Entre os dias 12 e 14 de julho, 70 representantes de governos e da sociedade civil de diversos países, além das agências da Organização das Nações Unidas (ONU), estarão reunidos no Rio de Janeiro para discutir o acesso universal de profissionais do sexo a prevenção, tratamento, assistência e a defesa dos direitos humanos desse grupo específico.
A redução da vulnerabilidade de homens e mulheres que se prostituem é um dos temas centrais que serão abordados no encontro. Além disso, serão discutidos pontos como estratégias de acesso a educação e aos serviços de saúde, diminuição da pobreza, educação de pares, saúde sexual e reprodutiva, geração de renda e acesso a crédito. O evento será promovido pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids (PN-DST/AIDS).
Para a diretora do PN-DST/AIDS, Mariângela Simão, um dos desafios em relação ao sexo comercial é tornar a rotina profissional dos trabalhadores mais segura. “Isso envolve não apenas a prevenção das DST e da Aids, mas também questões relacionadas à segurança do ambiente de trabalho, ao estigma, à discriminação e à violência a que essas pessoas são submetidas”.
Outro item que entrará no debate são as restrições financeiras a projetos de cooperação que trabalham com os trabalhadores do sexo, postura defendida por entidades financiadoras de alguns países.
Recomendações – A expectativa é que, no encontro, sejam firmados acordos com recomendações para que governos e organismos internacionais adotem mecanismos que reduzam a vulnerabilidade dos profissionais do sexo ao HIV e à Aids. “A consulta vai considerar aspectos como a diversidade geográfica e cultural de cada país, porque não adianta plano global que não contemple questões locais”, disse o diretor de Iniciativas Globais do UNAIDS, o epidemiologista brasileiro Luiz Loures, em reunião preparatória para a consulta da semana que vem, ocorrida em Brasília, em junho.
O combate ao tráfico de seres humanos e à exploração infantil de crianças são outros assuntos que serão analisados na consulta. Para
Gabriela Leite, diretora da ONG Da Vida, que trabalha com prostitutas no Rio de Janeiro, os dois últimos pontos são delicados e precisam ser discutidos com cautela. “Essas questões têm sido usadas como argumento dos que se opõem à prostituição. Somos contra o tráfico [de seres humanos] e a exploração [sexual] de crianças, mas reafirmamos nosso dever de lutar pela dignidade dos profissionais do sexo”, diz Gabriela, que também dirige a Rede Brasileira de Prostitutas.
Fonte: PN-DST/AIDS
Fonte:
Assessoria de imprensa do PN-DST/AIDS
Telefone: Assessoria de Imprensa
Telefones: (0XX61) 3448-8100 / 8088