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Estudo associa antirretrovirais de segunda linha a risco cardiovascular, informa site O Pantaneiro


12/08/2009 - 10h45

Estudo realizado com 319 doentes de aids atendimentos em ambulatórios da cidade de São Paulo indica que usuários que fazem tratamento com antirretrovirais de segunda linha possuem maior risco cardiovascular que os demais. As informações são do site O Pantaneiro. Leia a matéria a seguir.

Em 2008, a Agência de Notícias da Aids repercutiu a informação de que as drogas abacavir e a didadosina, das companhias GlaxoSmithKline e Bristol-Myers Squibb, respectivamente, também ofereciam o mesmo risco. (saiba mais)

Medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular, aponta estudo brasileiro

A AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (sigla do inglês: Acquired Immune Deficiency Syndrome) se manifesta após a infecção do organismo humano pelo Vírus da Imunodeficiência Humana, o HIV (sigla do inglês - Human Immunodeficiency Vírus). Esta doença compromete o sistema imunológico propiciando o aparecimento de infecções e tumores. Um recente estudo brasileiro sugere que os medicamentos para AIDS associam-se a maior risco cardiovascular.

Desde o advento da AIDS, a terapia para combater o HIV (terapia antiretroviral) desenvolveu-se significantemente, incluindo a terapia antiretroviral altamente ativa (HAART) e a doença adquiriu uma característica crônica. Entretanto, após a introdução da HAART, várias alterações do metabolimso foram observadas, principalmente relacionadas com as gorduras circulante no sangue, como colesterol.

Um estudo teve como objetivo avaliar e comparar os níveis de gordura no sangue, risco cardiovascular, e descrever a prevalência da síndrome metabólica em pacientes com AIDS tratados ou não com HAART. A síndrome metabólica ocorre quando os indivíduos são portadores de três ou mais dos seguintes critérios: obesidade abdominal (medida ao nível médio do abdômen: cintura maior que 94 cm em homens e maior 80 cm em mulheres), triglicerídeos elevados (maior 150 mg/dL), HDL colesterol baixo (menor que 40 mg/dL em homens e menor que 50 mg/dL em mulheres), elevação da pressão arterial (maior que 130/85 mmHg) e da glicemia de jejum (maior que 100mg/dL, podendo chegar até um nível de diabete melito).

Durante um período de 18 meses, 319 pacientes com AIDS tratados em ambulatórios na cidade de São Paulo, foram selecionados. A amostra final incluiu 215 pacientes tratados com HAART e 69 pacientes virgens de tratamento com HAART. A idade média era 39,5 anos, e 60,9% eram do sexo masculino. Os principais fatores de risco cardiovascular eram o fumo (27%), hipertensão arterial (18%) e histórico familiar de aterosclerose (40%). Os valores médios de colesterol total, HDL-colesterol, triglicérides e glicose foram mais altos no grupo HAART do que no grupo não-HAART (205 versus 180 mg/dl, 51 versus 43 mg/dl, 219 versus 164 mg/dl e 101 versus 93 mg/dl, respectivamente).

De acordo com o escore de risco de Framingham, o risco cardiovascular era moderado a alto em 11% dos pacientes tratados com HAART e apenas 4% dos pacientes não-HAART. A síndrome metabólica foi observada em 13% e 12% dos pacientes, respectivamente, com e sem HAART.


Fonte: O Pantaneiro / Arq Bras Cardiol(2009) / Portal UOL





Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo

Por Jeová Pessin Fragoso

As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.

Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.

Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos.


 
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