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| CIDADE DE SÃO PAULO RECEBE, NESTA SEMANA, DUAS REUNIÕES QUE VÃO DISCUTIR ESTRATÉGIAS BIOMÉDICAS DE PREVENÇÃO AO VÍRUS DA AIDS |
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23/09/2008 – 13h20
Nesta semana, a cidade de São Paulo será palco de duas importantes reuniões sobre prevenção biomédica do HIV. Este é o termo recentemente cunhado para abordar estratégias de prevenção da infecção pelo vírus HIV que envolvem tecnologias biomédicas, tais como vacinas, microbicidas, circuncisão e medicamentos.
Na próxima quinta-feira (25/09), será realizada reunião para ativistas do movimento de Aids nacional e pesquisadores do país na qual serão discutidas as pesquisas planejadas ou em andamento de vacinas preventivas, circuncisão e uso de medicamentos anti-retrovirais como estratégia de prevenção ao vírus da Aids.
Também serão abordadas, questões éticas na realização destas pesquisas. Este evento está sendo organizado pelo Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e conta com o apoio do Programa Estadual de DST/Aids de São Paulo e com financiamento da IAVI (International Aids Vaccine Initiative).
Na sexta-feira (26/09) e no sábado (27/09), será realizada uma reunião fechada de ativistas do movimento de Aids nacional para debater documento elaborado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e pela AVAC (Aids Vaccine Advocacy Coalition) sobre Boas Práticas de Participação Comunitária em Pesquisas de Prevenção Biomédica do HIV.
Esta reunião produzirá um relatório nacional sobre o documento e orientações para sua implementação no país. Este evento é uma parceria entre o Grupo de Incentivo à Vida (GIV) e a Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids de São Paulo e conta com financiamento da AVAC (Aids Vaccine Advocacy Coalition).
Sobre o GIV
O GIV é um grupo de ajuda mútua, que tem como missão propiciar melhores alternativas de qualidade de vida, tanto no âmbito social como da saúde física e mental, a toda pessoa portadora do HIV/Aids.
Sobre a Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV
A Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV é uma parceria entre a disciplina de Infectologia da UNIFESP / Escola Paulista de Medicina e o Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS (CRT-DST/Aids) do Programa Estadual de DST/AIDS de São Paulo para testar vacinas preventivas contra o HIV no âmbito da Rede de Ensaios Clínicos de Vacinas contra o HIV (HIV Vaccine Trials Network, HVTN) com o patrocínio dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH). Atualmente, cinco estudos de vacinas contra o HIV estão sendo desenvolvidos na instituição.
Sobre o CRT - DST/Aids
O Centro de Referência e Treinamento DST/Aids é a instituição responsável pela coordenação do Programa de DST/Aids do Estado de São Paulo e é também um serviço de referência para atendimento a portadores de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e HIV/Aids desde 1988. Constitui-se em uma unidade de referência de âmbito nacional e internacional para treinamentos de profissionais da saúde que atendem pacientes portadores dessas patologias. Este modelo fornece um ambiente especialmente favorável ao desenvolvimento de pesquisas clínicas e comportamentais. Desde 2001, o CRT-DST/Aids integra a Rede de Ensaios Clínicos de Vacinas contra o HIV, HVTN, com o patrocínio dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, por meio de sua Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV.
Sobre a IAVI
A missão da IAVI é assegurar o desenvolvimento de vacinas preventivas ao HIV seguras, efetivas e acessíveis para uso em todo o mundo. IAVI é uma parceria público-privada global e sem fins lucrativos que trabalha para acelerar o desenvolvimento de uma vacina para prevenir a infecção pelo HIV e a AIDS. Fundada em 1996, a IAVI pesquisa e desenvolve produtos candidatos à vacina anti-HIV, conduz análises políticas e serve como researches and develops vaccine candidates, conducts policy analyses, and serves as an advocate para o campo com escritórios na África, Índia e Europa. A IAVI sustenta uma abordagem abrangente do HIV e da AIDS que articule a expansão e o fortalecimento dos programas existentes de prevenção e tratamento do HIV com investimentos focados em novas tecnologias de prevenção da AIDS. Como a única organização mundial focada exclusivamente no desenvolvimento de uma vacina contra a AIDS, a IAVI trabalha para assegurar que uma vacina futura seja acessível a quem precisar.
Sobre a AVAC
Fundada em 1995, a organização internacional sem fins lucrativos AIDS Vaccine Advocacy Coalition (AVAC) busca criar um ambiente político e social favorável à aceleração de pesquisas éticas e eventual acesso global a novas opções de prevenção ao HIV, como parte de uma resposta abrangente à pandemia de Aids.
Fonte: Centro de Referência e Treinamento DST/Aids
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DICA
PARA ENTREVISTA:
DICA DE ENTREVISTA
Centro de Referência e Treinamento DST/Aids
Assessoria de Imprensa
Emi Shimma
Tel.: (0XX11) 5087-9835 / 9624-9825
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ARTIGO :: |  |
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| Da ampliação do diagnóstico ao fortalecimento da prevenção |
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Por Mariângela Simão
O ano de 2009 foi um marco no enfrentamento da epidemia do HIV/aids no Brasil. Começou com a proposta de ampliação do diagnóstico do vírus em vários segmentos da população. Para isso, colocou em destaque o teste rápido, que agora é 100% nacional. O método reduz o tempo de espera – o resultado sai em menos de 30 minutos –, pode chegar a locais de difícil acesso ou sem estrutura laboratorial.
Ao longo do ano, foram encaminhados ao 26 estados e ao Distrito Federal quase dois milhões de dispositivos para realizar os testes rápidos. Trata-se do recorde anual, desde que a nova metodologia foi adotada pelo programa de aids brasileiro em 2005 para diagnóstico na população geral. Para se ter ideia, o quantitativo do ano passado é quase quatro vezes maior que no lançamento, há cinco anos. Essa ampliação foi um compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2008.
Nunca é demais lembrar que uma parte importante dos diagnósticos de aids é feita tardiamente, quando o sistema imunológico das pessoas já está comprometido.
Outro destaque importante do ano foi o anúncio da maior pesquisa sobre conhecimentos, atitudes e práticas sexuais da população brasileira. A boa notícia é que a camisinha vem se tornando uma grande companheira dos casais no início da vida sexual. Em 2008, 61% dos jovens entrevistados afirmaram tê-la usado na primeira relação. Na pesquisa de 2004, esse índice era de 53%. O problema é que ao longo da vida o preservativo vai sendo deixado de lado. O estudo mostrou que os jovens fazem mais sexo protegido do que os mais velhos. 49,6% das pessoas entre 15 e 24 anos afirmaram ter usado preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais, nos últimos 12 meses. No grupo entre 50 e 64 anos, esse percentual cai para 32%.
Um dado da PCAP que chama a atenção é que a internet tem sido um meio utilizado pelos jovens para conhecer parceiros. A pesquisa mostra que 10,5% teve pelo menos um parceiro sexual que conheceu na rede mundial de computadores. Entre os acima dos 50 anos, esse tipo de comportamento não chega a 2%.
A comparação dos resultados dos resultados de 2004 com os de 2008 nos acendeu um alerta. O brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, esse índice subiu para 9,3%. Ao lado disso, o estudo mostra que quem tem mais parceiros casuais usa mais camisinha do que quem não tem. O conhecimento sobre os riscos de se infectar com o HIV e sobre as formas de prevenção continuam altos. Mesmo assim, a pesquisa identificou tendência de queda no uso do preservativo. Passou de 51,6% em todas as parcerias eventuais, em 2004, para 46,5% em 2008.
Mariângela Simão é diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde |
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