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Adolescentes soropositivos comentam campanha de carnaval do Ministério da Saúde

08/02/2010 - 19h30

“Camisinha. Com amor, paixão ou só sexo mesmo. Use sempre". Este é o slogan da campanha de carnaval lançada neste fim de semana pelo Ministério da Saúde em horário nobre na TV aberta em todo o País.

Em três peças publicitárias diferentes, o governo federal promove a prevenção do HIV nos jovens gays, em meninas de 13 a 19 anos e incentiva a testagem para o vírus da aids. A Agência de Notícias da Aids ouviu jovens soropositivos para comentarem a campanha. Veja a seguir.

Kleber Mendes, 26 anos, ex-ativista da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, se descobriu com HIV há 11 anos

Os vídeos utilizam um discurso de 25 anos atrás, com juízo de moral. O material voltado aos gays retrata um estereótipo de homossexuais; vários segmentos não foram contemplados. Existem 'emos' gays, pessoas que curtem hip-hop que são gays, entre outros. Uma das possibilidades seria fazer vídeos para diversos segmentos de homossexuais.

A questão da linguagem é muito complexa. Os vídeos têm imagens escuras, dão a impressão de ambientes sujos, pesados. Além disso, a campanha não se volta ao público com HIV.

Jovem de 23 anos, que prefere não se identificar, mora na Zona Norte de São Paulo e descobriu que tem HIV em novembro do ano passado

Adorei os vídeos. Os dois passam a ideia de que devemos nos prevenir sempre, em qualquer situação, e não somente em uma festa ou uma noite programada. Acredito que a campanha vai chamar a atenção dos jovens.

Também apoio a iniciativa da distribuição de preservativos em festas e baladas.

Vídeos

Para assistir aos vídeos da campanha e conhecer outras peças publicitárias, clique aqui.

O Ministério da Saúde pretende com essas campanhas estimular uma resposta contra o HIV na faixa etária de 13 a 19 anos, que segundo o boletim epidemiológico apresenta mais casos de aids entre as mulheres. E nos jovens gays, pois de acordo com os dados nacionais referentes a 2007, 39,2% dos casos diagnosticados da doença , entre os jovens, foram entre os homens que fazem sexo com homens.


Fábio Serrato





Enfrentar as hepatites tem que ser prioridade do Governo

Por Jeová Pessin Fragoso

As hepatites virais, principalmente as dos tipos B e C, tornaram-se na atualidade uma das maiores preocupações de saúde publica, e tem tirado a qualidade de vida, quando não a própria vida, de um número alarmante de brasileiros. Segundo estimativas da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 milhões de pessoas estão infectadas com esses vírus no Brasil.

Portador da hepatite C, presido o Grupo Esperança, que tem apoiado as pessoas com hepatites da Baixada Santista, litoral de São Paulo. São mais de 3 mil portadores de hepatites, residentes em nove municípios da região e filiados ao nosso grupo.

Jeová Pessin Fragoso é Presidente do Grupo Esperança, de Santos.


 
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