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  Aidético

Expressão incorreta. As ONGS Aids e a CNDST / Aids combatem o termo, por ser pejorativo e discriminatório. Podem ser utilizadas as expressões "soropositivo" ou "pessoa que vive com HIV/Aids".

  AIDS

Sigla original da expressão em inglês Acquired Immune Deficiency Syndrome. Identifica um processo viral que ataca o sistema imunológico humano e destrói as células que defendem o organismo contra infecções. Quando isso ocorre, a pessoa fica vulnerável a uma grande variedade de doenças graves, como pneumonia, tuberculose, meningite, sarcoma de Kaposi e outros tipos de câncer. São estas infecções oportunistas que podem levar o doente de aids à morte. O vírus que causa a aids, o HIV (Human Immuno Deficiency Virus), já foi isolado em diferentes concentrações de materiais ou líquidos orgânicos: no sangue, no esperma, nas secreções vaginais, na saliva, na urina e no leite materno. Porém, ainda não se comprovou qualquer caso de infecção por meio de saliva ou urina. Comprovadamente, pode se dar por meio de transfusões sangüíneas, pelo uso compartilhado de seringas e/ou agulhas e nas relações sexuais. A mãe portadora do vírus ou doente de aids também pode transmitir o HIV a seu filho durante a gravidez, no parto ou pelo aleitamento materno. Alguns medicamentos vêm sendo usados com relativo sucesso no combate à aids. A cura da doença, no entanto, ainda não foi descoberta e uma vacina que a previna também é uma possibilidade distante. No Brasil, os primeiros casos de aids foram notificados em 1980, tendo sido registrados cerca de 120 mil casos até novembro de 1997. Em francês, português e espanhol, a sigla cor-respondente é SIDA. No Brasil, o mais comum é o termo aids. O primeiro caso de Aids no mundo, reconhecido por médicos, foi em 1959, no Congo (África), onde um homem morreu da até então não identificada doença. No Brasil, os primeiros casos foram notificados em 1980.

  Anti-retroviral

Medicamentos usados contra a infecção pelo HIV, que é um retrovírus.

  Anticorpos

Proteínas do sistema imunológico em resposta a qualquer agente agressor.

  Assintomático

Diz-se do indivíduo infectado, mas que não apresenta sintomas de aids.

  AZT

Sigla derivada de azidotimidina. Também conhecida como zidovudina, é droga anti-retroviral do grupo dos inibidores da transcriptase reversa, utilizada no tratamento da infecção pelo HIV. Foi o primeiro medicamento de pacientes com aids.

  Carga viral

Quantidade de HIV circulante no organismo. No teste de quantificação da carga viral, é calculada em número de cópias do HIV por milímetro de plasma.

  CD4

É um receptor presente nos linfócitos T-auxiliares, no qual o HIV se liga para iniciar a infecção da célula.

  Célula T4

Linfócito auxiliar, também de célula T-Auxiliar. É nele que se localiza a partícula CD4.

  Célula T8

Linfócitos produtores de anticorpos capazes de destruir células humanas infectadas.
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:: ARTIGO ::
Eu acredito!
Cida Lemos

Eu acredito que estamos construindo uma nova sociedade, mais igualitária, em que todas as pessoas independentes de sua cor terão oportunidades iguais e direitos respeitados.

Infelizmente ainda estamos longe dessa realidade. O que vemos todos os dias é a desigualdade e a falta de respeito principalmente com as mulheres negras. No mercado de trabalho elas recebem remuneração inferior realizando a mesma tarefa - poucas ocupam cargos de chefia. Nas lojas não são aprovadas como vendedoras e nas empresas lhes são oferecidas vagas em serviços menos gabaritados. Poderíamos citar inúmeras arbitrariedades que são cometidas contra a mulher negra.

Porém, a mais cruel violência ocorre nos sistema de saúde, onde qualquer pessoa chega fragilizada. A mulher negra sofre constrangimentos e vê desrespeitados seus direitos. Fica totalmente vulnerável porque são em sua maioria mulheres pobres, de pouca escolaridade, que por desconhecimento ou mesmo por medo se calam e voltam para seus lares com as dúvidas e as dores físicas agravadas pela certeza que muitas coisas necessitam ser mudadas, mas poucas conseguem forças para promoverem essas mudanças. Daí a necessidade de termos um dia especial para reflexão, para lembrar homens e mulheres que falaram e lutaram por seus irmãos que não tinham voz e que continuam lutando por aqueles que ainda não perceberam que sua fala pode ser ouvida, que seus sonhos podem ser realizados, que seus deveres e direitos devem ser respeitados e que um dia não precisaremos mais de cotas.

Representandte das Cidadãs Posithivas/RJ; Conselheira do CEDIM/RJ (Conselho Estadual dos Direitos da Mulher)
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