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Revista Isto É destaca novo protocolo de hepatites anunciado nesta semana pelo Ministério da Saúde

31/10/2009 - 16h40

O Sistema Único de Saúde (SUS) adotou mais três medicamentos antivirais como alternativa de tratamento para o controle da hepatite B crônica. As drogas são o tenofovir, que também é usado no tratamento antiaids, o entecavir e adefovir. Segundo o Ministério da Saúde, os medicamentos estarão disponíveis até o fim do primeiro trimestre de 2010. A notícia é um dos destaques desta semana da revista Isto É. Confira a nota a seguir.

SOS à hepatite

A Anvisa autorizou a prescrição do medicamento Tenofovir aos portadores de hepatite B. A droga é atualmente usada para o tratamento da Aids. A medida é fruto de uma ação inédita do Ministério da Saúde: diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio Ministério decidiu fazer a solicitação à Anvisa.

37,5 mil novos casos de hepatite (de todos os tipos) são registrados anualmente no Brasil. A informação é do Ministério da Saúde, que considera grave a incidência dessa doença no País.

Fonte: Isto É

 
:: ARTIGO ::
Da ampliação do diagnóstico ao fortalecimento da prevenção

Por Mariângela Simão

O ano de 2009 foi um marco no enfrentamento da epidemia do HIV/aids no Brasil. Começou com a proposta de ampliação do diagnóstico do vírus em vários segmentos da população. Para isso, colocou em destaque o teste rápido, que agora é 100% nacional. O método reduz o tempo de espera – o resultado sai em menos de 30 minutos –, pode chegar a locais de difícil acesso ou sem estrutura laboratorial.

Ao longo do ano, foram encaminhados ao 26 estados e ao Distrito Federal quase dois milhões de dispositivos para realizar os testes rápidos. Trata-se do recorde anual, desde que a nova metodologia foi adotada pelo programa de aids brasileiro em 2005 para diagnóstico na população geral. Para se ter ideia, o quantitativo do ano passado é quase quatro vezes maior que no lançamento, há cinco anos. Essa ampliação foi um compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2008.
Nunca é demais lembrar que uma parte importante dos diagnósticos de aids é feita tardiamente, quando o sistema imunológico das pessoas já está comprometido.

Outro destaque importante do ano foi o anúncio da maior pesquisa sobre conhecimentos, atitudes e práticas sexuais da população brasileira. A boa notícia é que a camisinha vem se tornando uma grande companheira dos casais no início da vida sexual. Em 2008, 61% dos jovens entrevistados afirmaram tê-la usado na primeira relação. Na pesquisa de 2004, esse índice era de 53%. O problema é que ao longo da vida o preservativo vai sendo deixado de lado. O estudo mostrou que os jovens fazem mais sexo protegido do que os mais velhos. 49,6% das pessoas entre 15 e 24 anos afirmaram ter usado preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais, nos últimos 12 meses. No grupo entre 50 e 64 anos, esse percentual cai para 32%.

Um dado da PCAP que chama a atenção é que a internet tem sido um meio utilizado pelos jovens para conhecer parceiros. A pesquisa mostra que 10,5% teve pelo menos um parceiro sexual que conheceu na rede mundial de computadores. Entre os acima dos 50 anos, esse tipo de comportamento não chega a 2%.

A comparação dos resultados dos resultados de 2004 com os de 2008 nos acendeu um alerta. O brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, esse índice subiu para 9,3%. Ao lado disso, o estudo mostra que quem tem mais parceiros casuais usa mais camisinha do que quem não tem. O conhecimento sobre os riscos de se infectar com o HIV e sobre as formas de prevenção continuam altos. Mesmo assim, a pesquisa identificou tendência de queda no uso do preservativo. Passou de 51,6% em todas as parcerias eventuais, em 2004, para 46,5% em 2008.


Mariângela Simão é diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

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