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Conhecimentos corretos sobre HIV e aids ainda são insuficientes na maioria dos países endêmicos, mostra pesquisa do UNAIDS
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03/05/2013 - 13h10 – Atualizado às 17h10

O Inquérito Global sobre Progressos Relacionados ao HIV/Aids, que analisou 39 países durante os anos de 2011 e 2012, mostrou que apesar dos conhecimentos gerais sobre a infecção terem aumentado comparados com uma pesquisa similar de 2004, ainda há muito o que melhorar para que se consiga, efetivamente, controlar a epidemia. O Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids (UNAIDS), que criou um Grupo de Trabalho para coordenar o projeto, acredita que o caminho para controlar a epidemia é através da educação sobre o assunto.

O relatório mostra que, atualmente, quase todos os países têm políticas de educação para o HIV e que um número crescente de professores são ensinados para compartilhar conhecimentos sobre a epidemia. Mas o desenvolvimento de políticas não necessariamente se traduz em mudanças práticas. Para o estudo, a preocupação com o HIV ainda é periférica e apesar das visíveis melhoras, ainda é necessário treinar muitos professores e aumentar o conhecimento geral sobre o vírus, que se mantém baixo.

Um exemplo é o que acontece nas regiões Austral e Oriental da África, em que dois terços dos estudantes da sexta série (entre 13 e 14 anos de idade em média), em 11 países, não sabiam nada sobre a infecção pelo HIV. Os níveis de conhecimento variaram entre 19% no Lesoto e 70% na Tanzânia.

No entanto, 99% dos professores tinham o conhecimento, mas não o transmitiam de fato para seus estudantes. O estudo concluiu que os docentes estavam desconfortáveis compartilhando aquelas informações ou sentiam que isso ia além de suas funções. Eles também receberam treinamento restrito no assunto – vindo de especialistas do governo, agentes das Nações Unidas ou organizações da sociedade civil – tanto antes de começarem a lecionar como quando já estavam trabalhando.

Scott Pulizzi, coordenador do Grupo de Trabalho do Unaids, enfatiza que essa situação deve mudar. “Todo aluno precisa de um professor qualificado, que precisa ser apoiado pela administração da escola e pela comunidade para ensinar educação sexual, inclusive sobre o HIV, baseado em habilidades e situações da vida. Sem uma mudança sistêmica na área da educação, os professores não estarão aptos para ajudar seus alunos a adquirir o conhecimento e a desenvolver as habilidades necessárias para reduzir sua vulnerabilidade ao vírus”.

Outra pesquisa recente, realizada em um pequeno número de países, mostra que menos da metade dos jovens tem conhecimento correto sobre o HIV. E, segundo o relatório, isso tem grande significado já que a educação é a base para todos os programas de combate ao vírus.

Os jovens podem usar o conhecimento adquirido para, conscientemente, tomar decisões de como protegerem a si mesmos e os outros do HIV. Além disso, o próprio fato de ser educado já reduz a vulnerabilidade para o vírus, especialmente nas meninas, uma vez que se promove a auto-estima e a independência econômica.

De acordo com o Coordenador Global para Aids da Unesco, Soo-Hyang Choi, “a educação é um fator protetor para a infecção pelo HIV e contribui para uma cidadania global que pode combater o estigma e o preconceito. A educação, portanto, tem um papel central em resposta à aids”, diz.

O relatório enfatiza que uma geração livre da doença é possível e dentro do alcance de todos. E, a partir disso, conclui que os objetivos do próprio UNAIDS, de zerar as taxas de movas infecções, discriminação e mortes relacionadas à aids são possíveis e começam com os investimentos na educação.

Redação da Agência de Notícias da Aids com informações do UNAIDS




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