinco programas", contabiliza a moça. Às 8h30 da manhã, coloca a cadeira na calçada da casa - detalhe: à sombra. E fica ali até o sol ir embora. Pinta os lábios de vermelho-sangue, veste uma blusa decotada, geralmente bermudão e exibe, do alto das sandálias de salto alto, as pernas torneadas.

 

 

À noite, diz ela, a violência é grande e tem muita droga. "Quando o bar ficava aberto, a gente tava menos exposta. Agora tá ruim", reclama. E admite, com sinceridade, a exposição: "Eu acho humilhante, sinto muita vergonha, principalmente quando passa um ônibus e as pessoas ficam me olhando". A moça goiana revela que faz exames regulares: "Até sexo oral, só com CAMISINHA". Comemora o fato de agora mandar nela mesma. "Quando a gente trabalha em boates, tem hora até pra almoçar. Preferi ser dona de mim mesma."

 

 

Romântica, a moça de gestos e fala educada diz ter namorado sério. "Ele sabe, é caminhoneiro, mas não sente ciúmes." E planeja: "Como toda mulher, quero me casar e arrumar um bom emprego". Enquanto o príncipe encantado não chega, a moça de cabelos compridos pintados de loiros senta-se à calçada à espera que qualquer um a leve para um quarto e pague pelos seus serviços sexuais. Mas ela não o chamará de amor. E nem o beijará na boca. "Só com o meu namorado", decreta. Na Marechal Deodoro, na rua da igreja matriz, toda a história de Planaltina jamais poderia ser contada se não existissem elas, as meninas que trocam sexo por dinheiro - hoje à míngua, à luz do dia.

 

 

Quando o bar ficava aberto, a gente tava menos exposta. Agora, tá muito ruim. Acho humilhante, sinto vergonha dessa exposição"

 

 

Carla, 35 anos, prostituta, goiana

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Cai número de abortos legais 

 

 

Número de bortos no SUS é menor

Para o Ministério da Saúde, queda de 42% nos procedimentos deve-se à distribuição maciça da pílula do dia seguinte.

 

Interrupções de gravidez com autorização judicial diminuem 42% entre 2008 e 2009. Ministério atribui queda do índice aos CONTRACEPTIVOS

 

Ullisses Campbell

 

 

São Paulo - Um levantamento inédito feito pelo Ministério da Saúde revela que o número de mulheres que procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer aborto com autorização judicial caiu 42% entre os anos de 2008 e 2009.

 

 

Na avaliação do próprio governo, o número de abortos legais realizados no Brasil vem reduzindo ano a ano desde 2005 por causa do aumento na distribuição de CONTRACEPTIVOS, como CAMISINHAs, ANTICONCEPCIONAIS e principalmente a PÍLULA DO DIA SEGUINTE. Só no ano passado, o Ministério da Saúde entregou 152 mil cartelas de CONTRACEPTIVO de emergência.

 

 

Comparando com o ano anterior, o aumento na distribuição gratuita desse medicamento foi de 508%. "A tendência é aumentar ainda mais o acesso das mulheres às pílulas do dia seguinte para evitar gravidez indesejada por causa de acidentes de percursos", avisa Lena Peres, coordenadora da área técnica da Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.

 

 

Para ter acesso à PÍLULA que evita gravidez, Lena diz que a paciente precisa ter em mãos uma receita médica e seguir até o posto de saúde mais próximo. No consultório, os profissionais dão a receita praticamente a todas as mulheres de 15 a 49 anos que desejam evitar a gravidez. "Elas geralmente dizem que não tinham CAMISINHA na hora do sexo e que ficaram com receio de engravidar", conta o médico Ricardo Porto, do posto de saúde da Vila Mariana, São Paulo.

 

 

A advogada brasiliense C.S.R, 28 anos, recorre à PÍLULA DO DIA SEGUINTE sempre que se esquece de tomar o anticoncepcional ou quando o namorado não está com CAMISINHA. Em todo o ano passado, a jovem tomou três vezes a PÍLULA. Todas compradas em farmácias e sem receita médica. "Não estou pensando em ter filhos agora porque ainda estou me firmando profissionalmente", justifica.

 

 

Para o médico ginecologista Jefferson Drezett, assessor do Comitê Latinoamericano de Anticoncepção de Emergência, a distribuição de PÍLULA DO DIA SEGUINTE nos postos de saúde vai fazer cair, no futuro, uma estatística negativa. "A cada dois dias, uma mulher morre no Brasil por causa de abortos feitos clandestinamente", diz.

 

 

Recurso

 

A designer A.A.D, 31 anos, recorreu a um aborto quando tinha 17 anos. O namorado, então com 19 anos, ficou assustado quando ela confirmou a gravidez, que estava em seis semanas. Assustada com a possibilidade de ser mãe muito jovem e apavorada porque o namorado não ia assumir o bebê, decidiu interromper a gestação. O namorado foi à farmácia e comprou Citotec, um abortivo comum. "Tomei e fui deitar. Em seguida, tive uma contração no útero e muita cólica. Fui ao banheiro, sentei-me no vaso sanitário e minha menstruação veio de uma só vez. (...) Não tive coragem de olhar para o feto. Sabia que existia uma criança ali. Quase não consegui dar a descarga", relata emocionada. A designer carregou culpa por vários anos até engravidar pela segunda vez e ter uma filha.

 

 

Membro da Comissão de Cidadania e Reprodução, uma entidade não governamental, a socióloga Thaís Lapa, comemora o fato de os abortos estarem em queda no SUS graças à distribuição das pílulas. Mas ela faz o seguinte alerta: é possível que a diminuição do número de abortos possa estar relacionada à falta de hospitais que ofereçam o procedimento de interrupção de gravidez legal. Atualmente, apenas 60 hospitais estão credenciados pelo governo para a realização de "esvaziamento uterino", termo usado pelo Ministério da Saúde.

 

 

"Acho que esse dado que mostra a queda de abortos deveria ser melhor analisado, até porque aumentou o número de curetagens", diz Thaís. Estatísticas processadas pelo departamento da Saúde da Mulher apontam que o número de curetagem feita em postos de atendimento público aumentou 37% entre 2008 e 2009. Geralmente esse procedimento ocorre quando a mulher tenta fazer aborto em casa ou em clínicas clandestinas e acaba tendo complicações.

 

 

 

 

O Brasil é um estado laico. A Igreja Católica tem o direito de se manifestar, mas o governo tem o dever de amparar as mulheres que não desejam ter filhos"

 

 

Lena Peres, coordenadora da área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde

 

 

 

 

 

 

O Ministério da Saúde está enganando a população porque a PÍLULA DO DIA SEGUINTE é um método tão abortivo quanto o Citotec"

 

 

Dom Antônio Duarte, médico, bispo auxiliar do Rio e membro da Pastoral da Vida

 

 

 

 

 

Igreja discorda das estatísticas

 

 

O aumento na distribuição de pílulas do dia seguinte pelo governo federal não é motivo de comemoração entre quem é contra o aborto. A entidade que mais critica é a Igreja Católica. O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e membro da Pastoral da Vida e Família da Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Antônio Augusto Duarte, é médico. Ele diz que realizou uma pesquisa científica no laboratório que fabrica a PÍLULA distribuída pelo governo e concluiu que ela é tão abortiva quanto o Citotec. "O governo deveria dar todas as informações científicas para não enganar a população, já tão desamparada nos seus direitos à verdade, à segurança e à saúde", critica o religioso.

 

 

Segundo a pesquisa de dom Antônio, a PÍLULA DO DIA SEGUINTE age impedindo que o esperma chegue até a parede uterina usando os mesmos mecanismos do Citotec numa proporção menor. "O ciclo da vida começa na fecundação. Usar a PÍLULA é um microaborto", define o religioso. Por outro lado, o bispo ressalta que a Igreja perdoa e ampara as mulheres que se submetem à contracepção de emergência.

 

 

Na avaliação de dom Antônio, o Ministério Público vem conseguindo diminuir o número de abortos legais feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas isso não significa que estejam ocorrendo menos interrupções de gravidez no país. "Todo mundo sabe que as mulheres estão fazendo abortos em casa tomando remédios e usando métodos rudimentares."

 

 

Como o SUS só realiza aborto com autorização judicial, dom Antônio argumenta que os juízes podem ter negado mais autorização em 2009 do que no ano anterior, o que faz com que as mulheres recorram a outros meios que não sejam o hospital público.

 

 

Segundo uma pesquisa feita pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em 781 processos judiciais de todo o país, 31% das ações que tratam de aborto no Brasil referem-se a interrupções de gravidez causadas por violência contra gestantes. As ações pesquisadas tramitavam pelos Tribunais de Justiça de todos os estados, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF) entre 2001 e 2006.

 

 

Do total de processos vinculando aborto à violência, 67% eram da Região Sudeste, 20% da Sul, 7% da Centro-Oeste, 4% da Nordeste e 2% da Norte. Segundo o estudo, essa relação está diretamente ligada ao maior acesso ao Judiciário nos estados mais desenvolvidos do país. Quanto à tipificação penal, 63% tratavam de "homicídio e aborto não consentido". Em segundo lugar destacavam-se casos de "violência sexual de criança ou adolescente até 14 anos e aborto", com 10%.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Os gays e o STM (Editorial) 

 

 

Causou perplexidade a posição do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas. Durante a sabatina a que se submetia na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Cerqueira disse que os gays só devem ser aceitos nos quartéis se mantiverem a opção sexual em segredo. A razão: as atividades desempenhadas pelos militares seriam inadequadas para pessoas que não se enquadrassem na classificação masculino ou feminino. Por quê? Segundo ele, soldados não obedeceriam ao comandante se ele fosse "indivíduo desse tipo".

 

A polêmica declaração foi feita depois de aprovada por unanimidade a indicação do general para ocupar vaga de ministro no Superior Tribunal Militar (STM) - corte que julga os processos contra militares, incluídas as demandas que envolvem homossexuais da caserna. A escolha precisa ainda do aval do plenário da Câmara Alta. Mas, diante da repercussão do episódio, membros da CCJ voltaram atrás. Querem ouvir novamente o postulante. O senador Eduardo Suplicy foi o primeiro a requerer outra reunião. Cerqueira Filho frisou não se tratar de homofobia. Na mesma direção se manifestou o presidente do STM. Trata-se, de acordo com ele, "de voz corrente entre militares".

 

 

É preocupante que, no século 21, se pregue no Brasil política americana que caminha a passos largos para bater ponto final. Trata-se do "não pergunte, não conte". Nos Estados Unidos de hoje, militar que revela a opção sexual é expulso das fileiras da tropa. No ato do alistamento, quem se diz gay é recusado. Barack Obama prometeu em campanha mudar a prática. Comissão estuda as novas regras que não obriguem homens e mulheres a mentir para ingressar ou se manter na caserna. Ninguém duvida de que a preferência do cidadão por este ou aquele sexo não lhe invalida a autoridade para mandar e comandar - duas funções estratégicas das Forças Armadas.

 

 

Vale lembrar que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a promoção do "bem de todos sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação" (art.3º inciso IV da Constituição). Diz ainda a Carta Magna (art.5º, inciso XLI): "A lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais". E os direitos e liberdades fundamentais estão previstos no art. 5º e seguintes do texto constitucional.

 

 

Amanhã, em nova sabatina no Senado, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho terá de explicar não apenas o ponto de vista que defende, mas dizer também se esse é o pensamento do Exército. Convém advertir que, quando a Constituição estabelece forma de conduta, ninguém pode adotar outra. Em outras palavras: nem o general, nem o Exército, nem a Aeronáutica, nem a Marinha têm poderes para fechar as portas ao ingresso de pessoas consideradas inadequadas em função de tendências sexuais.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Mundo unido contra a AIDS (07/02/2010) 

 

Brasil adere a campanha universal. Projeto será sediado também no DF

O Brasil vai aderir à campanha mundial da União Postal Universal para a prevenção e combate à AIDS. O Ministério da Saúde calcula que existam no País cerca de 600 mil pessoas com a doença. Brasília e algumas cidades do Distrito Federal, assim como três municípios do Amazonas e 24 da Bahia, serão palcos do lançamento da campanha piloto no País.

 

Os ministérios das Comunicações e da Saúde e os Correios vão lançar na próxima terça-feira a campanha "Correios contra a AIDS", que marcará a adesão do Brasil à campanha mundial. Estarão presentes ministros e representantes de entidades internacionais que também trabalham com o tema, como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares. As informações são da Agência Brasil.

 

De acordo com os Correios, 660 mil agências postais de todo o mundo serão integradas à campanha mundial. Na primeira fase, iniciada em julho do ano passado, cerca de 24 mil agências exibiram e distribuíram material informativo sobre o vírus HIV. Agora, o mesmo também vai ocorrer no Brasil.

 

Ao menos 150 agências dos Correios vão distribuir cartões postais relacionadas ao combate e tratamento da AIDS. Está previsto também o envio de 800 mil mensagens sobre a doença por mala direta postal domiciliar. Também haverá distribuição de 15 mil panfletos e exposição de mil cartazes nas principais cidades vários estados.

 

No ano passado, a campanha foi integrada a um concurso internacional de redação que incentivou estudantes a escrever sobre a AIDS e sua prevenção. No Brasil, o concurso vai receber trabalhos de estudantes de9a15 anos matriculados em escolas públicas e privadas.

 

FEMINIZAÇÃO DA DOENÇA

 

A incidência de AIDS entre os jovens de 13 e 19 anos atinge principalmente homossexuais e mulheres. Nesta faixa etária, a prevalência de contaminação é feminina, com 60% dos casos. De 2000 a junho de 2009 foram registrados no País 3.713 casos da doença em meninas, contra 2.448 em meninos. Entre os adolescentes, 39,2% dos casos entre os meninos foram resultado de relações homossexuais.

 

Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, durante o lançamento da campanha Carnaval de Prevenção à AIDS, no Rio de Janeiro. Segundo informações da Agência Brasil, as estatísticas apontam para uma feminização da doença. Em 1986, eram 15 homens infectados para cada mulher, proporção que mudou para 15 homens para cada 10 mulheres, a partir de 2002.

 

No acumulado desde 1982, até junho do ano passado, o País registrou 11.786 casos de AIDS entre os jovens de 13 e 19 anos. Em 2007, houve 550 novos casos da doença neste grupo, número que foi de 587 em 2008.

 

Na campanha do Ministério da Saúde, será enfatizada a importância do uso da CAMISINHA e de se fazer o teste anti-HIV, se houver alguma relação de risco, sem proteção.

 

 

SAIBA +

 

A grande incidência de AIDS entre adolescentes motivou o Ministério da Saúde a realizar a distribuição de CAMISINHAs diretamente nas escolas.

 

Para facilitar o acesso ao jovem, que muitas vezes fica constrangido de pedir PRESERVATIVOS aos adultos, estão sendo testadas máquinas que disponibilizam o produto automaticamente. As máquinas ainda estão em fase de teste na Paraíba e em Santa Catarina.

 

Negligência na prevenção

 

Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, houve uma negligência das pessoas quanto à proteção nos últimos anos. "Como a expectativa de vida avançou, o diagnóstico foi ampliado e as pessoas estão vivendo com mais conforto, houve um certo relaxamento no uso do PRESERVATIVO, que é uma maneira eficaz de impedir a transmissão da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, além de uma gravidez indesejada", disse.

 

Para reduzir a incidência e conscientizar sobre os riscos da doença, o Ministério da Saúde e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres começam a veicular, desde ontem, uma campanha dirigida principalmente ao público jovem.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Gays nas Forças Armadas (Artigo) 

 

 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves

Diretor da Associação de Assistência. Social dos Policiais Militares

 

 

declaração do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, de que a presença de homossexuais é incompatível com o trabalho das Forças Armadas, constitui sua opinião pessoal ou, no máximo, do segmento militaraquepertence.A própria instituição e o respectivo ministério discordam e mostram-se dispostos a discutir o tema em busca de definições. As últimas décadas harmonizaram em muito a relação da sociedade com os grupos minoritários, entre eles os homossexuais, tanto masculinos quanto femininos. Regulamentos já mu-daram e outros ainda terão de ser alterados como imperativo dos novos tempos.

 

A postura do general deve ser respeitada e merece uma reflexão profunda. Mas há que se levar em consideração a inexistência de leis e regulamentos que impeçam o HOMOSSEXUAL de ingressar às Forças Armadas, Magistratura, Ministério Público ou a em qualquer outra instituição ou segmento socialmente constituído. Esse indivíduo tem o direito de receber tratamento idêntico ao dispensado aos outros candidatos e, em contrapartida, leva a obrigação de apresentar o mesmo desempenho, deveres e comportamentos dos demais. Sem qualquer discriminação, nem favorecimento. Tanto um quanto o outro vai ao quartel ou à qualquer repartição pública ou empresa privada, para desenvolver uma atividade profissional, pouco importando sua opção sexual, que nem deve ser explicitada tanto em palavras quanto em atitudes comportamentais.

 

As Forças Armadas e as repartições em geral necessitam de profissionais capazes de cumprir as tarefas que lhes são determinadas e para as quais são pagos proventos ou salários. Nada deve atrapalhar essa prestação de serviços, assim como, nada do que ocorre na vida pessoal do empregado deve ser motivo para sua penalização funcional ou discriminação. No passado as mulheres, os pobres, os índios e os analfabetos eram impedidos de votar e ser votados. A evolução conduziu todos para o processo eleitoral. As mais diferentes discriminações sociais tornaram-se crimes e, numa forma mais recente, a sociedade passou a oferecer melhor acolhida aos homossexuais. O fenômeno é mundial. Dezenas de países já não discriminam a diversidade sexual em seus exércitos e forças policiais, outros discutem a distensão e a sociedade evolui.

 

O pronunciamento do militar, ocorrido em resposta a perguntas de senadores e não por vontade própria, deve servir para reflexão social e ampliação do debate sobre o tema. Não se pode ignorar que, pela própria competitividade do mercado, todos os empregos e ocupações exigem dos candidatos exaustivos testes psicológicos e de aptidão. Toda vez que um HOMOSSEXUAL passar pelas mesmas provas que os demais candidatos e obtiver aprovação nas Forças Armadas, no serviço público ou nas corporações privadas, não há porque recusá-lo. Até porque, no emprego, ele irá apenas exercer uma tarefa predeterminada e, seja homo ou heterossexual, jamais terá o sexo como dever de ofício.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Um conservador amigo dos gays 

 

 

Republicano convicto, ligado a Reagan e Bush, o advogado Ted Olson causa espanto por defender a legalização do casamento entre homossexuais

Era novembro de 2008 e o diretor de cinema americano Rob Reiner almoçava com sua mulher, Michele, e um consultor democrata chamado Chad Griffin em Beverly Hills. Fazia dez dias que os eleitores da Califórnia haviam aprovado a Proposição 8, um referendo que incluía na Constituição do Estado o seguinte artigo: "Apenas o casamento entre um homem e uma mulher é válido ou reconhecido na Califórnia". A emenda derrubava uma decisão anterior da Suprema Corte Estadual, que autorizava o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. HOMOSSEXUAL assumido, Griffin se dizia inconsolável. O casal Reiner, ativista da causa gay, foi então atrás de um advogado renomado que aceitasse entrar com uma ação contra a Proposição 8. Quando uma amiga de Michele lhe sugeriu o nome de Theodore Bevry Olson, a reação foi de indignação: "Ted Olson? Por que eu procuraria esse cara?".

 

 

A surpresa de Michele não era sem razão. Convencer Ted Olson a assumir uma causa dessa parecia uma piada de mau gosto. Aos 69 anos, ele moldou uma imagem de prodígio entre os juristas mais conservadores dos Estados Unidos. Em 1964, foi um dos poucos estudantes de Direito de Berkeley, na Califórnia, a apoiar a derrotada candidatura à Presidência do republicano Barry Goldwater, o "Sr. Conservador". Nos anos 80, serviu como membro do conselho legal do governo de Ronald Reagan, que lhe deu de presente uma fotografia dos dois com a seguinte inscrição: "Obrigado, de coração". A fidelidade republicana ficou notória em 2000, quando Olson defendeu George W. Bush na histórica disputa com o democrata Al Gore para saber quem seria o novo presidente americano. Ele convenceu a Suprema Corte a interromper a recontagem de votos na Flórida e pôs Bush na Casa Branca. Como prêmio, ganhou o cargo de procurador-geral, exercido entre 2001 e 2004. Como um homem desses, "o advogado de Bush", poderia topar dedicar seus esforços a favor do casamento gay, algo que outros conservadores repudiam com todas as forças?

 

 

Olson topou, para espanto geral. Em maio passado, tornou-se o representante legal de dois casais gays - as mulheres Kristin Perry e Sandy Stier, que criam quatro filhos, e os homens Paul Katami e Jeffrey Zarrillo. Eles entraram com uma ação numa corte federal contra o governo da Califórnia para derrubar a Proposição 8. O caso ganhou projeção nacional com o nome de Perry versus Schwarzenegger - curiosamente, o governador Arnold Schwarzenegger também é a favor do casamento entre homossexuais. O juiz Vaughn Walker já ouviu acusação e defesa e deverá anunciar sua sentença no mês que vem. A expectativa de Olson é que o caso vá parar na Suprema Corte dentro de dois anos. É evidente que tanto liberais quanto conservadores tentaram encontrar justificativas para a decisão de Olson, que aparentemente estava jogando no lixo todo o seu passado. Alguns de seus colegas republicanos achavam que só poderia haver "perdão" pela suposta traição a seus princípios caso Olson tivesse um HOMOSSEXUAL na família - ele não tem. Outros, mais radicais, preferem nem tocar no assunto com o amigo. Do lado democrata e dentro da comunidade gay, há até quem ainda desconfie de sabotagem - Olson teria aceitado o caso para forçar uma derrota em nível federal e enfraquecer a causa. Nada disso.Alguns republicanos disseram que só um gay na família poderia justificar a "traição" de Olson

 

 

Segundo o próprio Olson, não há nenhuma incoerência entre suas convicções legais e o apoio aos gays. Como um conservador, ele diz defender sempre a liberdade do indivíduo e o direito de não sofrer interferência do Estado em sua vida privada. Proibir o casamento gay, portanto, seria um desrespeito a ambos os princípios e a Proposição 8 uma medida inconstitucional. "A Declaração de Independência americana diz que a vida, a liberdade e a busca da felicidade são direitos inalienáveis. Que melhor forma de realizar essa aspiração nacional senão aplicar os mesmos direitos a homens e mulheres que se diferenciam dos outros somente por sua orientação sexual?", diz Olson em um artigo à revista Newsweek. Para ganhar a simpatia dos liberais, convidou o respeitado advogado David Boies, seu adversário no caso Bush versus Gore e amigo na vida fora dos tribunais, a dividir a causa. Boies aceitou o desafio.

 

 

Nesse mesmo texto, Olson diz que até hoje nenhum de seus amigos, entre eles religiosos radicalmente contra o casamento gay, conseguiu lhe expor um argumento razoável para impedir que os homossexuais tenham o mesmo direito de qualquer outro casal. Uns alegam que isso desvaloriza o objetivo da procriação da espécie. Para Olson, o fato de permitir aos gays que se casem não desestimula a união entre heterossexuais e seu provável interesse em ter filhos. Na visão dele, como a HOMOSSEXUALidade não é uma questão de opção, a proibição não vai cumprir um papel de encorajar gays a ter relações heterossexuais. Outro argumento de Olson diz respeito à "aberração" legal criada pela Califórnia depois da Proposição 8, que dividiu os habitantes do Estado em três categorias: héteros, que podem se casar livremente; gays que podem viver juntos em uma "união doméstica", mas sem direito a casamento; e, por fim, gays que se casaram antes da vitória do referendo e, agora, não podem partir para um segundo matrimônio se quiserem o divórcio.

 

 

Dentro de casa, Olson tem o apoio incondicional da advogada Lady Booth, sua quarta mulher - a anterior, Barbara, morreu no avião sequestrado por terroristas que se espatifou no Pentágono em 11 de setembro de 2001, dia do aniversário dele. Sua mãe, Yvonne, ficou preocupada com a repercussão do caso, mas depois consentiu. O problema mesmo será convencer um país em que apenas cinco dos 50 Estados já aprovaram o casamento entre homossexuais. Amigos mais próximos de Olson dizem que ele está empolgado com a causa como se fosse um iniciante e teria dito que é a mais importante de sua carreira. Segundo Paul Katami, um dos gays defendidos por ele, Olson lhe disse para planejar o casamento com Jeffrey Zarrillo daqui a alguns anos. Vinda de um advogado que participou de 56 processos diante da Suprema Corte e venceu 45, essa promessa faz crer que o defensor de maior peso dos gays americanos saiu justamente do ninho inimigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

O general e o armário 

 

 

Um militar indicado para o Superior Tribunal Militar diz que gays não conseguem comandar tropas e reacende o debate sobre a HOMOSSEXUALidade no Exército

 

"Não há compatibilidade no cargo com esse tipo de comportamento. Tem sido provado que o indivíduo não consegue comandar. A tropa não vai obedecer. Isso ficou provado na Guerra do Vietnã. Não sou contra o indivíduo, cada um toma sua decisão. Estou sendo sincero" RAYMUNDO CERQUEIRA FILHO,

 

general indicado para o Superior Tribunal Militar, em resposta na sabatina do Senado sobre a presença de homossexuais nas Forças ArmadasA declaração foi dada com tamanha naturalidade que seu teor quase passou despercebido pelos senadores. Na quarta-feira, durante uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o general de exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho afirmou que gays "não conseguem comandar" nos meios militares. "A tropa fatalmente não vai obedecer. Isso foi provado na Guerra do Vietnã", disse o general, ao ser questionado sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas. "Não é que eu seja contra o HOMOSSEXUAL, cada um tem de viver a sua vida." Para Cerqueira Filho, as características da vida militar "podem não se ajustar ao comportamento desse indivíduo (o gay)". Em seguida, Cerqueira Filho afirmou que o ideal para o militar gay é não assumir sua HOMOSSEXUALidade. No jargão popular, esse tipo de comportamento é conhecido como "ficar no armário".

 

 

Os 22 senadores presentes à sessão da Comissão aprovaram por unanimidade Cerqueira Filho para uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM). Mais alta instância da Justiça Militar, o STM é composto de 15 ministros vitalícios: dez militares e cinco civis, todos indicados pelo presidente da República. A efetivação de Cerqueira Filho no cargo depende agora do aval do Plenário."Ninguém (na Comissão de Constituição e Justiça) rechaçou a afirmação nem votou contra o ataque aos direitos humanos", escreve o colunista de ÉPOCA Fernando Abrucio (leia sua coluna). "Alguém poderia tê-lo apoiado, gerado uma polêmica. Nada. Somente depois de algumas horas, nossos representantes perceberam o que tinha ocorrido."

 

 

A presença de gays nas Forças Armadas é uma questão delicada no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, homens que se declaram gays no alistamento não são convocados. Na campanha eleitoral, o presidente Barack Obama prometeu mudar isso. Da história, pode-se sacar uma coleção de militares que se rebelaram contra o preconceito na caserna. O primeiro levante de que se tem notícia foi na Alemanha, no fim do século XIX. O Código Penal alemão daquela época classificava a HOMOSSEXUALidade como delito. Na Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista mandou para os campos de concentração 50 mil homossexuais, a fim de "tratá-los". Estima-se que 7 mil tenham sido exterminados nos campos.

 

 

No Brasil, a HOMOSSEXUALidade ainda é um tabu no Exército. Na história das Forças Armadas, o primeiro casal a assumir publicamente a HOMOSSEXUALidade foram os sargentos e parceiros Fernando de Alcântara Figueiredo e Laci Marinho de Araújo. O caso dos sargentos gays foi revelado por ÉPOCA, em 2008. Depois da revelação, Fernando deixou o Exército e se tornou um ativista do movimento gay. Ao ouvir a sabatina do general Cerqueira Filho, ele afirmou: "Trabalhei 15 anos nas Forças Armadas e nunca fui desrespeitado. Isso mostra que ele desconhece a história. Alexandre, o Grande, era HOMOSSEXUAL e a tropa inteira lhe obedecia" (leia mais na próxima página).

 

 

Se seu nome for aprovado, o general Raymundo Cerqueira Filho terá de julgar causas delicadas, como acusações de assédio sexual contra militares gays, algo comum, porém tratado com sigilo pela corte militar. Carioca de 65 anos, ele é dono de uma trajetória exemplar na caserna. De acordo com colegas militares, é bem-educado, admirado, respeitado por sua capacidade e bem-visto entre os oficiais. Graduado na Academia Militar das Agulhas Negras, Cerqueira Filho iniciou sua trajetória como oficial do Exército em 1967. Chegou ao posto de general em 1998. De seu currículo, constam vários postos de comando. Como paraquedista, foi instrutor da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado- -Maior. Comandou a Força-Tarefa Santos Dumont, tropa de pronto emprego para atuar em todo o território nacional. Fez parte de uma equipe que, em 1976, estabeleceu o recorde mundial de salto livre em grande altitude (10.000 metros), com o uso de máscara de oxigênio. Durante as comemorações dos 500 Anos do Descobrimento, integrou a equipe de 588 paraquedistas, entre militares e civis, que estabeleceu o recorde mundial de salto livre coletivo.

 

 

Assim que suas palavras sobre os gays foram pronunciadas, começaram os protestos. "Enquanto o governo federal fala em Brasil sem homofobia, pessoas com esse tipo de posicionamento querem vaga no Superior Tribunal Militar", diz Gilza Rodrigues, presidente do Grupo Arco- -Íris, organização não governamental que defende os direitos dos homossexuais. A Ordem dos Advogados do Brasil engrossou o coro de protestos dos ativistas gays e destacou o caráter "anticonstitucional" da opinião do general ao distinguir os indivíduos por sua preferência sexual.

 

 

A ficha dos senadores também começou a cair. Autor da pergunta que gerou a polêmica resposta, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) diz que Cerqueira "foi sincero, mas demonstrou preconceito e predisposição para condenar". O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a volta do general ao Senado para dar mais explicações. Presente à sessão, a senadora Ideli Salvati (PT-SC) disse que "não estava acompanhando atentamente as respostas". Ideli disse que, na hora dos comentários, tratava ao celular da pauta do Plenário naquela tarde. Agora, ela está preocupada. "Eu teria dificuldade de aprovar o nome de alguém para um posto de julgador que já tenha explicitado preconceito em determinados assuntos", afirmou

 

 

Não é difícil entender. Muitas sabatinas no Senado para aprovar nomes indicados pela Presidência da República para cargos-chave no Executivo e no Legislativo acontecem de forma protocolar, sob o olhar atento de poucos interessados. Ora os senadores são interrompidos por assessores, ora por telefonemas ou pelo próprio desinteresse. Alguns comparecem apenas para votar e saem antes do fim da sessão.

 

 

Na mesma reunião, foi aprovado o nome do almirante de esquadra Álvaro Luiz Pinto para compor o STM. Sobre o tema, Pinto disse que não tem nada contra os gays desde que "mantenham a dignidade da farda, do cargo, do trabalho que executam". O ministro da Defesa, Nelson Jobim, minimizou as declarações. Afirmou que elas "não influenciarão os debates internos do Ministério da Defesa e não dizem respeito ao Superior Tribunal Militar". O atual presidente do STM, o civil Carlos Alberto Marques Soares, não viu sinais de homofobia na opinião do general, mas a manifestação de "uma voz corrente nas Forças Armadas". "Praticar ato libidinoso no quartel pode resultar em expulsão, seja o indivíduo HOMOSSEXUAL ou heterossexual", afirmou.

 

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Zuma, papai pela 20ª vez  (Primeiro Plano)

 

 

 

A prole do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, só aumenta. Zuma, da etnia zulu, reconheceu que é pai de uma menina nascida em outubro de 2009. É seu 20º filho, mas o primeiro reconhecido fora dos três casamentos que ele mantém (uma lei baseada nos costumes permite a poligamia no país). O bebê é fruto de um relacionamento com Sonono, filha de Irvin Khoza, presidente do comitê organizador da Copa do Mundo. A revelação do jornal sul-africano Sunday Times reavivou as críticas ao comportamento do presidente em um país em que o uso de PRESERVATIVOS é restrito e há 5,7 milhões de pessoas com o vírus da AIDS. Zuma, que já está noivo de outra mulher, não descarta fazer de Sonono sua quinta esposa.

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Quando a esperança pode virar armadilha 

 

 

As pesquisas experimentais são importantes para os avanços na medicina. Mas muitos estudos não são aprovados e colocam a saúde em risco

 

Diagnosticada com um câncer de colo uterino grave, a carioca Sandra Helena Brandão, 51 anos, viu sua esperança definhar na mesma proporção em que piorava fisicamente. Ela só começou a voltar quando Sandra recebeu a proposta de participar de uma pesquisa clínica no Instituto Nacional de Câncer para avaliar os efeitos de uma droga experimental. Durante um mês e meio, em 2008, ela tomou um comprimido diário de uma substância que impede a multiplicação das células doentes - mas não deixou de lado a quimioterapia e radio- terapia. "No começo, me senti uma cobaia", lembra. A experiência valeu a pena: o câncer sumiu em seis meses. "Foi o que salvou a minha vida." Assim como ela, milhares de brasileiros se submetem a tratamentos experimentais - terapias médicas, como remédios ou cirurgias, ainda em fase de comprovação científica. Portanto, sem terem definidas sua segurança e eficácia para o uso em humanos. Como os efeitos são desconhecidos - e os riscos, dessa forma, aumentados -, estão cercados de cuidados para garantir a proteção e os direitos dos pacientes. E uma dúvida adicional assusta os voluntários: como separar a pesquisa séria da aventureira? Esse questionamento ganhou destaque recentemente, quando a Justiça de Goiás proibiu a cirurgia para redução de estômago usada para o controle da diabetes. Aplicado pelo cirurgião Áureo Ludovico de Paula em mais de 700 pessoas, o procedimento não foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Por isso, poderia ser considerado experimental.

 

 

 

Sandra fez terapia bem-sucedida contra o câncer

 

 

Mas isso significa que sua utilização só seria permitida como parte de uma pesquisa formalmente submetida à aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), instituição vinculada ao Ministério da Saúde que regulamenta experimentos em humanos. "O médico não poderia sequer tê-la desenvolvido sem fazer antes uma pesquisa, com testes em animais, avaliações de segurança e proteção em humanos", afirma Gyselle Tannous, coordenadora da Conep. "E nenhum projeto de pesquisa mencionando a técnica nos foi apresentado." Áureo de Paula defende que o procedimento é uma evolução de outro já regulamentado - o que dispensaria a necessidade de regulamentação. Mas terá que explicar, na Justiça, os 11 casos em que pacientes operados por ele teriam desenvolvido complicações após a cirurgia. O episódio reforçou a necessidade de os pacientes conhecerem o terreno onde irão pisar. "Antes de se submeter a um procedimento, a pessoa deve perguntar ao médico se a técnica é reconhecida", diz Edevard Araújo, do CFM. Dependendo do caso, vale a pena consultar outro especialista. Um exemplo de terapia experimental considerada perigosa é o tratamento com células- tronco oferecido na China a pacientes com paralisia cerebral. "Não há documentação mostrando que é um procedimento seguro, e as pessoas correm o risco de viver uma ilusão", alerta o médico Décio Mion, do Hospital das Clínicas de São Paulo. No Brasil, as pesquisas com seres humanos são regulamentadas pela Resolução 196 do Conselho Nacional de Saúde. Drogas, produtos ou cirurgias devem ser testados primeiramente em animais. Antes do teste em humanos, cientistas têm que submeter uma proposta de estudo a um dos 600 Comitês de Ética em Pesquisa, que funcionam nas principais instituições científicas do País.

 

 

 

ACERTO

 

Marília coordena estudos sérios

 

 

"As pessoas só devem aceitar participar de estudos previamente aprovados por esses comitês", alerta a bióloga Greyce Lousana, presidente da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica. Antes de começar, o paciente deve assinar um termo de consentimento declarando estar ciente dos procedimentos aos quais será submetido, assim como dos riscos envolvidos. As possíveis consequências devem ser avaliadas com cuidado. A legislação define que a terapia experimental será gratuita e a instituição que a coordena deve se responsabilizar pelos problemas que possam decorrer dela, incluindo os custos do tratamento. A lei impede que doentes recebam dinheiro ou outro benefício em troca da participação - a não ser o ressarcimento de gastos como transporte. Quando os aspectos éticos são observados, as pesquisas clínicas permitem avanços importantíssimos na medicina. Na Fiocruz, o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas conduz atualmente 20 estudos, com 600 voluntários, para aprimorar o tratamento da AIDS. A infectologista Marília Santini participa de todos, como pesquisadora. "As pessoas ficam entusiasmadas com a possibilidade de cura", conta.

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

"Alunos fazem teste de HIV sem conhecimento dos pais"  (A Semana)

 

 

 

Adolescentes de 15 anos estão sendo submetidos (embora não obrigados) a testes de HIV em escolas públicas do Maranhão - isso sem conhecimento ou autorização dos pais. São realizados nas próprias unidades de ensino e integram o gênero de exames cujos resultados saem em 15 minutos - mais propícios a falso positivo. Cerca de 300 procedimentos desse tipo haviam sido feitos até a quinta-feira 4.

 

 

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

"Muitas ONGs são corruptas" 

 

 

Heni Ozi Cukier, professor da ESPM e consultor da área de sustentabilidade

 

O chamado marketing de causas sociais e os projetos sustentáveis já abocanham US$ 2,7 trilhões ou 11% de tudo que é investido por ano nos Estados Unidos. Um quadro muito diferente do Brasil, onde o terceiro setor caminha a passos lentos. Graças ao ranço de assistencialismo embutido em boa parte dos projetos, de acordo com o brasileiro Heni Ozi Cukier. Especialista em conflitos internacionais, ele atuou como assessor na Organização das Nações Unidas (ONU), onde tomou gosto pelos temas ligados à sustentabilidade. De volta ao Brasil, Cukier divide seu tempo entre a Escola Superior de Propaganda e Marketing, onde dá aulas, e a Core Social Asset Management, empresa criada para gerir projetos de sustentabilidade. Nesta entrevista, ele discorre também sobre a atuação do Brasil no Haiti e os desafios para que o País se torne um protagonista na cena global.

 

 

DINHEIRO - No início da década pensou-se que as questões econômicas tomariam o lugar do debate político ideológico. Por que isso não aconteceu na prática?

 

HENI OZI CUKIER - Isso até pode vir a acontecer, mas não de uma forma tão estruturada. O crescimento e a diversificação das trocas comerciais funcionam como uma forma de furar barreiras políticas. Um bom exemplo é o trabalho desenvolvido pelas empresas multinacionais. Elas operam em todos os países e têm um papel importante na solução dos problemas globais, inclusive na área social. A Fundação Bill & Melinda Gates, criada por Bill Gates, dono da Microsoft, está movimentando recursos para erradicar doenças que afetam os países pobres, especialmente na África. Gates dispõe de mecanismos mais efetivos que alguns países e organismos internacionais.

 

 

DINHEIRO - Mas isso não pode acabar colocando pessoas e países sob o manto do assistencialismo?

 

CUKIER - Essa crítica se aplica ao que boa parte das ONGs vem fazendo até hoje, mas não para a fundação criada por Gates. Ele integra o time de Capitalistas Filantropos, que inclui ainda o bengalês Muhammad Yunus, criador do Grameen Bank. Ao contrário de muitas ONGs, eles não dão o peixe, mas ensinam os pobres a pescar. E como Gates não depende de recursos de governos ou de organismo internacional, sua fundação goza de uma autonomia que outras entidades não têm.

 

 

 

"A Fundação Bill e Melinda Gates é um exemplo de ONG eficiente"

 

DINHEIRO - No Brasil, inúmeras ONGs atuam com educação e mesmo assim a qualidade do ensino continua ruim. Onde elas estão errando?

 

CUKIER - Sabemos que muitas ONGs não conseguem cumprir seu papel. E isso se deve, em muitos casos, à má gestão ou à falta de eficiência. Existe muita ONG que foi concebida apenas para gritar, não para gerar resultados práticos. Uma das exceções é a Fundação Ayrton Senna, que faz um trabalho consistente e de longo prazo.

 

 

DINHEIRO - Pode-se dizer que diversas ONGs estão vivendo da causa ou se transformaram em linha auxiliar do governo?

 

CUKIER - Creio que a maioria delas se enquadra nesse perfil. Muitas ONGs, especialmente no Brasil, se tornaram instrumentos de corrupção de uma série de esquemas. E isso é lamentável porque as ONGs têm um papel fundamental para ajudar a resolver os problemas sociais do mundo.

 

 

DINHEIRO - E qual é a sua avaliação do trabalho feito pelas empresas privadas que montam fundações e institutos?

 

CUKIER - Muitas delas atuam de forma bastante profissional. Mas, no geral, ainda há um grande problema de mão de obra de qualidade para atuar na gestão, além da inexistência de ferramentas que deem suporte para essas ONGs. O Brasil necessita de pessoas capazes de conciliar a agenda social com as peculiaridades das empresas privadas. Temos de seguir o exemplo dos EUA, onde existem diversos projetos inovadores. Um deles é a água Ethos, da Starbucks, cuja parte da renda é direcionada a ações sociais.

 

 

O Bono Vox foi outro que criou uma grife, a marca Red, que é licenciada para empresas em troca de doações para campanhas de combate à AIDS na África. São exemplos efetivos de marketing relacionado à causa.

 

 

DINHEIRO - E o que falta para que esse modelo seja adotado no Brasil?

 

CUKIER - Por aqui, os dirigentes de empresas privadas temem ser criticados ao usar mecanismos desse tipo.

 

 

DINHEIRO - E como mudar isso?

 

CUKIER - Além da construção de uma nova mentalidade, precisamos criar ferramentas que facilitem essa transição. O consultor indiano Coimbatore Krishnarao Prahalad defende a tese de que a erradicação da pobreza depende da expansão do mercado de consumo. Seu foco são os quatro bilhões de pessoas que vivem com até US$ 2 por dia.

 

 

A Danone colocou isso em prática ao investir em uma marca local de iogurte feita com vitaminas sob medida para os indianos. As fábricas foram construídas em locais carentes e a venda é feita por integrantes da própria comunidade. Isso ampliou a circulação de riqueza, além de ter contribuído para a melhora na saúde das pessoas. Parte do lucro com a venda é usada pela Danone para abrir novas unidades. Responsabilidade social não é fazer caridade ou relações públicas, mas sim uma plataforma de negócios.

 

 

DINHEIRO - Existem outros exemplos?

 

CUKIER - A Johnson&Johnson percebeu que o número de estudantes de enfermagem estava caindo vertiginosamente nos EUA. Como ela atua na fabricação de produtos de puericultura, decidiu criar um projeto incentivando, com bolsas de estudos, quem quisesse seguir a carreira.

 

 

DINHEIRO - Mas isso não significa comprar a simpatia das pessoas?

 

CUKIER - Nenhum desses estudantes será obrigado a consumir ou indicar produtos da Johnson&Johnson. É legítimo que as empresa zelem pela perpetuação dos mercados nos quais elas atuam. Isso também vale para o Brasil. Mais que projetos sociais, as empresas daqui precisam adotar políticas estratégicas alinhadas com seu negócio.

 

 

 

DINHEIRO - É nessa linha que sua empresa, a Core Social Asset Management, pretende apostar?

 

CUKIER - Exatamente. Além de consultoria e gestão de projetos, pretendo lançar iniciativas de marketing ligadas à causa. A primeira delas, que será tocada em termos globais, será o selo Stand Up Forest, criado para dar suporte a ações de preservação na Amazônia. Tais como bancar a compra de terras para criação de reservas, o fortalecimento de projetos locais de geração de renda e palestras de conscientização. Isso será feito com a verba obtida com o licenciamento de produtos da marca Stand Up Forest.

 

 

DINHEIRO - Mudando de assunto, como o sr. avalia a atuação da ONU e da comunidade internacional no Haitii?

 

CUKIER - Estamos diante de uma questão muito delicada, pois se trata de um caso clássico de building state (construção do Estado, em português) questão central no âmbito das relações internacionais. No Haiti, isso assume um contorno mais dramático porque, além dos graves problemas sociais e econômicos gerados pelo terremoto, o país está institucionalmente falido.

 

 

DINHEIRO - E a disputa de poder ajuda a agravar o quadro?

 

CUKIER - Na verdade, esse é um problema crônico na trajetória da ONU. Os americanos foram criticados por assumir o controle do aeroporto, mas eles eram os mais capacitados para recuperar a operacionalidade daquele equipamento de forma rápida. A ONU sempre foi refém de disputas políticas.

 

 

DINHEIRO - A atuação do Brasil na região pode alterar o modo como somos avaliados pela comunidade internacional?

 

CUKIER - Com certeza. Esse é um dos poucos pilares capazes de cacifar o Brasil na briga por uma cadeira como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Hoje, o Japão, a Índia e a Alemanha também cobiçam o posto. Só que, ao contrário do Brasil, eles têm argumentos mais sólidos para bancar suas candidaturas. O Japão é o maior contribuinte da entidade, seguido pela Alemanha. A Índia, por sua vez, tem a segunda maior população do planeta e um contingente militar enorme, que está envolvido em uma série de ações pelo mundo afora. E qual o argumento do Brasil? Só resta o bom trabalho que vem fazendo no Haiti.

 

 

"O Haiti é a chance de o País se firmar no cenário global"

 

 

Soldados brasileiros nas ruas de Porto Príncipe

 

 

 

DINHEIRO - Pelo lado econômico, o Brasil avançou bastante. Isso pode ajudar de alguma maneira?

 

CUKIER - As questões cruciais da política internacional global são decididas pela abordagem geopolítica, pela estratégia militar ou pelo uso da força. As barganhas políticas e diplomáticas são embasadas tendo a força dos exércitos como retaguarda. A posição econômica ajuda a ganhar status internacional, mas, se quisermos ser um grande jogador, temos de romper o histórico de nação pacífica.

 

 

DINHEIRO - E o Brasil dispõe de quadros políticos e diplomáticos para operar neste cenário?

 

CUKIER - Ainda não conseguimos construir um projeto estratégico neste sentido, com capacidade de transcender os governos. Do ponto de vista militar também não temos uma doutrina para embasar essa ambição. O Kissinger (Henry Kissinger, secretário de Estado dos EUA na década de 1970) dizia que não existe diplomacia sem o porrete por trás. Ou seja, sem poder de pressão e dissuasão, não seremos nunca uma grande potência mundial.

 

 

DINHEIRO - O governo Lula errou ao ser muito conciliador em questões envolvendo Bolívia, Equador e Paraguai?

 

CUKIER - O governo está cedendo demais. Falta maturidade aos brasileiros para entender que, independentemente da ideologia do governante de plantão, é preciso privilegiar o interesse da população. É assim que funciona em países grandes e pequenos. Se o nosso governo não defender os brasileiros, quem o fará, a Argentina? É claro que não.

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

FOLHA DE NOTÍCIAS

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08/FEVEREIRO/2010

 

DST/AIDS realiza campanha no carnaval

 

 

   Nos últimos anos, Itumbiara passou a privilegiar a informação, a valorização da auto-estima e o incentivo ao uso do preservativo; além desse diferencial, tem abordado temas considerados tabus para a sociedade. Neste ano, a campanha de carnaval é voltada para mulheres jovens e jovens gays.

Confira abaixo as ações do SAE/CTA - DST AIDS para o Carnaval:

    Durante a semana, de 08 a 12 de fevereiro, todos os ESF’s estarão realizando orientações à população nas salas de espera, a cerca da prevenção de DST/AIDS e importância do uso de preservativos - serão distribuídos durante esse período folders informativos e preservativos masculinos;

a No dia 12/02/2010 (sexta-feira a noite), nossa equipe acompanhará o tradicional Bloco das Piranhas na caminhada do ambulatório de Furnas até o Clube - trabalhando na conscientização dos participantes para a preservação de DST/AIDS e distribuindo preservativos e folders aos participantes;

a No dia 13/02/2010 (sábado, no período da manhã), nossa equipe estará no posto da Polícia Rodoviária Federal fazendo orientações aos foliões viajantes e realizando a distribuição de preservativos.

 

 

 

 

 

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ZERO HORA – RS

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08/FEVEREIRO/2010

 

Lançada campanha antiAIDS para jovens

 

A campanha publicitária de prevenção à AIDS, que o governo federal prepara para o Carnaval 2010, terá como foco principal mulheres de 13 a 19 anos e jovens gays, de 13 a 24 anos. Segundo pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Ministério da Saúde, esses são os dois grupos mais vulneráveis ao contágio pelo vírus HIV. Com o slogan “CAMISINHA. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre”, O material é direcionado para quem tem relação sexual estável ou casual.

 

 

 

 

 

 

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FAX AJU

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08/FEVEREIRO/2010

 

 

Prevenção distribui 25 mil preservativos

 

Diante da necessidade de conscientizar a população para a necessidade do uso da CAMISINHA e chamar atenção para os riscos do sexo sem proteção, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Programa Municipal de DST/AIDS e Hepatites Virais, monta em eventos de grande porte a estrutura conhecida como ‘Ponto da Prevenção´. No Projeto Verão 2010 não foi diferente. Durante os quatro dias de festa, foram distribuídos cerca de 25 mil CAMISINHAs.

De acordo com técnico do Programa de DST/AIDS, Andrey Lemos, a presença do serviço em dias de festa é fundamental. Tem gente que compra preservativos no supermercado, farmácia ou os adquire nas Unidades de Saúde da Família da capital. O problema é quando as pessoas esquecem eles em casa. Além de fornecer informações sobre HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, a barraca dá mais uma oportunidade aos cidadãos para que eles tenham proteção, afirma.

Ainda segundo Andrey Lemos, infelizmente, grande parte dos adolescentes ainda sente vergonha de pegar CAMISINHA. Vem sempre um representante do grupo pegar o PRESERVATIVO e depois distribui entre os amigos. A vergonha é uma questão que precisa ser trabalhada. Mesmo assim, percebemos que muitos jovens sabem da importância do PRESERVATIVO sexual, comenta.

A estudante de enfermagem Maria Isabel Resende elogiou a presença do Ponto da Prevenção no Projeto Verão 2010. Eu adorei a idéia. Muito boa mesmo! Em um ambiente de festa, onde muita gente acaba esquecendo do perigo do sexo sem CAMISINHA, essa é uma forma de reforçar o cuidado, diz.

 

 

 

 

 

 

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AGORA – MS

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08/FEVEREIRO/2010

 

Secretaria da Saúde promove ação na praia

 

A Secretaria Estadual da Saúde promoveu na tarde de sábado, 6, na praia do Cassino, a ação Viva o Verão com Mais Saúde, com distribuição de folderes informativos, brindes e preservativos. A ação contou com a participação de cinco integrantes do Programa Verão Legal RS 2010, que entregaram aos turistas o folder com informações e dicas sobre saúde. No material, são abordados temas como: DST/AIDS, saúde bucal, mental e da família, câncer de mama, doença falciforme, alimentação e nutrição, dicas para crianças e adolescentes. Além disso, os veranistas foram presenteados com uma garrafinha plástica para água e receberam preservativos e folderes sobre a gripe A e Hepatites virais.

A Secretaria repetiu a ação no domingo, 7, próximo à guarita central dos salva-vidas, no Cassino, e participará de eventos promovidos pelo Serviço Social do Comércio (Sesc), como a Blitz do Lixo na Praia, no próximo dia 10; o passeio ciclístico, no dia 11 de fevereiro, às 20h, e a atividade de Carnaval, no dia 12 de fevereiro, às 16h.

 

 

 

 

 

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CRUZEIRO DO SUL – SP

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08/FEVEREIRO/2010

 

90 mil preservativos serão distribuídos

Regina Helena Santos - Redação Cruzeiro do Sul

 

As instituições e programas que atuam no combate à transmissão do vírus HIV em Sorocaba disponibilizarão aos foliões, durante o Carnaval e nos dias que antecedem a festa, mais de 90 mil preservativos masculinos. Só a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS), tem estoque para distribuir 70 mil unidades (40 mil fornecidas pelo Programa Estadual de DST/AIDS e o restante comprado pelo município) nos bailes e nas ruas, durante o desfile das escolas de samba e dos blocos, nos Centros de Saúde dos bairros e nas unidades de Pronto Atendimento (PAs). Soma-se a esta iniciativa o trabalho do Grupo de Educação à Prevenção a AIDS em Sorocaba (Gepaso), que numa ação conjunta com 22 empresas e indústrias fará chegar, até a próxima sexta-feira, cerca de 20 mil unidades às mãos dos trabalhadores, grande parte conseguida diretamente do Ministério da Saúde (MS).

 

 

As ações e campanhas de prevenção do Carnaval deste ano terão como foco, por orientação do MS, mulheres de 13 a 19 anos e jovens homens homossexuais de 13 a 24 anos já que, segundo pesquisa do órgão, o número de casos de AIDS vem aumentando entre este público. “A faixa etária foi escolhida por ser sexualmente ativa e porque os jovens se envolvem cada vez mais nos eventos do Carnaval, especialmente os de rua, tão comuns em Sorocaba”, comentou Maria Tereza Morales Dib, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS. Na opinião de Maria Lucila Magno, presidente do Gepaso, é impossível deixar de realizar campanhas de grande porte para o combate à AIDS durante o Carnaval. “O trabalho continua durante todo o ano, mas nessa época, o feriado prolongado, a folia e muita bebida fazem com que as pessoas deixem de usar o preservativo. Vamos nos divertir, mas também refletir para que o Carnaval não saia caro. Doa a quem doer, até hoje a CAMISINHA é o único meio de prevenção à transmissão do HIV e muita gente ainda continua morrendo de AIDS”, comentou.

 

 

 

Trabalho específico

 

 

Há quatro anos, o Gepaso optou por realizar um trabalho específico com a iniciativa privada, que une palestras informativas e distribuição de CAMISINHAs, às vésperas do Carnaval, em empresas. “Fazemos palestras até de madrugada, no meio da produção”, contou Lucila.

 

 

A ideia é apoiar as ações realizadas pelo Programa Municipal nas ruas. “Se eles não fizessem como a gente acha que está certo, nós mesmos faríamos. Mas não faz sentido um trabalho paralelo.”.Para o próximo ano, entretanto, a instituição já pensa em mais uma vez voltar às ruas no Carnaval. “Há 20 anos colocamos os preservativos nas mãos da população. Era necessário que as pessoas conhecessem e fomos muito criticados. Hoje todo mundo já sabe o que é e para que serve, mas as campanhas não podem parar. Basta ver o exemplo de doenças como Tuberculose e Hanseníase, tão antigas, mas que existem até hoje”. Lucila reitera que, quando se fala da utilização de preservativos nas relações sexuais, o assunto não é somente a AIDS. “Os dados comprovam o quanto os índices de natalidade aumentam nove meses depois do Carnaval”, falou, referindo-se a gestações não planejadas.

 

        

 

 

 

 

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CRUZEIRO DO SUL - SP

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08/FEVEREIRO/2010

 

Confira os destaques desta 2ªf da edição impressa do Cruzeiro

 

Cruzeiro On Line

 

AUDIÊNCIA DISCUTE FECHAMENTO DA MATERNIDADE DA SANTA CASA - Uma audiência pública para discutir sobre o fechamento da maternidade e da Unidade de Terapia Intensiva de Neonatologia (UTI-Neonatal) da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba, será realizada nesta segunda-feira, às 19h na Câmara Municipal. Além da situação na Santa Casa, a audiência vai discutir também as políticas públicas de saúde para o setor na cidade. Procurado, o provedor da Santa Casa José Antonio Fasiaben disse que estará na audiência pronto para responder as questões.

 

 

REDE MUNICIPAL COMEÇA ANO LETIVO COM 47 MIL ESTUDANTES - Mais de 47 mil estudantes matriculados em 110 unidades da rede municipal de ensino começam nesta segunda-feira as atividades do ano letivo de 2010. Em apenas duas escolas o início das aulas foi adiado em razão de atrasos nas obras de manutenção realizadas durante as férias. Na escola municipal “Benedito José Nunes”, no Parque Esmeralda, que sofreu um incêndio em janeiro, as atividades recomeçam nesta quarta-feira, dia 10. Já os alunos da escola municipal “Maria Domingas Tótora de Góes”, na Vila Leopoldina, retornam somente depois do Carnaval, em 18 de fevereiro, já que as chuvas que atingiram a cidade nas últimas semanas atrapalharam a finalização das obras de reforma e pintura. As aulas da rede estadual também serão iniciadas nesta data.

 

 

PREÇO DA GASOLINA DEVE DIMINUIR - A diminuição de R$ 0,23 para R$ 0,15 em imposto por litro de gasolina começou a vigorar na sexta-feira. No entanto, segundo o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Sorocaba e Região (Sincopetro), Jorge Marques, a medida levará uma semana, aproximadamente, para apresentar efeitos e baratear a gasolina. A redução tributária incide sobre a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e é uma tentativa de evitar que o combustível derivado do petróleo fique mais caro por conta da redução de 25% para 20% da mistura de etanol anidro à gasolina.

 

 

BANCO DO POVO EMPRESTA R$ 71 MIL SOMENTE EM JANEIRO - O Banco do Povo de Sorocaba fechou 21 contratos de empréstimos durante o mês de janeiro, número considerado importante pela Secretaria de Relações do Trabalho (Sert), coordenadora desse projeto. De acordo com o titular da Pasta, Luís Alberto Firmino, a procura pela instituição tem sido cada vez mais frequente, demonstrando que “os empreendedores continuam crescendo na cidade”.

 

 

AGORA É A FALTA DE ÁGUA - Calor e aumento do consumo são os fatores apontados pelos técnicos do Saae para explicar a falta de água em algumas ruas do Parque São Bento. No último fim de semana, a solução era procurar um pouco de água usando baldes - na casa de parentes ou conhecidos de outras localidades. Na versão de alguns moradores, entretanto, o problema não é recente.

 

 

CRUZEIRÃO SEGUE COM MAIS 14 JOGOS; ATÉ QUINTA SERÃO 31 - Será aberta a segunda semana de jogos do 51.º Torneio Aberto de Futsal Jornal Cruzeiro do Sul, o Cruzeirão 2010. Até quinta-feira, serão 31 partidas, todas válidas pela categoria principal.

 

 

GALO DEVE ANUNCIAR MAIS REFORÇOS - O Atlético Sorocaba pode anunciar nesta segunda-feira a contratação de dois jogadores: um lateral-esquerdo e um zagueiro. Se confirmados, eles elevarão a 14 o número de reforços do time em meio à disputa do Campeonato Paulista da Série A2.

 

 

VOTORATY FOCA A COPA DO BRASIL - Quando entrar no gramado do estádio Domenico Paolo Metidieri, na próxima quarta-feira, para enfrentar o Treze (PB), o Votoraty estará dando início à sua primeira participação num campeonato nacional. Às 16h, o time estreia na Copa do Brasil, torneio que conquistou o direito de disputar por ter sido campeão da Copa Paulista no ano passado. O jogo é considerado tão importante pela diretoria e comissão técnica do clube que o treinador Fernando Diniz levou um time reserva para enfrentar o Rio Preto no último sábado, na casa do adversário.

 

 

APÓS 4.ª VITÓRIA, ELENCO DO SÃO BENTO GANHA FOLGA PROLONGADA - Os jogadores do São Bento ganharam dois dias de folga após a vitória sobre o Noroeste. O elenco se reapresenta na terça-feira pela manhã no CIC e inicia os trabalhos visando a partida do próximo sábado, às 19h30, contra o Marília, em Sorocaba.

 

 

TRIO ROUBA LOJA E É PEGO EM VOTORANTIM - Três acusados de roubar uma loja de toldos na rua Bento Mascarenhas Jequitinhonha fugiram da polícia e foram seguidos até Votorantim. Ângelo Benetti Filho, 28 anos, e dois adolescentes de 16 e 17 anos tentaram escapar no Palio azul (placa CKL-9919 de Votorantim). O roubo à loja aconteceu por volta das 16h de sexta-feira. Levaram R$ 500,00 e um telefone celular.

 

 

ASSALTANTE TENTA ROUBAR POLICIAL MILITAR E LEVA TIRO - Um assaltante se deu mal ao tentar roubar um policial militar no Parque Campolim, no início da madrugada de domingo. Anderson Samuel Santos Batista de Almeida, conhecido como “Neguinho”, 18 anos, foi baleado no peito e está internado no Hospital Regional, sob vigilância. Ele não corre risco de morte e assim que estiver melhor, irá para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

 

 

LEITORES COLABORAM COM A CAMPANHA DE AJUDA AO HAITI - No segundo fim de semana da campanha humanitária “O Haiti precisa de sua ajuda”, muitos leitores do Jornal Cruzeiro do Sul adquiriram seus exemplares nas 250 bancas de Sorocaba e região e colaboraram com a iniciativa. O objetivo é encaminhar parte da renda obtida com a venda avulsa do periódico, durante cinco domingos, para organismos internacionais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), para ajuda ao país que foi devastado por terremotos no último dia 12 de janeiro.

 

 

COMBATE À AIDS EM SOROCABA - As instituições e programas que atuam no combate à transmissão do vírus HIV em Sorocaba disponibilizarão aos foliões, durante o Carnaval e nos dias que antecedem a festa, mais de 90 mil preservativos masculinos. Só a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/AIDS), tem estoque para distribuir 70 mil unidades (40 mil fornecidas pelo Programa Estadual de DST/AIDS e o restante comprado pelo município) nos bailes e nas ruas, durante o desfile das escolas de samba e dos blocos, nos Centros de Saúde dos bairros e nas unidades de Pronto Atendimento (PAs). Soma-se a esta iniciativa o trabalho do Grupo de Educação à Prevenção a AIDS em Sorocaba (Gepaso), que numa ação conjunta com 22 empresas e indústrias fará chegar, até a próxima sexta-feira, cerca de 20 mil unidades às mãos dos trabalhadores, grande parte conseguida diretamente do Ministério da Saúde (MS).

 

 

 

 

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CORREIO DE UBERLÂNCIA – MG

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08/FEVEREIRO/2010

 

Começa hoje campanha educativa contra DST

 

Mais de 200 mil preservativos serão distribuídos gratuitamente

Renata Tavares

Repórter

 

Jornal Correio de Uberlândia

 

Atualizada: 07/02/2010 - 20h41min

 

Mais de 200 mil preservativos serão distribuídos gratuitamente por profissionais de saúde e voluntários de Uberlândia durante toda a semana e também nos dias de carnaval. A campanha, que recebe o nome de “Carnaval 2010 sem AIDS”, acontece há mais de dez anos e percorrerá - a partir de hoje - terminais de ônibus, boates (casas de encontro), supermercados, bares, terminal rodoviário e também o aeroporto.

 

Durante os dias de carnaval, que começa na sexta-feira (12) e termina na terça-feira (16), também, haverá distribuição gratuita. Ela será feita pelos profissionais de saúde que estarão nas ambulâncias na avenida Monsenhor Eduardo, onde é realizado o desfile de Escolas de Samba em Uberlândia.

 

Em 2009, conforme a coordenadora do Ambulatório Herbert de Souza (responsável pela campanha), Cláudia Spirandelli, foram distribuídos cerca de 150 mil preservativos. Para alcançar um público maior neste ano, foi realizada parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc) e voluntários das ONGs Shama e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS. Segundo Cláudia, mais pontos serão visitados. “Todos os anos pretendemos aumentar a quantidade de pessoas atendidas. Neste aumentamos o número de locais visitados para surtir efeito maior”, disse.

 

Conscientização

 

O objetivo da campanha, conforme Cláudia, é conscientizar a população de que é preciso se prevenir das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). “Nesta época, as pessoas costumam viajar para outras cidades e exagerar na bebida alcoólica e acabam conhecendo outras pessoas. É importante que ele tenha sempre em mãos o PRESERVATIVO para não correr riscos de adquirir algum tipo de doença”, disse.

 

Mais de 10 mil pessoas possuem o HIV

 

Em Uberlândia, segundo a coordenadora do Ambulatório Hebert de Souza, Cláudia Spirandelli, os casos de HIV – em que as pessoas têm o vírus, mas não desenvolveram a doença e não são necessários tratamentos por meio de coquetéis - ultrapassam os dez mil. “A maioria não sabe que está infectada, por isso é preciso se prevenir e usar o preservativo”, disse.

De acordo com Cláudia, na cidade há mais de 2 mil pessoas com AIDS. “Nestes casos, a pessoa já toma coquetel e está em tratamento. Muitos podem pensar que é pouco para uma cidade com mais de 600 mil habitantes, mas não é. Estamos na média nacional, mas podemos evitar que esse número cresça.”

 

A coordenadora ressalta que, para evitar novos casos, campanhas de conscientização são fundamentais. Para fazer gratuitamente o exame para identificar a doença, segundo Cláudia, basta ir ao Ambulatório, que fica na rua Avelino Jorge do Nascimento, 15, bairro Roosevelt. “Antes, a pessoa passa por uma avaliação para saber o risco de estar infectada e também para prepará-la, caso o resultado seja positivo”, disse. 

 

Locais a serem visitados durante a campanha

 

8/2 – Terminais Umuarama e Santa Luzia

9/2 – Terminal Planalto (tarde) e Boates (noite)

10/2 – Carrefour (tarde) e bares av. Rondon Pacheco (noite)

11/2 – Praça Clarimundo Carneiro – Noite dos Antigos Carnavais

12/2 – Aeroporto e Terminal Rodoviário

13/2 – Avenida Monsenhor Eduardo

 

 

 

 

 

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08/FEVEREIRO/2010

 

Ministério da Saúde defende distribuição de CAMISINHAs nas escolas

 

06/02 - 17:56 - Agência Brasil

 

 

 

 ImprimirEnviarCorrigirNotícias SMSFale ConoscoRio de Janeiro - A grande incidência de AIDS entre adolescentes motivou o Ministério da Saúde a realizar a distribuição de CAMISINHAs diretamente nas escolas.

 

Para facilitar o acesso ao jovem, que muitas vezes fica constrangido de pedir preservativos aos adultos, estão sendo testadas máquinas que disponibilizam o produto automaticamente.

 

 

AIDS entre jovens atinge principalmente mulheres e homossexuais, segundo Ministério da Saúde

 

“Nós estamos implantando máquinas de preservativos automáticas, para que os alunos possam retirar gratuitamente as CAMISINHAs. A escola é um espaço importante e nós temos uma política há muito tempo de direitos sexuais reprodutivos, e a distribuição dos preservativos faz parte desta estratégia”, explicou Temporão.

 

Segundo a diretora do Programa de DST/AIDS do Ministério da Saúde, Mariangela Simão, as CAMISINHAs já são distribuídas em 19 mil escolas. Já as máquinas ainda estão em fase de teste, em municípios dos estados da Paraíba e de Santa Catarina, para aprimorar o equipamento, que deve ser implantado em todo o país em maior escala ainda este ano.

 

“O adolescente tem dificuldade de ir a um centro de saúde para pedir CAMISINHA, pois [para ele] é uma situação constrangedora. Então o importante é aumentar oportunidades do adolescente ter acesso à prevenção. Porque 45% deles que não usaram o