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PRESERVATIVOS FEMININOS: PORTUGUESAS RECUSAM ALTERNATIVA PARA PREVENIR DOENÇAS


13/10/2008 - 19h

Apesar de ser a melhor alternativa para a mulher prevenir as doenças sexualmente transmissíveis, o preservativo feminino deixou de ser vendido em Portugal por falta de procura, o que especialistas atribuem a falhas de promoção e ao seu aspecto "desagradável".

Segundo o presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa, Mário Sousa, as mulheres portuguesas não aderiram, até agora, aos preservativos femininos. "Praticamente não houve adesão e a indústria que os colocou no mercado acabou os retirando. Não foram considerados uma alternativa ao preservativo masculino, quando é precisamente o contrário. É a única alternativa válida que a mulher tem em relação ao preservativo masculino", declarou, à agência Lusa, o médico Mário Sousa.

O preservativo feminino tem a forma de uma manga e é constituído por dois anéis, um que fica dentro da vagina e outro que fica na zona exterior e que cobre parte dos lábios vaginais e do clitóris e foi comercializado pela primeira vez em Portugal há mais de 10 anos. Apesar dos médicos o considerarem "muito fácil de colocar", reconhecem que o material, semelhante ao de um saco plástico, pode ter contribuído para que as mulheres portuguesas tivessem desistido de tentar este método para se protegerem de doenças como a Aids.

"O aspecto pode não ser muito atrativo", disse José Martinez de Oliveira, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia. No entanto, o ginecologista sublinha que, em termos técnicos, o preservativo feminino é "francamente mais eficaz, por ser mais espesso e ter uma área de cobertura mais abrangente e seria mais protetor ao nível da infecção", explicou.

Para Martinez Oliveira, a falta de promoção, divulgação e explicação, sobre o preservativo feminino também contribuíram para a escassez de procura. Os responsáveis da Coordenação Nacional para a Infecção HIV/Aids afirmam estar conscientes de que é necessária uma maior promoção e estão preparando uma campanha publicitária, que deverá estar concluída até ao final deste ano.

Distribuição gratuita de preservativos femininos

Segundo Beatriz Casais, da coordenação de HIV/Aids, a promoção passa ainda pelo reforço da distribuição gratuita dos preservativos. No ano passado, cerca de 50 mil foram distribuídos pela comissão junto das organizações não governamentais que têm equipes de rua dirigidas, sobretudo a prostitutas.

Este ano, só no primeiro semestre, já foram distribuídos o mesmo número que em 2007 e mais 20 mil estão em fase de aquisição pela comissão. Beatriz Casais recordou ainda que está decorrendo um concurso público para que o preservativo feminino possa integrar a central de compras do Ministério da Saúde de Portugal, faltando depois uma avaliação das propostas a concurso. A idéia é que os centros de saúde possam comprá-los para os distribuírem gratuitamente às mulheres portuguesas.

Redação Agência de Notícias da Aids

Fonte: Lusa/ARP





Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo

Por Jeová Pessin Fragoso

As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.

Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.

Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos.


 
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