Mãe, negra, vivendo com HIV: existir também é um ato de coragem
Por: Angélicas Torquarto*Eu sou mulher negra, vivo com HIV há 19 anos e sou mãe atípica. E durante muito tempo fizeram de tudo para que eu acreditasse que eu não poderia ocupar nenhum desses lugares com dignidade. Quando recebi o diagnóstico, o HIV ainda era tratado como sentença. Existia medo, desinformação, silêncio e muito julgamento. Em vez de acolhimento, muitas vezes encontrei olhares atravessados, perguntas cruéis e tentativas de reduzir toda a minha existência a um vírus. Como se eu deixasse de ser mulher, como se eu deixasse de ser humana, como se eu não pudesse amar, sonhar, construir uma família ou...