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| População tem direito a informações sobre prevenção que vão além da camisinha, defende ativista Jorge Beloqui no 15º Enong |
13/11/2009 - 12h
“Não é necessário que políticas de prevenção alternativas à camisinha sejam adotadas na saúde pública, mas é muito importante que as pessoas tenham acesso a essas informações durante o aconselhamento”, defendeu o ativista Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV). O militante explicou os diferentes níveis de risco de infecção pelo HIV quando adotados outros métodos que não sejam o uso do preservativo. A apresentação foi na manhã desta sexta no 15º Enong (Encontro Nacional de ONGs/Aids) no Rio de Janeiro.
“Será que se uma pessoa disser que não quer usar preservativo, devemos insistir?”, questionou a uma plateia de cerca de 400 pessoas. “Acredito mais em prevenção dialogada para chegarmos em um consenso”, comentou Beloqui. O ativista explicou diferentes métodos de prevenção como a profilaxia pós-exposição, em que um indivíduo toma a terapia tríplice contra o HIV em até 48 horas após a situação de risco. “Hoje essa prática é disponibilizada para acidentes com material biológico ou em casos de estupro. Em casos de sexo consentido, a pessoa não tem direito”, explicou.
Outro item abordado no Enong é a relação de carga viral do vírus da aids no sangue e o risco de transmissão. De acordo com estudos suíços, um casal heterossexual sorodiscordante (em que um é HIV positivo e outro não) pode ter relações sem preservativos, desde que o portador da infecção esteja há mais de seis meses em tratamento antirretroviral, carga viral indetectável e sem nenhuma outra doença sexualmente transmissível. “Isso significa que, por exemplo, quanto menor a carga viral, menor o risco, mas isso não significa que seja zero. Sempre deve ser enfatizado que a camisinha é o melhor método de prevenção”, comentou.
Já a circuncisão masculina pode reduzir em até 60% o risco de transmissão em relações heterossexuais. Em casos de homens que fazem sexo com homens, não existem estudos conclusivos sobre o assunto, mas uma pesquisa da África do Sul indica que o risco pode ser 4,5 vezes menor. “Mesmo assim, acho que os homens não gostariam de fazer essa intervenção cirúrgica”, disse Beloqui.
“Cabe a nós e autoridades de saúde trazer o direito e autonomia às pessoas com informações para reduzir a transmissão, caso não haja possibilidade de uso do preservativo”, alegou.
O 15º Enong vai até domingo com a finalização de um documento norteador do movimento social e de reivindicação a gestores que será encaminhado ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, além de conselhos estaduais de saúde em todo o Brasil.
Rodrigo Vasconcellos
A Agência de Notícias da Aids cobre o evento com apoio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais
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| Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo |
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Por Jeová Pessin Fragoso
As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.
Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.
Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos. |
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