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| PROJETO PROPÕE A PREVENÇÃO DA AIDS A PARTIR DE MUDANÇAS SOCIAIS E COMPORTAMENTAIS |
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27/9/2007 - 13h10
Uma análise dos valores sociais, comportamentais e sexuais que regem um indivíduo, levando a uma reflexão sobre o viver em tempos de Aids, e também sobre os valores que movem (ou não) as relações humanas. Esse é o objetivo do seminário Gênero e Sexualidade gerando mudança de comportamento, uma iniciativa do Grupo Pela Vidda/RJ (Pela Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) que acontecerá no dia 28 de setembro, a partir das 17h, no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro. A entrada é franca.
O seminário é resultado de um projeto da ONG, executado desde 2002, que propõe um estudo de gênero e sexualidade humana sob a ótica da Aids. Segundo a coordenadora do projeto, Valéria de Paula, o seminário pretende estimular uma análise mais profunda sobre sexualidade e Aids.
“Nós entendemos que esse debate desperta uma análise sobre as crenças e os valores mais íntimos de uma pessoa. Assim, procuramos abrir caminho para uma reflexão sobre sexualidade e mudança de comportamento, e sobre como se posicionar em relação a prevenção da Aids” comenta Valéria.
O seminário Gênero e Sexualidade gerando mudança de comportamento será formado por três painéis: Prevenção do HIV e Aids tendo como técnica o estudo de gênero; Relato de uma liderança comunitária sobre a aplicação dessa técnica; Resultados e perspectivas futuras do projeto piloto (Gênero e sexualidade humana sob a ótica da Aids).
“Como projeto piloto, atingimos diretamente um universo de 120 líderes comunitárias. Essas líderes, após a capacitação, relataram alto grau de absorção de conhecimento e vontade de replicá-lo dentro e fora de suas comunidades. Além disso, foi verificada a melhoria geral na qualidade das relações sociais e íntimas dessas mulheres após o curso” explica Valéria de Paula.
O Consultor Ricardo Ramos, comenta que ao longo desses cinco anos de desenvolvimento do projeto, é possível destacar como pontos fortes a potencialização das habilidades das lideranças comunitárias; a oportunidade de discussão e reflexão sobre os temas na perspectiva do HIV e Aids; e o desenvolvimento da capacidade reflexiva e crítica para transformação das realidades nas comunidades.
Outras informações sobre o seminário Gênero e Sexualidade gerando mudança de comportamento poderão ser obtidas nos telefones (0XX21) 2518-3993 e 2518-1997; no e-mail gpvrj@pelavidda.org.br ou na sede da instituição situada à Avenida Rio Branco, 135 / 709 – Centro.
Fonte: Pela Vidda – RJ
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DICA
PARA ENTREVISTA:
Márcia Vilella | Pámela Medawar
Target Assessoria de Comunicação
Tel.: (0XX21) 2254 5756| 2284 2475 | 8158 9692
E-mail: target@target.inf.br
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ARTIGO :: |  |
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| Da ampliação do diagnóstico ao fortalecimento da prevenção |
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Por Mariângela Simão
O ano de 2009 foi um marco no enfrentamento da epidemia do HIV/aids no Brasil. Começou com a proposta de ampliação do diagnóstico do vírus em vários segmentos da população. Para isso, colocou em destaque o teste rápido, que agora é 100% nacional. O método reduz o tempo de espera – o resultado sai em menos de 30 minutos –, pode chegar a locais de difícil acesso ou sem estrutura laboratorial.
Ao longo do ano, foram encaminhados ao 26 estados e ao Distrito Federal quase dois milhões de dispositivos para realizar os testes rápidos. Trata-se do recorde anual, desde que a nova metodologia foi adotada pelo programa de aids brasileiro em 2005 para diagnóstico na população geral. Para se ter ideia, o quantitativo do ano passado é quase quatro vezes maior que no lançamento, há cinco anos. Essa ampliação foi um compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2008.
Nunca é demais lembrar que uma parte importante dos diagnósticos de aids é feita tardiamente, quando o sistema imunológico das pessoas já está comprometido.
Outro destaque importante do ano foi o anúncio da maior pesquisa sobre conhecimentos, atitudes e práticas sexuais da população brasileira. A boa notícia é que a camisinha vem se tornando uma grande companheira dos casais no início da vida sexual. Em 2008, 61% dos jovens entrevistados afirmaram tê-la usado na primeira relação. Na pesquisa de 2004, esse índice era de 53%. O problema é que ao longo da vida o preservativo vai sendo deixado de lado. O estudo mostrou que os jovens fazem mais sexo protegido do que os mais velhos. 49,6% das pessoas entre 15 e 24 anos afirmaram ter usado preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais, nos últimos 12 meses. No grupo entre 50 e 64 anos, esse percentual cai para 32%.
Um dado da PCAP que chama a atenção é que a internet tem sido um meio utilizado pelos jovens para conhecer parceiros. A pesquisa mostra que 10,5% teve pelo menos um parceiro sexual que conheceu na rede mundial de computadores. Entre os acima dos 50 anos, esse tipo de comportamento não chega a 2%.
A comparação dos resultados dos resultados de 2004 com os de 2008 nos acendeu um alerta. O brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, esse índice subiu para 9,3%. Ao lado disso, o estudo mostra que quem tem mais parceiros casuais usa mais camisinha do que quem não tem. O conhecimento sobre os riscos de se infectar com o HIV e sobre as formas de prevenção continuam altos. Mesmo assim, a pesquisa identificou tendência de queda no uso do preservativo. Passou de 51,6% em todas as parcerias eventuais, em 2004, para 46,5% em 2008.
Mariângela Simão é diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde |
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