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| Pela primeira vez, diretor do Emílio Ribas recebe ativistas e promete estudar implantação de conselho gestor |
14/05/2009 - 15h42
Transparência e reestruturação interna do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER). Estes são os principais pilares da gestão do novo diretor David Uip, empossado em fevereiro deste ano. Em uma reunião com ativistas na manhã desta última quarta (14), pela primeira vez, o médico infectologista prometeu estudar, com a ajuda dos militantes, a implantação do conselho gestor no local – uma das reclamações mais antigas do movimento de aids paulista. “Quero um hospital mais humanizado internamente e também mais envolvido com a sociedade, por isso pretendo abrir as portas, formal ou informalmente”, contou.
“Mas, quero um conselho que represente a todos e não somente a aids ou hepatites, por exemplo. Preciso saber como fazer isso”, indagou David Uip aos ativistas. Estiveram presentes Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONG/Aids de São Paulo; Regina Pedrosa, da Alivi; Abel Corino da Fonseca Neto do Grupo Pela Vidda/SP; José Carlos Veloso do Gapa; e Solange Morais da RNP+ de Campinas. Todos comprometeram-se em assessorar David Uip na questão. “Podemos ter a participação do Fórum de Patologias nisso”, opinou Veloso. No próximo mês, os ativistas devem apresentar algumas idéias.
Além de trazer mais transparência para o IIER, David Uip pretende promover uma reestruturação. Um dos exemplos usados por ele foi quantidade de médicos dentro do hospital: 316 no total. “Tendo esse número de profissionais é inadmissível que existam filas para consultas. Estou convidando todos a participar da nova gestão, mas tem uma parcela que não responde”, disse Uip. Veloso afirmou que os pacientes que não participam de protocolos de pesquisa levam em média de três a quatro meses para conseguirem consultas. Ao todo, o IEER tem 1775 funcionários.
O diretor do IIER disse ainda que pretende estimular os funcionários e acabar com o clima de ostracismo no local, inclusive contando com a ajuda deles na escolha de um novo slogan para o hospital.
Uip quer que o local atenda todas as doenças infecciosas e use o complexo do existente na região da Faculdade de Medicina da USP para atender os usuários. “O Emílio Ribas vai ser um braço de um complexo de diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças”, informou sobre a parceria do local com a Universidade de São Paulo. Ele garantiu que mesmo assim, o IIER não vai perder autonomia. Para ele, há casos que não deveriam ser responsabilidade do hospital. “Há usuários que estão com internação em mais de 300 dias e estão com quadro estável em HIV, mas são pacientes psiquiátricos e não temos para onde mandar”.
Outro ponto de discussão foi a questão de cirurgias contra lipodistrofia em grande porte. “Alguns pacientes necessitam de cirurgias ósseo-articulares e isso quem pode resolver é o Hospital das Clínicas. Temos nossas expertise e nós vamos faze-las funcionar também”, prometeu.
Para o presidente do Fórum de ONG/Aids de SP, Rodrigo Pinheiro, o novo diretor é bem objetivo. “Ele abriu um canal e agora precisamos acompanhar os processos aqui. Foi uma reunião positiva”, disse.
Gripe A
David Uip informou que a recente epidemia de gripe A no México fez o nome do Emílio Ribas ser lembrado pela sociedade e isso é um sinal de respeito. Segundo Uip, este foi um dos motivos para conseguir a liberação pela Secretaria de Saúde de R$ 15 milhões iniciais - orçamento que será usado para a reforma de um ambulatório de 104 leitos, conhecido no local como ambulatório marrom.
No total, ele terá pelo menos R$ 30 milhões para melhorar o IIER.
Rodrigo Vasconcellos
Dica de Entrevista
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo
Assessoria de Imprensa
Tel.: (0XX11) 3066-8702/8709
Fórum de ONG/AIDS do Estado de São Paulo –
Tel: (0XX11) 3334–0704
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| Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo |
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Por Jeová Pessin Fragoso
As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.
Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.
Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos. |
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