A Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA), em comemoração aos seus 25 anos, realiza o seminário 30 anos de AIDS: a história social de uma epidemia e a resposta brasileira, entre os dias 8 e 9 de agosto no Rio de Janeiro. Nomes como Richard Parker, Sonia Correa, e Paulo Teixeira falam no evento sobre temas como a trajetória da aids no Brasil, desafios políticos e ativismo.
Para Jane Galvão, coordenadora geral da ABIA entre 1993 e 1999, a ABIA e diversas organizações da sociedade civil que trabalham na luta contra aids passam por um momento difícil de crise financeira.
“Vivemos uma crise estrutural que, no momento, está atingindo com força o setor não governamental, mas seguramente ultrapassará os trabalhos da sociedade civil organizada e afetará a resposta nacional como um todo”. Jane foi convidada para ser uma das palestrantes, mas não pode comparecer ao evento.
A antropóloga pontua, no entanto, que mesmo com a crise da resposta brasileira à pandemia, sem as ONGs não teríamos hoje os ganhos que ainda fazem o Brasil ser considerado um sucesso na resposta à pandemia. Para ela, a o movimento social brasileiro na área integrou os direitos humanos como parte da agenda de saúde pública e criou o conceito de sexo seguro.
O evento é uma homenagem ainda a Herbert José de Sousa, o Betinho, sociólogo e ativista dos direitos humanos, que morreu há 15 anos em decorrência do HIV
A primeira mesa do evento foi "O legado do Betinho – solidariedade, direitos humanos e HIV."