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Muitos problemas em relação à aids tiram meu sono, diz Fábio Mesquita em referência ao manifesto que completa um ano
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21/08/2013 - 16h20

Quando assumiu a direção do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais há pouco mais de um mês, o médico Fábio Mesquita disse que o manifesto “Aids no Brasil: o que nos tira o sono?” seria uma das análises sobre o enfrentamento da epidemia no País que teria como base para sua gestão. Em Salvador para o último dia do IX Congresso da Sociedade Brasileira de DST e V Congresso Brasileiro de Aids, o representante do Ministério da Saúde reforçou que continua tendo o manifesto como inspiração.

“É um documento extremamente importante. Foi colocado como avaliação de diversos aspectos, sobretudo, em relação aos indicadores que são claros do que é preciso ser feito para se ter uma intervenção planejada contra a epidemia”, disse. “Ele traz também a necessidade da incorporação do que há de novo na ciência e na tecnologia. Certamente é uma iniciativa que ainda nos inspira”, acrescentou.

Lançado por docentes, pesquisadores e integrantes da sociedade civil há exatamente um ano, em 21 de agosto de 2012, o manifesto foi criado foi criado, segundos os organizadores, para fazer “um contraponto à declaração de dirigentes do Ministério da Saúde que, durante a 19ª Conferência Internacional de Aids, realizada em julho (de 2012), nos Estados Unidos, disseram que nada no Brasil em relação à aids tirava o sono deles.”

Questionado pela Agência de Notícias da Aids, Mesquita disse que “muitas coisas” tiram seu sono frente à direção do Departamento, como, por exemplo, a recente visita que fez em Salvador ao hospital de doenças infecciosas Couto Maia, onde 33% dos leitos são ocupados por pessoas com HIV e aids, sendo que 75% delas chegaram ao local com uma contagem das células de defesa do organismos CD4 abaixo de 100 cópias por milímetro cúbico de sangue. “Com todos os esforços que estão sendo feitos pelo diagnostico precoce do HIV é incompreensível que as pessoas ainda cheguem ao hospital com um CD4 tão baixo que dificilmente algo poderá ser feito para recuperá-las”, comentou.

No Brasil, o Ministério da Saúde passou a recomendar o início do tratamento antirretroviral quando o paciente com HIV estiver com 500 cópias de CD4. Há poucos meses a recomendação era para iniciar o coquetel com aproximadamente 350 cópias.

Em relação às parcerias com a sociedade civil, o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais disse que tem procurado ampliar os contatos. “Durante um determinado tempo alguns setores da sociedade civil foram ouvidos e agora estamos tentando também inserir novos atores nesse diálogo, pois são muitos aqueles que construíram esta resposta e continuam até hoje nessa luta”, comentou.

Sobre as recentes decisões políticas que acabaram por vetar campanhas de prevenção às DST/Aids produzidas pelo Departamento, Mesquita disse que isso não tira seu sono. “Para trabalhar contra uma epidemia concentrada não há outra formar de atuar que não seja focando nas populações específicas. Homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, travestis e usuários de drogas precisam de campanhas específicas. Vamos fazer uma série de atividades e campanhas dirigidas a essas pessoas sem dúvida nenhuma”, afirmou.

Para ele, a exoneração do ex-diretor do Departamento Dirceu Greco, depois da veiculação de uma campanha voltada às prostitutas, ocorreu porque não seguiu o “tramite normal” de aprovações institucionais. “A campanha foi divulgada por uma área da comunicação, sem o aval do Dr. Dirceu, do secretário de vigilância em Saúde (Jarbas Barbosa) e do Ministro (Alexandre Padilha), disse.

Mesquita afirma que quando trabalhou para a Organização Mundial da Saúde na Ásia e no próprio Ministério da Saúde do Brasil também participou de processos de aprovação de campanhas. “Algumas das campanhas que estive envolvido foram aprovadas e outras não, mas tudo tem seu trâmite. Isto não me tira o sono”, finalizou.

Além de participar dos Congressos sobre DST/Aids, o diretor do Departamento visitou em Salvador as secretarias municipal e estadual da Saúde e o Grupo de Apoio à Prevenção à Aids (GAPA) da Bahia.

Lucas Bonanno, de Salvador

A Agência de Notícias da Aids cobre os Congressos diretamente de Salvador com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o laboratório MSD. A Agência de Notícias da Aids cobre os Congressos diretamente de Salvador com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o laboratório MSD.






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