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Ativistas brasileiros reprovam teste caseiro de HIV aprovado nos EUA
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13/07/2012 - 15h

Aprovado na semana passada nos Estados Unidos, o teste OraQuick é capaz de identificar o vírus HIV pela saliva. Mesmo sem previsão de chegada ao Brasil, ativistas já estão receosos que a empresa americana tente investir no mercado brasileiro.

Na reunião do Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo desta sexta-feira, 13 de julho, militantes criticaram o novo modelo de teste.

O presidente do Fórum, Rodrigo Pinheiro, defendeu a importância do aconselhamento, antes e depois da descoberta do vírus. “O OraQuick disponibiliza um telefone de call center, mas não acredito que isto seja suficiente”, afirma. “Quando uma pessoa descobre que está com o vírus da aids, ela deve receber uma atenção especial e ser encaminhada para um serviço especializado para receber o atendimento adequado e o tratamento, quando necessário”, completa.

Rodrigo disse ter receio do investimento da empresa norte-americana no Brasil e já alertou os representantes das ONGs para não cederem, caso a empresa faça alguma proposta. “Aqui, eles não devem querer vender o teste em farmácias como é feito nos Estados Unidos, pois vai ser muito caro. Eles provavelmente irão procurar as programas governamentais para comercializar o teste”, diz.

O presidente do Fórum acredita que a solução para o País é investir nos testes rápidos, que são mais econômicos e eficientes.

Preservativos

Outro assunto abordado hoje na reunião foi a isenção do ICMS para preservativos. Em audiência pública realizada pela Comissão de Seguridade Social e Família do dia 05 de julho, em Brasília, o Ministério da Saúde e as ONGs de DST/aids questionaram se esta isenção é realmente efetiva para os consumidores.

Os fabricantes de preservativos afirmam que há sim uma redução no valor do produto comercializado. Já o Ministério da Saúde alega que precisa ter condições de monitorar os custos e receitas das empresas e, assim, ter garantias de que o desconto estaria sendo repassado para o consumidor final.

Rodrigo, que esteve no debate em Brasília, contou que os fabricantes afirmam que o consumo do produto ficou estabilizado nos últimos cinco anos porque o governo aumentou o volume de preservativos distribuídos gratuitamente. Isto significa que a população teria parado de comprar camisinhas por recebê-las de graça.

Entretanto, o presidente do Fórum afirma não ter informações de que a população teve mais acesso a estes preservativos gratuitos, e pediu para que os outros ativistas observem como a população tem se protegido das DST/aids e que tragam estas conclusões na próxima reunião do Fórum, em agosto.

Ana Alkmim




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