O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde está promovendo uma oficina sobre bancos de dados para 54 técnicos de vigilância em saúde de todos os Estados, do Distrito Federal e das capitais brasileiras. O objetivo é melhorar a qualidade dos dados epidemiológicos que são divulgados em todo o País. O curso começou nessa segunda-feira, 18 de junho, e termina na sexta-feira, 22.
“Os números informados a partir do cruzamento de dados são mais precisos. No caso dos dados de aids nacionais, eliminamos duplicidades e 20% de subnotificações, esclarece Gerson Fernando, gerente da área de Vigilância, Informação e Pesquisa do Departamento. Após o treinamento, Estados e municípios participantes estarão aptos a realizar o mesmo tipo de técnica. A ferramenta utilizada no curso é o Reclink, que faz relacionamento probabilístico de registros.
O relacionamento de fontes de informações nacionais de aids é realizado desde 2004, a partir dos registros do Sistema de Controle Laboratorial (Siscel), do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) e do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).
O Departamento informa que no futuro pretende utilizar a mesma tecnologia para sífilis e hepatites.