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| Brasil-Moçambique: Parceria entre os dois países irá viabilizar a fundação de uma agência noticiosa sobre HIV/Aids naquele país africano |
 Agência Aids, MISA, CICT, UNICEF, UNAIDS Brasil e Moçambique são os responsáveis por este projeto que terá início nos próximos meses
7/1/2009 - 17h
No final do ano passado, a editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roselli Tardelli, e o diretor executivo do MISA (Media Institute of Southern Africa) - Moçambique, Alfredo Libombo Tomás, assinaram um Memorando de Entendimento que resultará ainda no primeiro trimestre deste ano na fundação de uma agência noticiosa especializada no tema HIV/Aids, baseada na capital moçambicana, Maputo.
Moçambique tem uma população aproximada de 20 milhões. É a maior de língua oficial portuguesa depois do Brasil. Independente de Portugal há menos de 35 anos, esta nação africana sofre de vários problemas sociais, em especial, relacionados à saúde e à educação.
Em todo o país, por exemplo, existem apenas 650 médicos e o primeiro curso universitário de Jornalismo começou a formar profissionais em 2007.
O primeiro caso de Aids em Moçambique foi registrado em 1986, mas ainda em Guerra Civil, o país não tinha entre as prioridades enfrentar a epidemia, entretanto, com o acordo de Paz em 1992, milhares de moçambicanos refugiados nos países vizinhos, onde a incidência do HIV já era altíssima, retornaram, contribuindo assim para uma expansão incontrolável do vírus.
Nos últimos anos, algumas questões culturais, como as parcerias múltiplas e concorrentes, e muitas crenças falsas que vão contra os meios de prevenção do HIV fizeram com que o vírus atingisse 16% da população sexualmente ativa, o que segundo as Nações Unidas, está entre as 10 mais altas do mundo.
É diante deste cenário que surgiu a ideia de se fundar em Moçambique um serviço de produção de notícias e apoio aos jornalistas nos mesmos moldes da Agência de Notícias da Aids.
"Quando fundei a Agência Aids no Brasil, em maio de 2003, disse em entrevista à revista Imprensa que a próxima parada seria a África. Sempre tive vontade de realizar um trabalho semelhante ao que construímos no Brasil nos países de língua portuguesa”, afirma a editora executiva da Agência de Notícias da Aids, Roseli Tardelli. “Além de ser um desafio é um grande presente que ganho neste ano de 2009: a oportunidade de contribuir para que jornalistas africanos estejam cada vez mais conscientes e engajados na luta contra o crescimento do HIV", acrescenta.
Com este objetivo, Tardelli, representando a Agência Aids, e o jornalista moçambicano Alfredo Libombo Tomás, representando o MISA (Media Institute of Southern Africa) - Moçambique, assinaram no final do ano passado um Memorando de Entendimento que resultará ainda no primeiro trimestre deste ano na fundação de uma agência noticiosa especializada no tema HIV/Aids, baseada na capital moçambicana, Maputo.
"Será um projeto importantíssimo para ajudar a imprensa moçambicana", disse o brasileiro Mauricio Cysne, representante Nacional do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (UNAIDS) em Moçambique.
Cysne acredita que uma agência de notícias sobre Sida em Moçambique vai “revolucionar as informações veiculadas nos jornais, rádios e TV do país.”
Um estudo divulgado em 2006 pela Gender Links e Projeto de Monitoria dos Média ressaltou que a cobertura sobre Aids nos órgãos de informação de Moçambique era extremamente baixa.
De 3.064 reportagens analisadas, apenas 5% eram sobre Aids, o que foi considerada ruim pelos pesquisadores, já que a epidemia está entre os piores problemas do país.
Liderança internacional do Brasil
A fundação desta agência de notícias sobre Aids em Moçambique receberá apoio direto do UNAIDS no Brasil e em Moçambique, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e do Programa Nacional de DST/Aids, por meio do Centro Internacional de Cooperação Técnica (CICT).
Carlos Passarelli, coordenador do CICT, considera que este projeto será um grande aliado na divulgação de informações sobre HIV e Aids para toda a Comunidade Praticante de Língua Portuguesa (CPLP).
Ele lembra que em Abril de 2008, durante a I Reunião de Ministros da Saúde da CPLP, ocorrida em Cabo Verde, os presentes já tinham concordado em se apoiarem no enfrentamento do HIV.
“A agência em Moçambique é o começo de uma grande rede de troca de informações que pretendemos criar na CPLP”, disse. “Divulgar informações sobre Aids faz parte dos objetivos desta rede”, acrescenta.
O representante do UNAIDS no Brasil, Pedro Chequer, já trabalhou para este mesmo órgão em Moçambique. Para ele, a criação da agência naquele país dará um grande um suporte à sociedade civil na troca de informações e exposição das suas ideias.
"Considerando o desempenho da Agência Aids no Brasil em disseminar informação com a maior agilidade e transparência possível, a criação de uma agência em Moçambique viria a fortalecer o papel que o Brasil está construindo para uma agenda de cooperação horizontal com os outros países de língua portuguesa", enfatizou Chequer.
O acordo feito pela Agência de Notícias da Aids com o MISA-Moçambique visa, sobretudo, prestar apoio técnico nesta parceria, criando assim um serviço africano que possa através de intercâmbios com o Brasil melhorar a qualidade das informações sobre a Aids naquele país e contribuir para a diminuição das cerca de 500 infecções diárias pelo HIV.
Lucas Bonanno
Dicas de entrevista:
Roseli Tardelli
Tel.: 0XX11 - 3287-4845
Mauricio Cysne
E-mail: cysnem@unaids.org
Assessoria de Imprensa do Programa Nacional de DST/AIDS
Tel.: 0XX61: 3448-8100
UNAIDS - Brasil
Tel.: 0XX61: 3038-9222
Liandro Lindner
Tel.:00XX61: 3213-8222
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| Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo |
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Por Jeová Pessin Fragoso
As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.
Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.
Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos. |
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