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RISCO DE TRANSMISSÃO DO HIV POR VIA SEXUAL DIMINUI COM O USO DE ANTI-RETROVIRAIS
27/08/2008 15h50
Cada vez mais estudos parecem confirmar que o tratamento do HIV também previne novas infecções. Para os cientistas, desde que o paciente esteja medicado, a transmissão por via sexual é quase impossível. Há poucas semanas, na XVII Conferência Internacional sobre a Aids, voltou a ser reavivada a possibilidade de diminuir drasticamente o número de infectados, através de um método que estava mesmo à frente dos nossos olhos. Assim sendo, este seria um ótimo argumento para alargar o tratamento a muitos milhares de pessoas, já que vários países ainda se mostravam relutantes em financiar estes medicamentos, que atingem preços exorbitantes.
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| VULNERABILIDADE: HIV/AIDS E PESSOAS PORTADORAS DE NECESSIDADES ESPECIAIS |
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Cláudia Alquati Bisol
Cerca de 30 anos se passaram desde que o vírus do HIV passou a fazer parte do cotidiano da humanidade, trazendo sofrimento, colocando novos desafios à ciência e à comunidade e exigindo estratégias de prevenção e tratamento. Somente nos últimos poucos anos, porém, alguns grupos especialmente vulneráveis estão sendo incluídos nas pesquisas, nas campanhas de prevenção e na busca por qualificar o atendimento a pessoas vivendo com HIV/AIDS.
Entre estes grupos vulneráveis estão as pessoas com necessidades especiais. Trata-se de um grupo altamente heterogêneo, composto por mulheres e homens, jovens e crianças que vivem em diferentes contextos socioeconômicos e culturais e que enfrentam o desafio de estudar, trabalhar, constituir família, em uma sociedade pouco preparada para aceitar diferenças visuais, auditivas, cognitivas, físicas ou de sofrimento mental.
Preconceitos de toda ordem têm dificultado a inclusão destas pessoas no cenário do HIV/Aids. Imaginar que pessoas portadoras de necessidades especiais não têm vida sexual ativa ou não são capazes de tomar decisões e realizar escolhas é um dos equívocos mais comuns, não raro de se ver até mesmo entre profissionais da educação e da saúde.
Em pesquisa realizada com adolescentes surdos em uma cidade do Rio Grande do Sul, vimos que as experiências no campo da sexualidade – iniciação sexual, escolha de parceiros, vida social – dos adolescentes surdos são muito similares às experiências de jovens ouvintes. No entanto, seu conhecimento sobre a realidade do HIV/Aids é muito menor, assim como seu nível de escolarização. Alto índice de abuso sexual foi também encontrado.
Cláudia Alquati Bisol é Professora e Pesquisadora do Curso de Psicologia da Universidade de Caxias do Sul/RS.
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