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 8/2/2010 - Grupo de Incentivo à Vida (GIV) completa 20 anos

 8/2/2010 - Adolescentes soropositivos comentam campanha de carnaval do Ministério da Saúde

 8/2/2010 - Kit usa sangue e urina para diagnosticar tuberculose, informa Agência Fiocruz

 8/2/2010 - Diretor da Escola LGBT, Deco Ribeiro, responde críticas da jornalista Danuza Leão sobre a entidade

 8/2/2010 - Revista ISTOÉ publica nota sobre realização de testes de HIV nas escolas do Maranhão

 8/2/2010 - Colunista da Folhateen Jairo Bouer escreve artigo sobre prevenção no carnaval

 8/2/2010 - Usuárias da pílula do dia seguinte dizem que não tinham camisinha na hora do sexo, publica Correio Braziliense

 8/2/2010 - Leia as principais notícias sobre aids desta segunda-feira, 8 de janeiro

 7/2/2010 - Jovens apoiam campanha de carnaval do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

 7/2/2010 - Nova formulação de remédio contra o HIV pode facilitar adesão de crianças e idosos, destaca Pesquisa Online - Fapesp

 7/2/2010 - Danuza Leão critica criação de primeira escola gay no País em artigo na Folha de S.Paulo

 7/2/2010 - Ministério da Saúde defende distribuição de camisinhas nas escolas

 7/2/2010 - Imprensa destaca lançamento de campanha de carnaval focada em jovens gays e meninas de 13 a 19 anos

 7/2/2010 - Veja as principais notícias sobre aids deste domingo, 7 de fevereiro

 6/2/2010 - São Bernardo terá bloco de Carnaval para conscientizar foliões sobre DSTs

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:: ARTIGO ::
Da ampliação do diagnóstico ao fortalecimento da prevenção

Por Mariângela Simão

O ano de 2009 foi um marco no enfrentamento da epidemia do HIV/aids no Brasil. Começou com a proposta de ampliação do diagnóstico do vírus em vários segmentos da população. Para isso, colocou em destaque o teste rápido, que agora é 100% nacional. O método reduz o tempo de espera – o resultado sai em menos de 30 minutos –, pode chegar a locais de difícil acesso ou sem estrutura laboratorial.

Ao longo do ano, foram encaminhados ao 26 estados e ao Distrito Federal quase dois milhões de dispositivos para realizar os testes rápidos. Trata-se do recorde anual, desde que a nova metodologia foi adotada pelo programa de aids brasileiro em 2005 para diagnóstico na população geral. Para se ter ideia, o quantitativo do ano passado é quase quatro vezes maior que no lançamento, há cinco anos. Essa ampliação foi um compromisso assumido pelo ministro José Gomes Temporão por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids de 2008.
Nunca é demais lembrar que uma parte importante dos diagnósticos de aids é feita tardiamente, quando o sistema imunológico das pessoas já está comprometido.

Outro destaque importante do ano foi o anúncio da maior pesquisa sobre conhecimentos, atitudes e práticas sexuais da população brasileira. A boa notícia é que a camisinha vem se tornando uma grande companheira dos casais no início da vida sexual. Em 2008, 61% dos jovens entrevistados afirmaram tê-la usado na primeira relação. Na pesquisa de 2004, esse índice era de 53%. O problema é que ao longo da vida o preservativo vai sendo deixado de lado. O estudo mostrou que os jovens fazem mais sexo protegido do que os mais velhos. 49,6% das pessoas entre 15 e 24 anos afirmaram ter usado preservativo em todas as relações sexuais com parceiros casuais, nos últimos 12 meses. No grupo entre 50 e 64 anos, esse percentual cai para 32%.

Um dado da PCAP que chama a atenção é que a internet tem sido um meio utilizado pelos jovens para conhecer parceiros. A pesquisa mostra que 10,5% teve pelo menos um parceiro sexual que conheceu na rede mundial de computadores. Entre os acima dos 50 anos, esse tipo de comportamento não chega a 2%.

A comparação dos resultados dos resultados de 2004 com os de 2008 nos acendeu um alerta. O brasileiro tem feito mais sexo casual. Em 2004, 4% das pessoas haviam tido mais de cinco parceiros casuais no ano anterior. Em 2008, esse índice subiu para 9,3%. Ao lado disso, o estudo mostra que quem tem mais parceiros casuais usa mais camisinha do que quem não tem. O conhecimento sobre os riscos de se infectar com o HIV e sobre as formas de prevenção continuam altos. Mesmo assim, a pesquisa identificou tendência de queda no uso do preservativo. Passou de 51,6% em todas as parcerias eventuais, em 2004, para 46,5% em 2008.


Mariângela Simão é diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde

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